Concurso Biomédico

Concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) 2024 para Biomédico: prova, gabarito e o que caiu

Prova completa de Biomédico do concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) (2024), banca Instituto BRB: 37 questões com gabarito oficial, o que mais caiu e como estudar para o próximo.

O concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) de 2024 teve prova para o cargo de Biomédico, organizada pela banca Instituto BRB. A prova tinha 40 questões, das quais 2 foram anuladas. Abaixo estão todas as questões com o gabarito oficial definitivo.

O que caiu nas disciplinas específicas: Hematologia (11), Hemoterapia e Imuno-hematologia (4), Imunologia (3), Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (2). Os temas mais cobrados foram Leucemias linfoides crônicas, Biossegurança, Leucemias agudas, Grupos sanguíneos ABO/Rh e doador universal, Anemias (índices hematimétricos).

Disciplinas gerais: Língua Portuguesa (10), Raciocínio Lógico e Matemática (5), Legislação Institucional (EBSERH/órgão) (2), Informática (1).

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Perguntas frequentes

Qual foi a banca do concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) 2024 para Biomédico?

A banca foi Instituto BRB. Temos 2 provas de Biomédico dessa banca no nosso banco.

Quantas questões teve a prova de Biomédico do concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) 2024?

A prova teve 40 questões, 2 delas anuladas pela banca.

O que mais caiu na prova de Biomédico Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) 2024?

Nas específicas: Hematologia (11), Hemoterapia e Imuno-hematologia (4), Imunologia (3), Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (2). Temas mais cobrados: Leucemias linfoides crônicas, Biossegurança, Leucemias agudas.

Onde encontro a prova e o gabarito do concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA) 2024?

Nesta página estão todas as questões com o gabarito oficial. No app do Concurso Biomédico dá para resolver a prova, marcar as respostas e ver o desempenho.

Como estudar para o próximo concurso Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)?

Resolva esta e as outras provas da banca Instituto BRB, comece pelas disciplinas que mais caem (Bioquímica Clínica, Microbiologia, Hematologia) e leia os comentários das questões que errar. Quando sair um novo edital, ele aparece na nossa página de concursos abertos.

Questões da prova com gabarito

Questão 1 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Sobre o texto I, analise cada afirmação abaixo e assinale a que contiver uma verdade.

  1. A) Graças à natureza argumentativa, o texto se apresenta como Dissertação cujo Gênero é um Artigo.
  2. B) Quanto à tipologia, o texto é uma Injunção com o intuito de informar o leitor, de maneira objetiva, por meio do gênero Notícia.
  3. C) O texto se enquadra como Exposição, ao demonstrar, de maneira subjetiva, os fatos apresentados na Reportagem enquanto gênero.
  4. D) No que tange à tipologia, o texto se mostra como uma Descrição a fim de apresentar fatos concernentes ao gênero Notícia.
  5. E) O texto, quanto à tipologia, é Expositivo e pertencente ao gênero Notícia, expondo fatos, opiniões e perspectivas sobre a pauta.
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Gabarito oficial: E

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Questão 2 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

A partir do entendimento e da leitura do Texto I, julgue sua composição gramatical e as ideias apresentadas nele conforme as afirmações abaixo, escrevendo entre parênteses C para o que for correto e E para o errado.
( ) Em “O dólar não para de bater recorde atrás de recorde...”, pode-se dizer que a palavra destacada é um estrangeirismo cuja sílaba tônica é gramaticalmente paroxítona.
( ) Em “...o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês.”, o vocábulo em destaque é considerado para a morfossintaxe um pronome substantivo relativo com função de objeto direto no contexto.
( ) Em “Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.”, há um erro gramatical que desconsiderou a quebra da ordem frasal direta.
( ) Em “Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.”, o vocábulo em destaque possui como radical a palavra “dívida”.
A partir da análise dos elementos enfatizados acima, pode-se considerar a sequência devida a que se encontra em:

  1. A) E – E – C – E
  2. B) C – C – E – C
  3. C) C – E – C – E
  4. D) E – C – E – E
  5. E) C – E – C – C
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Gabarito oficial: C

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Questão 3 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

A partir da leitura do texto, pode-se avaliar que os fatos expostos obedeceram a uma relação lógica e sequencial presente na seguinte alternativa:

  1. A) (1) O aumento do valor do Real diante do Dólar a um patamar jamais visto. (2) O anúncio do pacote econômico do ministro da Fazenda Fernando Haddad. (3) A análise pessimista dos economistas que representam o Mercado Financeiro.
  2. B) (1) O anúncio de medidas econômicas do ministro da fazenda, destacando-se a mudança na tabela de Imposto de Renda. (2) A desconfiança do mercado econômico quanto à eficácia do pacote de mudanças anunciado por Fernando Haddad. (3) O aumento exponencial do Dólar diante da moeda brasileira.
  3. C) (1) A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. (2) O aumento do Dólar no Mercado Internacional. (3) A desvalorização do Real a um patamar nunca atingido.
  4. D) A análise dos economistas sobre a dívida pública nacional. (2) O anúncio do pacote de mudanças econômicas feito pelo ministro da Fazenda. (3) O aumento do Dólar a um nível cambial jamais visto.
  5. E) (1) O anúncio do corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. (2) A eleição americana e seu cenário incerto quanto ao resultado. (3) O aumento do Dólar frente ao Real.
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Gabarito oficial: B

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Questão 4 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Leia as afirmações abaixo sobre alguns fragmentos do texto I antes de avaliar o que se pede:
( ) No fragmento “Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma ‘confusão muito grande’ em relação à isenção do imposto de renda e que houve ‘ruído’.”, a expressão destacada possui respectivamente um verbo impessoal a fim de indicar a inexistência do sujeito e um substantivo comum usado em sentido denotativo.
( ) No trecho, “Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais.”, a expressão em destaque é formada morfologicamente por uma preposição mais um pronome relativo, cumprindo um papel coesivo anafórico quanto a um nome citado.
( ) Na passagem “No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.”, a expressão em destaque retifica a informação contida anteriormente em “efeitos negativos” no que tange à abordagem econômica feita.
( ) Em “Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo.”, o elemento coesivo destacado, enquanto conjunção integrante, cumpre o papel textual de iniciar uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem respectivamente a seguinte ordem a partir do que fora afirmado acima.

  1. A) V – V – F – F
  2. B) V – V – F – V
  3. C) F – F – F – V
  4. D) F – V – F – F
  5. E) F – F – V – V
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Gabarito oficial: D

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Questão 5 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Leia: Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. A partir da leitura do parágrafo acima, julgue os itens seguintes de acordo com o contexto:
I- O termo “professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB)” exerce função de oração subordinada substantiva subjetiva.
II- As expressões “restrição fiscal” e “expansão fiscal” formam uma ideia de antonímia no contexto, já que cumprem o papel coesivo de representarem respectivamente “a isenção de quem recebe até R$ 5 mil por mês” e “a cobrança da alíquota de 10% a mais de impostos para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês”.
III- Em “o pacote tem pontos ‘bons" e "justos’”, as expressões em destaque apresentam valor circunstancial de modo no que se refere à ação enfatizada.
IV- A expressão “ao mesmo tempo” poderia ser substituída por “concomitantemente” sem alterar o sentido do fragmento.
Pode-se dizer que se encontra correto o que se afirma em:

  1. A) I, II e IV.
  2. B) I, III e IV.
  3. C) II e IV.
  4. D) I e III.
  5. E) II, III e IV.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

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Questão 6 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Leia as afirmações a abaixo antes de julgar o que se pede:
( ) Na passagem “Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.”, a expressão destacada poderia ser substituída por “medidas de austeridade” sem comprometer o valor semântico e gramatical do contexto.
( ) No fragmento “‘o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato’.”, não se percebem equívocos de natureza ortográfica, de concordância ou de escolha lexical, o que faz com que se afirme que tal discurso formal tenha sido elaborado de forma escorreita.
( ) Em “‘O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal’, diz Cordenonssi.”, nota-se que, assim como os artigos definidos, a preposição também se mostra prescindível no contexto.
( ) No trecho “A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso,”, a conjunção subordinativa concessiva destacada poderia ser substituída por “conquanto” ou “posto que” sem alterar o sentido e a correção gramatical do fragmento.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem respectivamente a seguinte ordem a partir do que fora afirmado acima.

  1. A) V – F – F – V
  2. B) V – F – F – F
  3. C) F – F – V – V
  4. D) V – V – V – F
  5. E) F – V – F – V
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

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Questão 8 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto reescrito de forma incorreta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa aplicada às regras de Pontuação ou quanto ao uso de elementos conectivos.

  1. A) Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira, uma série de medidas as quais buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.
  2. B) O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que os que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto: uma alíquota mínima de 10%.
  3. C) “Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel, frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.
  4. D) O governo acha que o mercado é muito exigente, e quer ganhar dinheiro com juros altos.
  5. E) Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor, a longo prazo, que o nível de câmbio será o novo normal.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

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Questão 9 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Leia: “Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina ‘tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem’.”
Sobre o fragmento em evidência na presente questão, avalie cada afirmativa abaixo.
I. Os vocábulos “avalia” e “tendem” se encontram conjugados no mesmo tempo e modo verbal e possuem, no contexto, classificação sintática idêntica por exigirem tipo de complemento equivalente.
II. A locução conjuntiva “à medida que” poderia ser substituída por “à proporção que”, “ao passo que”, “enquanto” ou “consoante”, a fim de manter a correção gramatical e o valor semântico do contexto.
III. Os vocábulos “nossa”, “essas” e “se” possuem classificação gramatical análoga. Porém o último destoa enquanto papel sintático por possuir natureza reflexiva, enquanto os primeiros exercem função adjetiva.
IV. Na passagem “não se dissiparem” a apossínclese é justificada por haver partícula atrativa de natureza adverbial.
Pode-se dizer que está correto, segundo a Norma Culta da Língua Portuguesa, o que se afirma em:

  1. A) I e III.
  2. B) II e IV.
  3. C) II.
  4. D) I, II e IV.
  5. E) III.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

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Questão 10 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07. A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos. O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad. Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal , diz Cordenonssi. O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo." Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país. Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem". https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024

Leia o fragmento abaixo: “A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).” O termo em destaque no fragmento em evidência exerce uma determinada função sintática. Assinale a alternativa cujo elemento sublinhado não cumpra o mesmo papel.

  1. A) “Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês.”
  2. B) “Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump...”.
  3. C) “Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo...”.
  4. D) “Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial...”.
  5. E) “Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros.”
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Gabarito oficial: B

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Questão 11 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Em uma noite, um grupo de amigos voltavam para as suas casas caminhando pela calçada quando foram surpreendidos por dois homens armados em uma moto. Esses homens roubaram os pertences dos amigos e fugiram. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. Ao serem indagados sobre a placa do veículo, não houve consenso entre os amigos, porém sabiam que a placa era do modelo antigo (não era padrão Mercosul), possuíam 3 vogais distintas e 4 números também distintos, onde os dois últimos eram 2 e 4. Partindo dessa informação, o número de veículos que podem ser suspeitos do crime corresponde a:

  1. A) 420
  2. B) 1452
  3. C) 3360
  4. D) 6720
  5. E) 7365
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Gabarito oficial: D

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Questão 12 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um capital de R$ 1200,00 foi aplicado, a juros composto, durante um período de 1 ano, com uma taxa de 2% ao mês. O montante encontrado no fim desse período de aplicação foi de, aproximadamente:

  1. A) 1.224,00
  2. B) 1.362,57
  3. C) 1.487,94
  4. D) 1.630,21
  5. E) 1.521,83
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Gabarito oficial: E

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Questão 13 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Em uma prova, para que os candidatos sejam aprovados, é necessário que a sua pontuação seja igual ou superior a 6 pontos. Foram 12 candidatos inscritos para realizar essa prova e foi comprovado que a mediana das pontuações é 6. Cada candidato obteve uma nota distinta dos demais. Podemos concluir que:

  1. A) A quantidade de aprovados foi maior que a de reprovados.
  2. B) A quantidade de reprovados foi maior que a de aprovados.
  3. C) A quantidade de aprovados foi igual a de reprovados
  4. D) Não há como saber o resultado.
  5. E) Temos uma distribuição bimodal.
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Gabarito oficial: C

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Questão 14 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

João Ganhou uma esfera que é para ser preenchida com água até a sua metade. Sabendo que essa esfera possui um diâmetro de 10 cm, quantos mL de água será necessário para que ela fique preenchida até a sua metade? Use π = 3.

  1. A) 500 ml
  2. B) 250ml
  3. C) 150 ml
  4. D) 100 ml
  5. E) 50 ml
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Gabarito oficial: B

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Questão 16 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

O município de Retirolândia teve sua origem numa fazenda denominada de Retiro Velho que pertencia, jurídica, política e administrativamente ao município de ___________. Além disso, o município é membro da microrregião geopolítica administrativa de:

  1. A) Nordestina / Monte Santo.
  2. B) Valente / Queimadas.
  3. C) Riachão do Jacuípe / Santa Luz.
  4. D) Conceição do Coité / Serrinha.
  5. E) Araci / Teofilândia.
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Gabarito oficial: D

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Questão 17 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Com base na Lei Orgânica de Retirolândia, aplicam-se aos servidores municipais os direitos seguintes:

  1. A) Salário-mínimo, fixado em lei estadual unificada, capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e as da sua família.
  2. B) Irredutibilidade de salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo.
  3. C) Décimo terceiro salário com base na remuneração parcial ou no valor da aposentadoria.
  4. D) Remuneração do trabalho noturno inferior à do diurno.
  5. E) Licença a gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, de 120 dias.
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Gabarito oficial: B

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Questão 18 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Leia o trecho a seguir: “Mais de 4 mil pessoas foram mortas pela polícia em 2023, aponta pesquisa. Do total, 87,8% das vítimas com dados disponibilizados eram negras”. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/mais-de-4-mil-pessoas-foram-mortas-pela-policia-em-2023-aponta-pesquisa/ O estado que apresentou mais mortes, com 1.702 vítimas foi:

  1. A) Rio de Janeiro.
  2. B) São Paulo.
  3. C) Goiás.
  4. D) Bahia.
  5. E) Rio Grande do Norte.
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Gabarito oficial: D

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Questão 20 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Leia o trecho da matéria a seguir: “A Uneb (Universidade do Estado da Bahia) divulgou os 15 estudantes selecionados para o programa de bolsas de estudos da __________. No total, eles receberão mais de R$ 150 mil da fundação da cantora. Cada aluno vai receber US$ 2 mil (o equivalente a R$ 10,8 mil) do Programa de Bolsas Renaissance 2024. O objetivo é ajudar os estudantes da Uneb que estão em vulnerabilidade socioeconômica. Segundo a universidade, o dinheiro será concedido ainda neste ano. https://www.cnnbrasil.com.br/educacao [...] A fundação pertence a cantora:

  1. A) Dua Lipa.
  2. B) Beyonce.
  3. C) Taylor Swift.
  4. D) Madonna.
  5. E) Katy Perry.
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Gabarito oficial: B

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Questão 21 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma paciente de 35 anos, saudável, comparece a um laboratório para doar sangue. Durante a triagem, descobre-se que ela é do grupo sanguíneo O e fator Rh negativo. Em uma conversa, ela questiona o que a torna "universal". Qual característica do sangue tipo O negativo torna essa paciente uma doadora universal?

  1. A) As hemácias do grupo sanguíneo O não possuem antígenos A, B ou Rh em sua superfície, o que impede que sejam atacadas pelo sistema imunológico de receptores de outros grupos sanguíneos, tornando este tipo ideal para doações de hemácias.
  2. B) O plasma do tipo O contém anticorpos anti-A e anti-B que podem ser transferidos para os receptores e combater infecções, embora isso torne seu plasma mais restritivo para doação em comparação ao das hemácias.
  3. C) A presença do antígeno Rh nas hemácias do sangue tipo O é um fator crítico para doação, pois facilita a compatibilidade com receptores Rh positivos. No entanto, essa característica não torna o sangue "universal".
  4. D) A ausência de anticorpos no plasma do sangue tipo O negativo é o que possibilita a compatibilidade universal, uma vez que não há reação imune contra os antígenos do receptor.
  5. E) A alta concentração de hemoglobina no sangue tipo O é responsável pela eficiência do transporte de oxigênio, mas não tem relação com a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.
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Gabarito oficial: A

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Questão 22 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente com anemia ferropriva leve apresenta cansaço ao realizar tarefas simples. Seu hemograma revela hemoglobina de 10 g/dL e volume corpuscular médio (VCM) de 75 fL. O que caracteriza uma anemia microcítica?

  1. A) As hemácias normais possuem um VCM entre 80–100 fL, indicando tamanho adequado para transporte de oxigênio. Quando o VCM é normal, anemias normocíticas, como as causadas por hemorragias recentes, devem ser consideradas.
  2. B) Hemácias com VCM acima de 100 fL são características de anemias macrocíticas, frequentemente associadas à deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, condições diferentes das encontradas na anemia ferropriva.
  3. C) A redução do volume corpuscular médio abaixo de 80 fL caracteriza anemias microcíticas, como a ferropriva, devido à deficiência de ferro, que é essencial para a síntese de hemoglobina e formação das hemácias.
  4. D) Esferócitos são hemácias com formato esférico, frequentemente associadas a defeitos genéticos na membrana celular, mas esse formato não reflete diretamente o volume corpuscular médio.
  5. E) Hemácias em forma de foice são características da anemia falciforme, uma condição genética que altera a forma das células, mas não é classificada como microcítica.
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Gabarito oficial: C

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Questão 23 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um homem de 50 anos com sintomas de fadiga, febre baixa e linfadenomegalia é diagnosticado com leucemia linfoide crônica (LLC). A imunofenotipagem revelou presença de marcadores CD19, CD5 e CD23 nas células malignas. O que caracteriza as células malignas na LLC?

  1. A) A proliferação de células-tronco hematopoiéticas indiferenciadas é típica de leucemias agudas, como a leucemia mieloide aguda, nas quais células imaturas se acumulam na medula óssea e no sangue periférico.
  2. B) Na LLC, ocorre a expansão de linfócitos B maduros, que são morfologicamente diferenciados, mas funcionam de forma ineficaz, apresentando acúmulo em linfonodos e sangue periférico sem produzir anticorpos funcionais.
  3. C) Proliferação de linfócitos T imaturos é observada em leucemias linfoblásticas agudas de linhagem T, nas quais células precursoras não completam o processo de maturação.
  4. D) A presença de blastos mieloides proliferativos caracteriza leucemias mieloides, e não linfóides, como ocorre na LLC, que afeta principalmente a linhagem B.
  5. E) Células plasmáticas malignas são encontradas em mielomas múltiplos, uma neoplasia hematológica de origem B, mas que não compartilha as mesmas características clínicas ou imunológicas da LLC.
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Gabarito oficial: B

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Questão 24 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma mulher de 42 anos com histórico de episódios de infecções bacterianas graves é submetida a uma avaliação imunológica detalhada. Os exames laboratoriais indicam baixos níveis séricos de imunoglobulina G (IgG) e ausência de resposta vacinal a antígenos bacterianos. Com base nesse quadro, qual é a principal função da imunoglobulina G (IgG) no sistema imunológico?

  1. A) A imunoglobulina G é responsável por neutralizar toxinas e vírus, além de participar da opsonização de patógenos, permitindo sua fagocitose por macrófagos e neutrófilos. A ausência de IgG aumenta o risco de infecções bacterianas graves.
  2. B) A imunoglobulina G atua principalmente no trato mucoso, sendo o principal anticorpo presente em secreções como saliva e lágrimas. Sua redução está diretamente associada a infecções respiratórias e gastrintestinais.
  3. C) A IgG tem como principal função ativar diretamente células T citotóxicas, promovendo a destruição de células infectadas por vírus. Esse mecanismo é o mais importante na resposta contra infecções virais.
  4. D) A imunoglobulina G é responsável pela liberação de histamina e outros mediadores químicos durante reações alérgicas, o que explica sintomas como urticária e angioedema em pacientes com níveis elevados desse anticorpo.
  5. E) A principal função da IgG é impedir a maturação de células B e T durante a resposta imune adaptativa, limitando a ativação excessiva do sistema imunológico. Sua ausência levaria a um estado de autoimunidade.
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Gabarito oficial: A

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Questão 25 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um recém-nascido apresenta icterícia grave nas primeiras 24 horas de vida. A mãe tem sangue tipo O negativo e o bebê é A positivo. Exames confirmam altos níveis de bilirrubina indireta e um teste de Coombs direto positivo. Qual é o mecanismo imunológico envolvido nesse caso?

  1. A) A incompatibilidade ABO ocorre devido à presença de anticorpos naturais anti-A ou anti-B no sangue materno, que atravessam a placenta e atacam as hemácias fetais, causando hemólise e liberação de bilirrubina.
  2. B) A incompatibilidade Rh é causada por anticorpos maternos anti-Rh (D) que atacam as hemácias fetais Rh positivas, mas isso só ocorre em gestações subsequentes à sensibilização materna ao fator Rh.
  3. C) A icterícia neonatal é geralmente causada por um aumento fisiológico da produção de bilirrubina, o que é esperado nos primeiros dias de vida e não está relacionado à imunidade materno-fetal.
  4. D) A reação imunológica ocorre devido à transferência passiva de imunoglobulinas IgM da mãe para o feto, o que resulta na destruição de hemácias fetais incompatíveis, apesar de as IgM não atravessarem a placenta facilmente.
  5. E) O mecanismo primário é uma deficiência enzimática herdada no feto, que leva à fragilidade das hemácias e aumento da hemólise, independentemente de incompatibilidades imunológicas maternas.
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Gabarito oficial: A

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Questão 26 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 60 anos, com histórico de fibrilação atrial, é hospitalizado após um episódio de trombose venosa profunda. Ele está em uso de varfarina, e exames laboratoriais mostram um tempo de protrombina (TP) prolongado e uma razão normalizada internacional (INR) de 4,5. Qual é o mecanismo de ação da varfarina no sistema de coagulação?

  1. A) A varfarina inibe a reciclagem da vitamina K, reduzindo a carboxilação de fatores de coagulação dependentes dessa vitamina (II, VII, IX e X). Isso impede a ativação funcional desses fatores e aumenta o tempo de coagulação.
  2. B) A varfarina age diretamente na inibição da trombina, bloqueando sua capacidade de converter fibrinogênio em fibrina, o que resulta em uma diminuição da formação de coágulos.
  3. C) A varfarina bloqueia a ativação plaquetária ao inibir a ligação de fibrinogênio ao complexo GPIIb/IIIa, reduzindo a agregação plaquetária e, consequentemente, a formação de trombos.
  4. D) A varfarina aumenta a síntese de antitrombina III pelo fígado, inibindo indiretamente os fatores de coagulação da cascata intrínseca e extrínseca, resultando em prolongamento do tempo de protrombina.
  5. E) A varfarina estimula a produção de plasminogênio, que é convertido em plasmina para dissolver coágulos existentes, sendo mais eficaz na resolução de tromboses do que na prevenção de novas.
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Gabarito oficial: A

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Questão 27 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma paciente de 45 anos apresenta linfadenomegalia indolor persistente e fadiga. O hemograma revelou linfocitose acentuada e a biópsia do linfonodo mostrou proliferação clonal de linfócitos B. A imunofenotipagem identificou os marcadores CD19, CD20 e CD5 nas células tumorais. Qual característica funcional das células B malignas na leucemia linfocítica crônica (LLC) contribui para a imunossupressão observada nesses pacientes?

  1. A) As células B malignas da LLC são maduras, mas apresentam disfunção na produção de imunoglobulinas funcionais, comprometendo a resposta imune adaptativa e aumentando a suscetibilidade a infecções.
  2. B) A proliferação de células B na LLC ocorre com produção excessiva de anticorpos, que desencadeiam reações autoimunes e paradoxalmente causam imunossupressão.
  3. C) As células B malignas secretam citocinas inflamatórias que suprimem diretamente a função de linfócitos T citotóxicos, resultando em uma resposta imune ineficaz contra infecções.
  4. D) Na LLC, ocorre ativação excessiva de células T reguladoras pelas células B malignas, o que leva à supressão da imunidade adaptativa e permite o crescimento tumoral.
  5. E) As células B malignas da LLC possuem capacidade aumentada de fagocitose, mas a falta de proliferação impede uma resposta imune robusta contra antígenos estranhos.
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Gabarito oficial: A

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Questão 28 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 30 anos, diagnosticado com anemia falciforme, apresenta episódios recorrentes de dor em ossos e articulações. Durante uma crise recente, os exames revelaram aumento de bilirrubina indireta e reticulocitose. Qual é a principal causa das crises vaso-oclusivas na anemia falciforme?

  1. A) A destruição excessiva das hemácias nos capilares pulmonares durante infecções respiratórias resulta em crises vaso-oclusivas e hipoxemia associada.
  2. B) O aumento da viscosidade do plasma devido à hipergamaglobulinemia causa a obstrução microvascular, agravando as crises vaso-oclusivas na anemia falciforme.
  3. C) A formação de hemácias em forma de foice, causadas por mutações na globina beta, reduz a flexibilidade celular e promove o bloqueio de pequenos vasos, levando à isquemia tecidual e dor intensa.
  4. D) O acúmulo de hemácias normais em áreas de baixa oxigenação, como as extremidades, promove crises vaso- oclusivas e danos teciduais progressivos.
  5. E) A produção excessiva de hemoglobina fetal em pacientes com anemia falciforme está associada ao aumento da adesão de hemácias às paredes vasculares, resultando em obstrução e inflamação.
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Gabarito oficial: C

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Questão 29 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um técnico de laboratório relata sintomas respiratórios após manipular amostras potencialmente infectadas sem utilizar equipamento de proteção adequado. Dias depois, é diagnosticado com tuberculose. Quais práticas de biossegurança poderiam ter prevenido essa infecção ocupacional?

  1. A) A vacinação contra tuberculose elimina completamente o risco de infecção ocupacional em ambientes laboratoriais, tornando desnecessário o uso de barreiras físicas ou equipamentos de proteção.
  2. B) A utilização de cabines de fluxo laminar para manipulação de todas as amostras reduz o risco de infecção ocupacional por eliminar aerossóis no ambiente.
  3. C) O treinamento regular em boas práticas de laboratório é suficiente para minimizar infecções ocupacionais, dispensando a necessidade de equipamentos específicos de proteção.
  4. D) A adoção de barreiras primárias, como luvas e máscaras N95, junto ao uso de cabines de segurança biológica classe II, evita a exposição direta a aerossóis infectantes, como os gerados por micobactérias.
  5. E) O uso de barreiras secundárias, como paredes revestidas com materiais não porosos e ventilação controlada, protege contra aerossóis, mas não substitui o uso de EPIs adequados.
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Gabarito oficial: D

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Questão 30 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma criança de 7 anos é levada ao pronto-socorro com febre, palidez, petéquias e cansaço progressivo. O hemograma revela anemia, leucopenia e trombocitopenia. O mielograma confirma hiperplasia de blastos. Após exames imunofenotípicos, é diagnosticada leucemia linfoblástica aguda (LLA). Qual das seguintes alterações celulares mais provavelmente contribui para a patogênese da LLA nesse paciente?

  1. A) O acúmulo de hemácias imaturas na medula óssea leva à substituição das células mieloides, resultando em pancitopenia e imunossupressão severa.
  2. B) A proliferação excessiva de macrófagos ativados contribui para a destruição de hemácias e plaquetas, levando a anemia hemolítica e trombocitopenia secundária.
  3. C) A infiltração de eosinófilos na medula óssea bloqueia a diferenciação de precursores hematopoiéticos, promovendo o quadro de pancitopenia e sintomas associados.
  4. D) A LLA é causada por falha na apoptose de neutrófilos maduros, que se acumulam no sangue periférico, mas não possuem capacidade funcional, aumentando o risco de infecções bacterianas graves.
  5. E) A proliferação clonal descontrolada de linfócitos B ou T imaturos no sangue e na medula óssea prejudica a produção de células sanguíneas normais, resultando nos sintomas observados, como anemia e infecções frequentes.
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Gabarito oficial: E

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Questão 31 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma mulher de 60 anos foi diagnosticada com linfoma não Hodgkin e apresenta linfadenomegalia generalizada e fadiga crônica. A biópsia do linfonodo revelou proliferação de células B malignas e testes indicam hipogamaglobulinemia. Qual é o impacto da hipogamaglobulinemia associada ao linfoma na imunidade do paciente?

  1. A) A hipogamaglobulinemia compromete a produção de anticorpos específicos pelas células B, reduzindo a capacidade de neutralizar patógenos e aumentando o risco de infecções bacterianas graves.
  2. B) A hipogamaglobulinemia leva à ativação excessiva de células T reguladoras, que suprimem a resposta imune e contribuem para o crescimento do tumor.
  3. C) A deficiência na produção de imunoglobulinas promove a ativação de macrófagos, que exacerbam a inflamação crônica e pioram a progressão do linfoma.
  4. D) A hipogamaglobulinemia reduz a produção de citocinas inflamatórias pelas células B, prejudicando o recrutamento de neutrófilos para locais de infecção.
  5. E) A hipogamaglobulinemia causa a hiperativação de linfócitos T citotóxicos, que atacam as células malignas, mas ao custo de maior suscetibilidade a doenças autoimunes.
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Gabarito oficial: A

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Questão 32 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 50 anos com histórico de transfusões sanguíneas apresenta febre, calafrios e hipotensão cerca de duas horas após uma transfusão. O teste de Coombs direto é positivo, indicando hemólise imune mediada por anticorpos. Qual é a causa mais provável dessa reação transfusional?

  1. A) A contaminação bacteriana do sangue transfundido resulta em endotoxemia aguda e febre, sendo a principal causa de reações transfusionais febris.
  2. B) A incompatibilidade no sistema ABO causa hemólise intravascular, mas apenas em casos onde há múltiplas transfusões prévias com exposição ao mesmo grupo sanguíneo.
  3. C) A presença de anticorpos naturais ou adquiridos no receptor que reconhecem antígenos das hemácias do doador, levando à destruição mediada pelo sistema complemento e causando os sintomas descritos.
  4. D) A reação ocorre devido à ativação de neutrófilos do receptor por citocinas presentes no plasma do doador, gerando inflamação sistêmica, mas sem destruição das hemácias.
  5. E) A falha na identificação correta do grupo Rh resulta em ativação de células T citotóxicas no receptor, que atacam as hemácias transfundidas de forma lenta e progressiva.
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Gabarito oficial: C

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Questão 33 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 35 anos apresenta múltiplas equimoses, sangramentos gengivais e epistaxe frequentes. O hemograma revela plaquetopenia significativa, e os testes de coagulação mostram tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) normais. A avaliação do aspirado de medula óssea indica uma produção normal de megacariócitos. Qual é a explicação mais provável para o quadro clínico apresentado?

  1. A) A destruição periférica das plaquetas mediada por autoanticorpos no sistema reticuloendotelial, característico da púrpura trombocitopênica imune (PTI), é a causa mais provável dos sangramentos e plaquetopenia no paciente.
  2. B) A deficiência de fatores de coagulação hereditária causa falha na cascata de coagulação, apesar de níveis normais de plaquetas, justificando os sintomas hemorrágicos.
  3. C) O aumento do consumo de plaquetas em microtrombos associados à coagulação intravascular disseminada (CIVD) é a principal causa do quadro hemorrágico.
  4. D) A redução na produção de plaquetas devido à falência medular explica o quadro, mesmo com os testes de coagulação normais.
  5. E) A síndrome hemolítico-urêmica (SHU) é a causa mais provável do quadro, pois inclui sangramentos associados a plaquetopenia e destruição eritrocitária.
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Gabarito oficial: A

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Questão 34 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma mulher grávida de 28 semanas, com histórico de aborto anterior, apresenta edema generalizado e anemia grave. O ultrassom revela hidropisia fetal. A análise laboratorial detecta incompatibilidade Rh entre mãe (Rh negativa) e feto (Rh positivo). Qual é o mecanismo imunológico responsável pela doença hemolítica do recém-nascido neste caso?

  1. A) A sensibilização materna ocorre durante a primeira gravidez, levando à produção de anticorpos anti-D que atravessam a placenta e promovem hemólise das hemácias fetais Rh positivas na gestação subsequente.
  2. B) A destruição de hemácias fetais é mediada por anticorpos naturais do tipo IgM, que são incapazes de atravessar a placenta, mas se acumulam no líquido amniótico.
  3. C) A exposição prévia a antígenos ABO incompatíveis entre mãe e feto é a principal causa de hemólise no feto e anemia grave na doença hemolítica.
  4. D) O bloqueio de receptores Fc nas células imunológicas fetais impede a fagocitose das hemácias sensibilizadas, agravando a hemólise intravascular.
  5. E) A produção de citocinas inflamatórias pela mãe ativa os linfócitos T fetais, que atacam diretamente as hemácias sensibilizadas.
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Gabarito oficial: A

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Questão 35 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Em um laboratório, um técnico é exposto a sangue contaminado por acidente com uma agulha. O sangue é positivo para o vírus da hepatite B (HBV). Ele não foi previamente vacinado contra HBV. Qual seria a melhor abordagem para reduzir o risco de infecção no técnico de laboratório após essa exposição?

  1. A) Apenas a vacinação contra hepatite B é suficiente para proteger o técnico de laboratório, desde que seja administrada dentro de 48 horas após a exposição.
  2. B) A administração de uma dose única de HBIG é suficiente para prevenir a infecção, independentemente do status vacinal prévio.
  3. C) A administração imediata de imunoglobulina contra hepatite B (HBIG) em conjunto com a vacinação contra HBV proporciona proteção passiva e ativa simultânea, reduzindo significativamente o risco de infecção.
  4. D) O uso de medicamentos antivirais profiláticos para HBV elimina a necessidade de vacinação ou imunoglobulina.
  5. E) A realização de exames sorológicos para confirmar a infecção deve preceder qualquer intervenção, evitando medidas desnecessárias.
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Gabarito oficial: C

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Questão 36 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 40 anos apresenta um nódulo palpável na região cervical. A biópsia do linfonodo revela a presença de células com grânulos citoplasmáticos específicos para mieloperoxidase (MPO) e citoqueratina, características de uma leucemia mieloide aguda (LMA). Qual é o mecanismo principal de resistência ao tratamento encontrado em casos de leucemia mieloide aguda (LMA)?

  1. A) A mutação no gene BCR-ABL1, que confere resistência ao imatinibe, impede a apoptose de células leucêmicas, tornando o tratamento ineficaz.
  2. B) A expressão alterada de ABC transporters nas células leucêmicas resulta na efluxo ativo dos fármacos quimioterápicos, dificultando o controle da doença.
  3. C) A presença de mutações no gene TP53 promove a resistência à cisplatina e outros agentes alquilantes, causando falha na indução de apoptose.
  4. D) A hipermetilação do gene RAS resultaria em silenciamento, inibindo a proliferação celular e contribuindo para a resposta terapêutica adequada.
  5. E) A falta de interação de receptor de morte com os receptores de apoptose é a principal causa de resistência à citotoxina no tratamento da LMA.
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Gabarito oficial: B

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Questão 37 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um homem de 70 anos é diagnosticado com linfoma de células do manto. Ele apresenta sintomas de fadiga, perda de peso e linfadenomegalia generalizada. O teste de expressão do antígeno CD20 nas células do linfoma é negativo. Qual é o mecanismo de ação do rituximabe que falha nesse caso de linfoma de células do manto?

  1. A) A falta de expressão do antígeno CD20 nas células do linfoma impede a ligação do rituximabe, bloqueando a apoptose celular induzida pelo anticorpo.
  2. B) A interação do rituximabe com os receptores Fc nos neutrófilos ativaria a citotoxicidade dependente de células do linfoma.
  3. C) A produção aumentada de citocinas inflamatórias pelo linfoma de células do manto inibe a ligação do rituximabe e impede a ação terapêutica.
  4. D) A proliferação de células B na medula óssea inibe a penetração do rituximabe nas células do linfoma.
  5. E) A resistência à apoptose por via do fator de necrose tumoral (TNF) nas células do linfoma é a razão pela qual o rituximabe não é eficaz.
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Gabarito oficial: A

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Questão 38 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um paciente de 60 anos com histórico de hipertensão apresenta um hemograma mostrando eritrocitose e trombocitose. A biópsia de medula óssea revela proliferação neoplásica das células mieloides. Qual mutação genética é mais frequentemente encontrada em casos de policitemia vera?

  1. A) Mutação no gene KIT, que está relacionada com a leucemia mielóide crônica (LMC) e não está associada à policitemia vera.
  2. B) Mutação no gene BCR-ABL1, que é exclusiva da leucemia linfoblástica aguda (LLA) e não está envolvida na policitemia vera.
  3. C) Mutação no gene TP53, que é comum em linfomas e não em policitemia vera.
  4. D) Mutação no gene JAK2 (V617F), que afeta a sinalização hematopoiética e promove a proliferação das células eritroides sem controle.
  5. E) Ausência de mutação nos genes JAK2, KIT e BCR-ABL1, o que diferencia policitemia vera de outras neoplasias mieloides.
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Gabarito oficial: D

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Questão 39 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Um jovem de 22 anos com histórico de infecção por HIV apresenta contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 células/μL e desenvolvimento de linfoma difuso de grandes células B. Qual é a relação entre a infecção por HIV e o linfoma de grandes células B neste paciente?

  1. A) A infecção por HIV promove a expansão de células B do linfoma através da indução de translocações cromossômicas, que resultam em linfoma de grandes células B.
  2. B) A infecção por HIV suprime a imunidade celular, o que leva à ativação crônica de células B e ao desenvolvimento de linfomas.
  3. C) A infecção por HIV resulta em hipogamaglobulinemia, que predispoe à infecção pelo Epstein-Barr virus (EBV), uma causa comum do linfoma de grandes células B em pacientes imunocomprometidos.
  4. D) A infecção por HIV causa mutações no gene TP53 que, por sua vez, levam à resistência à apoptose e ao crescimento descontrolado de células B do linfoma.
  5. E) A ativação crônica de macrófagos em pacientes HIV+ resulta em aumento da inflamação e desenvolvimento de linfomas.
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Gabarito oficial: B

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Questão 40 · Instituto BRB · 2024 · Prefeitura Municipal de Retirolândia (BA)

Uma criança de 3 anos com síndrome de Down apresenta episódios recorrentes de infecções respiratórias e enteropatia crônica. A contagem de linfócitos T é baixa, mas a contagem de linfócitos B está normal. Qual é a imunodeficiência primária mais provável nessa criança?

  1. A) Síndrome de Wiskott-Aldrich, que é caracterizada por trombocitopenia, eczema e infecções recorrentes devido à deficiência de linfócitos T.
  2. B) A deficiência do receptor de IL-7, que compromete a maturação de linfócitos T, resultando em imunodeficiência combinada severa.
  3. C) Síndrome de DiGeorge, que causa hipoplasia tímica, levando a defeitos na maturação de linfócitos T e predisposição a infecções.
  4. D) A hipogamaglobulinemia seletiva, que está associada a uma produção deficiente de anticorpos e infecções recorrentes.
  5. E) Síndrome de Down, que pode afetar a imunidade, mas não é uma imunodeficiência primária, pois as infecções são mais relacionadas à deficiência de linfócitos T. Confidencial até o momento da aplicação.
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Gabarito oficial: C

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