Questão 1 · FGV · 2025 · EBSERH (Nacional)
Texto 1
Defesa do livro intitulado QUINTO IMPÉRIO, que é a apologia do livro CLAVIS PROPHETARUM, e respostas das proposições censuradas pelos senhores inquisidores: dadas pelo Padre Antônio Vieira, estando recluso nos cárceres do Santo Ofício de Coimbra.
Sendo ontem chamado à mesa, me foi dito que estavam nela os senhores inquisidores para sentenciarem a minha causa, e que antes disso queriam ouvir de mim tudo o que tivesse que dizer ou alegar para bem dela; e porque a última doença (de que estou mal convalescido) me não deixou com forças nem alento para poder falar em público, pedi licença para falar por papel, que me foi concedida. Protesto pois do modo que me é possível, diante desses senhores, que antes de se me dar a notícia que as minhas proposições estavam censuradas, e as censuras aprovadas por sua santidade, fazia eu tenção de propor em presença de vossas senhorias todos os pontos ou questões delas, dando os fundamentos das opiniões que segui...
A forma adequada de reescrever-se a frase "me não deixou com forças nem alento", com a retirada do advérbio "não", mantendo-se o sentido original, é:
- A) me deixou sem forças nem sem alento.
- B) me deixou enfraquecido e com dificuldades respiratórias.
- C) me deixou pálido e desanimado.
- D) me deixou abatido e sem coragem.
- E) me deixou fraco e desalentado.
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Gabarito oficial: E
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Questão 2 · APICE · 2025 · Prefeitura Municipal de Boa Vista (PB)
TEXTO 1
[Imagem: ver figura]
TEXTO 2
A consciência de se ter um problema, seja ele qual for, é o primeiro passo para o resolver. E este é um problema que não se resolve com resoluções de Ano Novo. O uso excessivo dos ecrãs, em particular dos smartphones, é uma dependência sem substância, mas não sem consequências. Muitas vezes, o que nos parece ser um comportamento de descontração ou de combate ao tédio, não passa da resposta a um impulso que não controlamos. O acesso constante a um fluxo interminável de informação e de estímulos cria em nós a necessidade de mais informação e de mais estímulos. Adaptado de David Dinis, “Estamos viciados em telemóveis, mas há cura”. Público, 2023.
Em qual das alternativas a reescrita da frase “O uso excessivo dos ecrãs é uma dependência sem substância, mas não sem consequências” preserva o sentido original e a correção gramatical?
- A) Embora o uso excessivo dos ecrãs seja uma dependência sem substância, ele acarreta consequências.
- B) Uma vez que o uso excessivo dos ecrãs é uma dependência sem substância, ele também é isento de consequências.
- C) O uso excessivo dos ecrãs é uma dependência sem substância, e similarmente não apresenta consequências.
- D) Caso o uso excessivo dos ecrãs fosse uma dependência sem substância, ele traria consequências.
- E) O uso excessivo dos ecrãs é uma dependência sem substância, portanto não possui consequências.
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Gabarito oficial: A
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Questão 3 · EDUCA · 2025 · Prefeitura Municipal de Brejo do Cruz (PB)
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação. Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
A reescrita do enunciado “Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira” mantendo rigorosamente o sentido e elevando ao máximo o nível de formalidade está em:
- A) “Em vários casos, a comunicação falha, porque a verdade é vista como rudeza. ”
- B) “Muitas vezes o desfecho é frustrante, já que alguns prezam a honestidade. ”
- C) “Quase sempre há ruídos, porque a sinceridade provoca desconforto. ”
- D) “Via de regra, o resultado é negativo, pois o interlocutor teria preferido ouvir uma inverdade.”
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Gabarito oficial: D
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Questão 4 · Instituto BRB · 2025 · Prefeitura Municipal de Conceição do Coité/BA
A novilíngua do crime
Por meio do uso ideológico de termos inapropriados, ou francamente mentirosos, a língua portuguesa foi colocada a serviço do crime
Roberto Motta
Nunca diga “violência” quando a palavra correta for “crime”. É fácil entender a diferença: “crime” é um termo objetivo, que descreve um ato específico. Um crime fere o direito de outra pessoa, ou até a própria pessoa. “Violência” é um termo vago, cujo significado depende do contexto. A violência pode ser negativa (quando é usada, por exemplo, para cometer um crime) ou positiva (quando é usada para proteger um inocente indefeso ou impedir que um crime violento seja cometido). O problema do Brasil não é a violência. O problema do Brasil é uma infestação por crime.
Palavras importam. Não use a expressão “segurança pública” quando você quis dizer “combate ao crime”. São coisas diferentes. O país está cheio de “especialistas” que acreditam que é possível melhorar a segurança pública com rodas de conversa, aulas de artesanato e educação em tempo integral. Nenhuma dessas louváveis iniciativas ajuda a reduzir assaltos ou a identificar autores de homicídios. Para tornar o Brasil um país menos perigoso é preciso combater o crime. Não se combate o crime com conversas, artesanato ou escolas. Crime se combate com polícia, prisões e leis duras.
Nunca use o termo “letalidade policial” a menos que você também use a expressão “letalidade judicial”. Se é importante monitorar o número de pessoas mortas em confronto com a polícia – lembrando que ninguém deveria confrontar um policial e que, em nenhum país do mundo, os criminosos são tão ousados e armados como no Brasil –, também é importante contar quantas pessoas foram mortas como resultado de decisões judiciais equivocadas ou da aplicação de uma legislação abertamente pró-bandido.
Nunca chame de “suspeito” um indivíduo que foi filmado assaltando alguém. Não precisamos esperar por uma sentença judicial para descrever a realidade diante de nós. Quem chama de “suspeito” um criminoso flagrado colocando uma arma na cabeça de uma vítima não pode chamar de “assassino” um policial envolvido em um confronto que resultou em mortes. São dois pesos, duas medidas e, pelo menos, uma mentira.
Não use o termo “ressocialização” que não passa de uma fantasia ideológica. Prefira “reabilitação”: trata-se de um processo individual de mudança que tem como requisitos básicos o arrependimento e a decisão de mudar de vida. Rejeite termos como “progressão de regime” (não há progresso envolvido em aliviar a pena de criminosos perigosos), “auxílio-reclusão” (o nome correto é “bolsa-penitenciário”, um absurdo moral e um estímulo inaceitável ao crime) e “garantismo penal” (uma doutrina jurídico-ideológica para a qual só existem os direitos do criminoso, cujo nome correto é “bandidolatria”).
Jamais use “reeducando”, “interno”, “apenado” ou “pessoa privada de liberdade” para se referir a criminosos violentos e perigosos cuja condenação custou sangue e dinheiro à sociedade. Eles são “presidiários” ou “detentos”. Jamais se refira a eles apenas como “presos” – use o termo completo: eles são “criminosos condenados” que, por isso, “estão” presos.
Recuse-se a chamar de “adolescente em conflito com a lei” um indivíduo quase adulto que, tendo plena consciência do que faz, comete atos brutais – assaltos, homicídios ou estupros. Recuse-se a chamar esses crimes de “atos infracionais”.
Crime é uma escolha feita pelo criminoso. A luta contra o crime começa pela escolha das palavras. A linguagem tem poder. Uma palavra pode ter mais força que uma arma ou uma sentença. Palavras se infiltram em mentes e almas, alteram posições morais, confundem causas com consequências e constroem ou destroem convicções. Por meio de uso ideológico de termos inapropriados, ou francamente mentirosos, a língua portuguesa foi colocada a serviço do crime. A manipulação sem tréguas da linguagem pela mídia, de forma repetitiva, cegou e emburreceu boa parte do jornalismo e da audiência, bem como retirou da vítima a capacidade de descrever seu próprio sofrimento e o direito de articular sua indignação.
A novilíngua da “segurança pública” mata no nascedouro qualquer medida, por mais óbvia, necessária e sensata que seja, que possa prejudicar o ecossistema do crime. Nada pode ser feito porque “cadeia não ressocializa”, porque precisamos de “mais escolas e menos prisões”, porque “as penitenciárias estão cheias de inocentes presos por fumar um baseado”, porque o combate às drogas é “uma guerra perdida” e porque “a polícia brasileira é a que mais mata e mais morre”. Essas expressões são construções ideológicas importadas por ONGs financiadas em dólar, afirmações sem qualquer base na realidade, slogans publicitários do crime.
O primeiro passo para sair do atoleiro moral é repudiar essas falácias, cujo objetivo é retirar a culpa do criminoso e distribuí-la entre as vítimas. O primeiro passo no combate ao crime é resgatar a linguagem.
https://revistaoeste.com/revista/edicao/-250/a-novilingua-do-crime/ Adaptado..
Assinale a alternativa cuja reescrita seguinte de um fragmento do texto tenha mantido a correção gramatical o sentido primário.
- A) Crime se combate com polícia, prisões e leis duras. / Crime não se combate com leis brandas, mas sim com polícia, prisões e rigidez jurídica.
- B) Nunca use o termo “letalidade policial...”. / Nunca use o termo “legalidade policial...”.
- C) Um crime fere o direito de outra pessoa... / Um crime referenda o direito de outra pessoa.
- D) Nenhuma dessas louváveis iniciativas ajuda a reduzir assaltos ou a identificar autores de homicídios. / Nenhuma dessas imperiosas iniciativas ajudam a reduzir assaltos ou a identificarem autores de homicídios.
- E) Uma palavra pode ter mais força que uma arma ou uma sentença. / As palavras podem ter mais sagacidade que as armas ou as sentenças.
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Gabarito oficial: A
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Questão 5 · FGV · 2024 · SES-MT (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso)
Analise a frase a seguir. É claro que a justiça, sendo cega, não vê se é vista, e então não cora. (Machado de Assis) As opções a seguir apresentam formas de reescrever a frase acima sem modificação do seu sentido original, à exceção de uma. Assinale-a.
- A) É claro que a justiça, sendo cega, não cora, já que não vê se é vista.
- B) Sendo cega, é claro que a justiça não vê se é vista, e então não cora.
- C) É claro que, sendo cega, a justiça não vê se é vista, e então não cora.
- D) É claro que a justiça não vê se é vista, e então, sendo cega, não cora.
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Gabarito oficial: D
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Questão 6 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta uma proposta de reescrita que, além de gramaticalmente correta, preserva os sentidos do seguinte trecho do texto: ‘as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso.’ (linhas 61-63).
- A) as pessoas com a forma não mutante do gene, geralmente tem problemas na elaboração do discurso.
- B) as pessoas cuja forma do gene é não-mutante geralmente têm problemas na elaboração do discurso.
- C) as pessoas nas quais o gene apresenta a forma não mutante têm, geralmente, problemas na elaboração do discurso.
- D) as pessoas onde a forma não-mutante do gene se encontra, geralmente tem problemas na elaboração do discurso.
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Gabarito oficial: C
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Questão 7 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
No trecho “pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer” (linhas 69-71), sem prejuízo da correção gramatical e das ideias originais do texto, o segmento “pode ter levado” poderia ser substituído corretamente por
- A) talvez levaram.
- B) talvez levou.
- C) talvez tinha levado.
- D) talvez tenha levado.
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Gabarito oficial: D
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Questão 8 · Quadrix · 2023 · Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH)
Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti-histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).
A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em medicamentos prescritos no mesmo período.
E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos por semana.
Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.
Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles influenciam o comportamento humano.”
A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular, que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.
Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois de tomar o medicamento.
Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”
A correção gramatical e a coerência do trecho “suspeitou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás” (linhas 12 e 13) seriam mantidas caso ele fosse reescrito da seguinte forma:
- A) suspeitou haver uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade há quase duas décadas.
- B) desconfiou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade a quase duas décadas atrás.
- C) suspeitou que tinha uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade a quase duas décadas.
- D) afirmou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade fazem duas décadas.
- E) cogitou haver uma conexão entre estatinas e mudanças personalizadas quase duas décadas atrás.
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Gabarito oficial: A
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Questão 9 · Quadrix · 2023 · Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH)
Sinais sutis, como, por exemplo, agressividade, falta de apetite e isolamento social podem denunciar que algo errado está ocorrendo na vida de uma criança ou de um adolescente. É o que afirma a pedagoga Carol Cianni, diretora de uma escola em Brasília.
O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta. Só nos quatro primeiros meses deste ano, 17,5 mil violações sexuais contra crianças ou adolescentes foram registradas pelo Disque 100. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e apontam um aumento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2022.
Nos quatro primeiros meses de 2023, foram registradas, ao todo, 69,3 mil denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9,5 mil denúncias e 17,5 mil violações envolvem violências sexuais físicas – abuso, estupro e exploração sexual – e psíquicas.
A casa da vítima, do suspeito ou de familiares está entre os piores cenários, com quase 14 mil violações. Ainda nos quatro primeiros meses do ano, foram registradas 763 denúncias e 1,4 mil violações sexuais ocorridas na Internet. Em todo o ambiente virtual, houve registros de exploração sexual, com 316 denúncias e 319 violações; estupro, com 375 denúncias e 378 violações; abuso sexual físico, com 73 denúncias e 74 violações; e violência sexual psíquica, com 480 denúncias e 631 violações.
Os dados foram consolidados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por ocasião do Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio.
Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta uma proposta de reescrita que une o primeiro e o segundo períodos do segundo parágrafo do texto em um só, mantendo a correção gramatical e a coerência textual.
- A) O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta, só nos quatro primeiros meses deste ano
- B) O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta, porque, só nos quatro primeiros meses deste ano
- C) O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta: Só nos quatro primeiros meses deste ano
- D) O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta, logo, só nos quatro primeiros meses deste ano
- E) O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta, porém, só nos quatro primeiros meses deste ano
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Gabarito oficial: B
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Questão 10 · Quadrix · 2023 · Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH)
Sinais sutis, como, por exemplo, agressividade, falta de apetite e isolamento social podem denunciar que algo errado está ocorrendo na vida de uma criança ou de um adolescente. É o que afirma a pedagoga Carol Cianni, diretora de uma escola em Brasília.
O abuso sexual é uma das causas de comportamentos como esses e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta. Só nos quatro primeiros meses deste ano, 17,5 mil violações sexuais contra crianças ou adolescentes foram registradas pelo Disque 100. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e apontam um aumento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2022.
Nos quatro primeiros meses de 2023, foram registradas, ao todo, 69,3 mil denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9,5 mil denúncias e 17,5 mil violações envolvem violências sexuais físicas – abuso, estupro e exploração sexual – e psíquicas.
A casa da vítima, do suspeito ou de familiares está entre os piores cenários, com quase 14 mil violações. Ainda nos quatro primeiros meses do ano, foram registradas 763 denúncias e 1,4 mil violações sexuais ocorridas na Internet. Em todo o ambiente virtual, houve registros de exploração sexual, com 316 denúncias e 319 violações; estupro, com 375 denúncias e 378 violações; abuso sexual físico, com 73 denúncias e 74 violações; e violência sexual psíquica, com 480 denúncias e 631 violações.
Os dados foram consolidados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por ocasião do Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio.
Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
Mantendo-se o sentido original e a correção gramatical do texto, a locução verbal “foram registradas” (linhas 14 e 15) poderia ser substituída por
- A) ocorreu.
- B) houveram.
- C) foi noticiado.
- D) foram enviadas.
- E) registraram-se.
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Gabarito oficial: E
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Resolver as 24 questões de Reescrita de frases Outros temas de Língua Portuguesa