Concurso Biomédico

Questões de Crase (Língua Portuguesa) para concurso de Biomédico

57 questões de concursos de Biomédico sobre Crase, de 54 provas, com gabarito oficial. Veja uma amostra e resolva todas no app.

Questão 1 · IGEDUC · 2026 · Prefeitura de Altos-PI

O que acontecerá quando um foguete da SpaceX colidir com a Lua na quarta-feira A Lua suportou inúmeros impactos ao longo de milhões de anos, tendo sua superfície característica e repleta de crateras moldada por asteroides e meteoros, além de sofrer colisões mais recentes de pequenas sondas e módulos de pouso enviados por agências espaciais terrestres. Na quarta-feira, cientistas preveem mais uma colisão no satélite, desta vez provocada por um foguete da SpaceX à deriva, deslocando-se a cerca de dois quilômetros por segundo, ou aproximadamente oito mil quilômetros por hora. A seção superior de um dos foguetes Falcon 9 da SpaceX impactará a Lua em cinco de agosto, conforme estimativas do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa. A agência espacial americana chegou a essa conclusão após astrônomos independentes notarem, por meio de dados públicos, que o componente lançado em janeiro de 2025 estava em rota de colisão acidental com o solo lunar. O porta-voz Jimi Russell declarou que não há perigo para a Terra e que a Nasa rastreará o foguete para fins de treinamento, observando posteriormente o local da colisão com objetivos científicos. A SpaceX lançou esse foguete Falcon 9 no ano passado como parte de uma missão conjunta entre os Estados Unidos e o Japão para transportar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos. Embora parte do Falcon 9 seja reutilizável e projetada para retornar à Terra, algumas peças se desprendem no espaço e permanecem presas em órbita até colidirem com outro corpo celeste. O componente envolvido no evento é a seção superior do foguete, que possui dimensões equivalentes a um prédio de cinco andares e peso terrestre de pelo menos quatro toneladas. O astrônomo Bill Gray, responsável por descobrir a trajetória, afirma que o objeto cairá próximo à Cratera Einstein, situada na parte iluminada da Lua e visível da Terra, prevendo que o impacto formará uma cratera com mais de dezessete metros de diâmetro. A colisão iminente, prevista para ocorrer por volta de quarta-feira no horário de Brasília, promete cativar astrônomos amadores e profissionais. O astrônomo Matt Bothwell, da Universidade de Cambridge, ressaltou que a colisão de algo tão grande com a Lua não oferece perigo e proporcionará um verdadeiro espetáculo visual. Segundo Bothwell, o impacto lançará uma enorme nuvem de poeira, a qual se espalhará lateralmente com o tempo. Ele detalhou que, devido à ausência de atmosfera na Lua e à sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra, visto que nada desacelerará o objeto e milhões de quilogramas de detritos serão lançados ao espaço. Embora o evento não seja visível a olho nu, pessoas com acesso a telescópios sofisticados poderão observar um clarão irradiando da superfície lunar. Bothwell destacou também o potencial educativo do impacto como uma oportunidade única para analisar os efeitos da colisão de um objeto na superfície da Lua. Diante disso, cientistas preparam-se para monitorar o evento de perto: grandes telescópios nas Américas, o Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa e a sonda Danuri da Coreia do Sul rastrearão o clarão, a nuvem de poeira e a nova cratera, enquanto um projeto de ciência cidadã recrutará amadores para filmar a cena. Ao registrar a poeira em movimento, os astrônomos esperam transformar o acidente em um experimento útil, aprimorando modelos de impactos lunares e obtendo pistas sobre a composição subterrânea do local, cuja matéria fresca será exposta pela primeira vez. Além disso, Bothwell advertiu que a colisão serve como um alerta sobre o acúmulo constante de lixo espacial gerado pelo homem. O astrônomo manifestou preocupação com o aumento anual de objetos em órbita, salientando que eventuais colisões entre satélites geram ainda mais fragmentos, o que pode desencadear uma reação em cadeia descontrolada. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), existem cerca de cinquenta mil objetos com mais de dez centímetros de diâmetro flutuando no espaço, somando cerca de dezessete mil toneladas de artefatos lançados pela humanidade desde o início da Era Espacial, em 1957. O último impacto de um foguete inativo na Lua ocorreu em 2022, quando a seção superior 3C do foguete chinês Longa Marcha, da missão Chang'e 5-T1 de 2014, atingiu o lado oculto do satélite. Décadas antes desse episódio, a própria Nasa já havia lançado objetos intencionalmente contra a superfície lunar para coletar dados destinados às missões Apollo. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2kdx1y307o.adaptado.

Ele detalhou que, devido "à" ausência de atmosfera na Lua e "à" sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra.
Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA em relação ao uso da crase.

  1. A) Na expressão "à sua gravidade reduzida", o emprego da crase decorre do caráter obrigatório do artigo definido antes do pronome possessivo feminino.
  2. B) As ocorrências de crase em "à ausência de atmosfera na Lua" e em "à sua gravidade reduzida" fundamentam-se na mesma regra gramatical, pois ambas decorrem da obrigatoriedade do artigo definido feminino.
  3. C) Na expressão "à ausência de atmosfera na Lua", a ocorrência da crase justifica-se pela regra dos substantivos femininos abstratos que admitem a presença de artigo definido .
  4. D) Na expressão "à ausência de atmosfera na Lua", a ocorrência da crase decorre da regência do substantivo "ausência", que exige a preposição "a" antes de seu complemento.
  5. E) Na expressão "à sua gravidade reduzida", o emprego da crase é facultativo, pois o artigo definido antes do pronome possessivo feminino é facultativo nesse contexto.
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Gabarito oficial: E

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Questão 2 · IGEDUC · 2026 · Prefeitura de Jati-CE

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada. Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana. O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio. Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema. Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960. Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização. Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos. No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais. A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva. No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.

Após o falecimento do síndico que esteve décadas "à frente" do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.
Assinale a alternativa CORRETA em relação ao sinal indicativo de crase no trecho destacado.

  1. A) A ocorrência do sinal indicativo de crase decorre da função sintática de complemento nominal exercida por "à frente", uma vez que o termo integra estrutura subordinada e exige preposição vinculada a substantivo feminino implícito.
  2. B) O uso de "à" justifica-se pela formação da locução prepositiva feminina "à frente de", resultante da fusão entre a preposição "a" e o artigo feminino, conforme a norma padrão da língua portuguesa.
  3. C) O acento grave ocorre porque o verbo "esteve" rege a preposição "a" e exige complemento introduzido por artigo feminino, formando a contração "à" por força da regência verbal.
  4. D) A crase se explica pelo fato de "frente" ser substantivo feminino determinado pelo artigo definido, independentemente da presença de preposição, pois o gênero feminino autoriza automaticamente o uso do acento grave.
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Gabarito oficial: B

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Questão 3 · CPCON-UEPB · 2026 · Prefeitura de Nova Floresta-PB

Texto I MEC reprova 1/3 dos cursos de Medicina avaliados; 99 terão sanções Entre as instituições mal avaliadas, MEC só pode tomar medidas em relação às federais e privadas; entre as sanções estão suspensão de vestibular e do Fies Cerca de um terço dos cursos de Medicina do país não alcançaram desempenho proficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os resultados da prova foram divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC). A nota do exame varia de 1 a 5, sendo 1 e 2 consideradas não proficientes. A nota é utilizada para compor o conceito Enade, que avalia a qualidade das graduações. Segundo o MEC, 351 cursos de todo o país participaram do exame, incluindo universidades públicas (federais, estaduais e municipais), privadas com e sem fins lucrativos e especiais (criadas pelo poder público, mas não gratuitas). Conforme os resultados, 7,1% ficaram no conceito 1; 23,6%, no 2; 22,7%, no 3; 33%, no 4; e 13,6%, no 5. Das 351 universidades avaliadas, 304 estão sob o crivo do MEC – as federais e privadas com e sem fins lucrativos. A pasta não pode supervisionar estaduais e municipais. Entre os cursos avaliados, 99 sofrerão sanções. Desses, 8 terão vestibular suspenso; 13, redução de 50% das vagas; e 33, redução de 25% das vagas. Além disso, eles terão o Fies suspenso e será avaliada a continuidade de outros programas federais. Os demais 45 cursos serão proibidos de ampliar vagas. As sanções são definidas a partir do porcentual de proficiência dos estudantes verificado em cada curso que ficou com nota geral 1 e 2. Dos 39.258 alunos que estão se formando e foram avaliados, 67% têm desempenho desejável. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC vai instaurar processo administrativo de supervisão dessas instituições, que poderão recorrer sobre os resultados e apresentar justificativas à pasta. O MEC avaliará os argumentos. Caso não os aceite, as sanções devem valer até a obtenção de novo conceito no Enamed no ano seguinte. Sobre a possibilidade de que instituições privadas contestem os resultados na Justiça, o ministro Camilo Santana disse ser um direito recorrer à via judicial, mas destacou a transparência do processo. Disse ainda que as instituições poderão dialogar com o MEC. “Todas terão o direito de se defender e apresentar suas justificativas. Queremos que corrijam o que tem de ser corrigido.” Considerando o tipo de instituição, o pior desempenho no Enamed foi o de universidades municipais, que não estão sob regulação do MEC. Em seguida, vêm instituições privadas com fins lucrativos, que serão sancionadas pela pasta. Entre as municipais, 87,5% tiveram notas 1 e 2. Das privadas com fins lucrativos, foram 58,4%. As notas mais baixas também apareceram entre as especiais (54,6%), privadas sem fins lucrativos (33,3%), comunitárias/confessionais (5,6%), federais (5,1%), e estaduais (2,6%). Santana disse que o governo enviará proposta ao Congresso para que o MEC tenha atribuição para supervisionar também as instituições municipais. Segundo ele, há ainda preocupação com o desempenho das privadas com fins lucrativos, que reúnem a maior parte das matrículas na área. A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) tentou barrar a divulgação dos resultados na Justiça, mas o pedido foi negado. Para a entidade, a divulgação dos resultados causaria dano reputacional e material às instituições. Fonte: FERREIRA, Paula. MEC reprova 1/3 dos cursos de Medicina avaliados; 99 terão sanções. O Estado de S. Paulo, São Paulo, seção Metrópole, p. A15, 20 Jan. 2026.

Observe o emprego da crase nos fragmentos abaixo apresentados e assinale a alternativa CORRETA:

I- Em “o ministro Camilo Santana disse ser um direito recorrer à via judicial” (6º parágrafo), o sinal indicativo de crase é facultativo, considerando a dupla regência do verbo “recorrer”.
II- Em “Para a entidade, a divulgação dos resultados causaria dano reputacional e material às instituições” (9º parágrafo), a crase resulta da contração da preposição exigida pelo verbo “causar” com o artigo que antecede o termo “instituições”.
III- Em “[...] MEC vai instaurar processo administrativo de supervisão dessas instituições, que poderão recorrer sobre os resultados e apresentar justificativas à pasta” (5º parágrafo), o acento indicativo de crase foi empregado adequadamente para marcar a junção de uma preposição com um artigo feminino.
IV- Em “As sanções são definidas a partir do porcentual de proficiência dos estudantes verificado em cada curso” (5º parágrafo), deveria haver, obrigatoriamente, o emprego do acento indicativo de crase em “a partir”, pois ocorre a fusão da preposição a com o artigo feminino a.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

  1. A) II.
  2. B) II e III.
  3. C) III.
  4. D) I, II e IV.
  5. E) I, II e III.
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Gabarito oficial: B

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Questão 4 · SELECON · 2025 · Fundação Hemominas

Leia o texto a seguir: Previsão de queda nos estoques de sangue preocupa Hemorio Unidade funciona para doações todos os dias neste fim de ano As festas de fim de ano e o período de férias escolares em janeiro interferem diretamente no número de doações de sangue. Pelos cálculos do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti do Rio de Janeiro (Hemorio), a redução gira em torno de 10% a 15%. Essa é uma grande preocupação do Hemorio, que funciona no centro da capital, porque nessa época costuma ocorrer um volume maior de acidentes. “Justamente nesse período a demanda cresce, porque as pessoas viajam e saem mais de casa, o que, infelizmente, aumenta o número de acidentes. Por isso, é importante que as pessoas venham doar”, apela a assistente social do Hemorio Ana Ester Carlos. A unidade é o segundo maior hemocentro do Brasil e está na frente em número de doadores voluntários. O órgão informou que recebe entre 250 e 300 pessoas para doação por dia e, de janeiro a novembro deste ano, houve mais de 82 mil doações. A previsão é concluir 2024 com pelo menos 92 mil doações. “Cada doação pode salvar até quatro vidas”, ressalta a assistente social. Os estoques do Hemorio abastecem os bancos de sangue de 130 unidades de saúde pública e particulares conveniadas ao SUS nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Com a quantidade abaixo do necessário, o órgão alerta para as consequências graves que podem ocorrer. “Tratamentos de pacientes podem ser prejudicados, e cirurgias eletivas podem ser adiadas quando não há sangue disponível. Além disso, o estado de saúde de pacientes internados que já estão estáveis pode se agravar. Por isso, precisamos muito das doações”, alerta Ana Ester. O Hemorio foi fundado em 1943 e se transformou em referência em doação de sangue no Brasil. É também o hospital que mais atende pacientes com doença falciforme no mundo. Exigências Para ser doador, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Não é necessário estar em jejum, mas devem ser evitados alimentos gordurosos antes da doação. “É obrigatório apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de habilitação ou passaporte. Menores de 18 anos precisam apresentar um Termo de Consentimento assinado pelos pais ou responsável legal”, recomenda a unidade. Quem quiser informações complementares sobre doação pode acessar o Disque Sangue, no telefone (21) 3916-8310, ou então as redes sociais do Hemorio, que funcionará para doações em todos os dias, neste fim de ano, exceto no dia 1º de janeiro. Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2024/12/6974304-previsao-de-queda-nos-estoques-de-sangue-preocupa-hemorio.html. Acesso em 22/12/2024. Texto adaptado

A única alternativa em que o acento grave foi empregado corretamente é:

  1. A) “As doações serão enviadas às mulheres hoje”.
  2. B) “Os doadores devem se dirigir à hospitais do SUS”.
  3. C) “Cada doador de sangue salva de uma à quatro vidas”.
  4. D) “A doação de sangue à mulheres é sempre mais frequente”.
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Gabarito oficial: A

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Questão 5 · ABCP · 2025 · CRBM-1 (Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região)

Naufrágio de quase 2 mil anos preserva coleção com centenas de cerâmicas intactas Centenas de cerâmicas antigas bem conservadas foram encontradas em um naufrágio na costa de Adrasan, na Turquia, a uma profundidade de 33 a 46 metros da superfície. Estima-se que os pratos, as bandejas e as tigelas datem do período helenístico tardio e do início do período romano, indicando que a embarcação pode ter afundado há quase dois mil anos. A descoberta veio à tona graças a um mergulho conduzido pelo próprio ministro da Cultura e do Turismo do país, Mehmet Nuri Ersoy. Imagens e vídeos da expedição demonstram que as louças antigas estão em excelente estado de conservação, com suas cores e características originais preservadas. Neste navio cargueiro, descobrimos centenas de peças revestidas com argila crua, dispostas umas dentro das outras para protegê-las durante o transporte. Graças a essa técnica, até mesmo os padrões da cerâmica sobreviveram até os dias atuais quase intactos. Como muitas das peças sobreviveram em suas posições originais, elas fornecem informações valiosas sobre a forma de produção, embalagem e transporte de bens de consumo na antiguidade. Além de gerar insights sobre as vantagens do revestimento com argila bruta, uma abordagem que nunca tinha sido vista de maneira tão completa em nenhum outro lugar. Alguns exemplares da carga naufragada foram levados de volta para a superfície, de forma a permitir análises mais detalhadas do material. Encaminhadas para os Laboratórios Regionais de Restauração e Conservação, essas obras serão limpas, manipuladas e estudadas em detalhes no sentido de completar lacunas sobre a história desse naufrágio, bem como das atividades comerciais da região. (Fonte adaptada: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2025/07/naufragio-preserva-colecao-com-centenas-de-ceramicas-intactas-veja.ghtml, acesso em 07 de julho de 2025.)

A ocorrência de crase (linha 10) tem como justificativa incorreta a informação disposta na alternativa:

  1. A) A exigência da preposição “a” pela regência transitiva indireta do verbo “vir”, que determina uma relação sintática com seu complemento.
  2. B) A existência da contração da preposição exigida pela regência verbal com o artigo definido feminino “a”, presente anteposto a um núcleo substantivo feminino.
  3. C) A antecedência imediata a um substantivo feminino determinado que admite a presença do artigo definido, configurando a possibilidade do fenômeno de crase.
  4. D) A presença obrigatória de pronome demonstrativo iniciado pela vogal “a” como antecedente do termo “tona”, condição sem a qual não haveria a aplicação da crase na locução verbal.
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Gabarito oficial: D

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Questão 6 · GAMA · 2025 · Prefeitura Municipal de Cotriguaçu (MT)

O TEMPO Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno. Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...] A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo. Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins. Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada. Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia… Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”. Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge. Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos. Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado. ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010.

A crase foi utilizada em “Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia…”, pela mesma regra que em:

  1. A) Essa festa não está à altura de alguém importante como o diretor da empresa.
  2. B) A festa acontecia à direita da minha casa.
  3. C) À medida que o mar avançava, as casas na orla eram invadidas pela água.
  4. D) Iremos à reunião, porém não iremos permanecer por muito tempo.
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Gabarito oficial: A

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Questão 7 · Avança SP · 2025 · Prefeitura Municipal da Estância Climática de Caconde/SP

O acento indicativo de crase não se justifica apenas na sentença:

  1. A) Ela fez todos os pratos do almoço à moda italiana.
  2. B) Levantou-se e foi à beira do mar para molhar os pés.
  3. C) O homem matou à tiros o animal selvagem que invadiu sua casa.
  4. D) Não se sabe quanto mais ficará à mercê da empresa.
  5. E) Gosta de passar um tempo sozinho às vezes.
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Gabarito oficial: C

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Questão 8 · Avança SP · 2025 · Prefeitura Municipal de Cerquilho/SP

Nas sentenças a seguir, o acento indicativo de crase deveria ocorrer obrigatoriamente apenas em:

  1. A) Pediu a ela que não fizesse birra.
  2. B) Enviou a esposa uma carta há duas semanas.
  3. C) A declaração foi encaminhada a todos.
  4. D) Os resultados desse trabalho só vão aparecer a longo prazo.
  5. E) Não esqueça de pegar as chaves sobre a mesa.
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Gabarito oficial: B

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Questão 9 · FUNDATEC · 2025 · Prefeitura Municipal de Lajeado (RS)

A pontualidade sagrada do teatro Por Fabrício Carpinejar 01 Como podemos definir se um país é civilizado? 02 Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos. 03 O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários 04 entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham. 05 Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a 06 plat__ia e com a qualidade da performance. 07 Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se 08 atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como 09 apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora. 10 Por que para o teatro teria que ser diferente? 11 Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há 12 atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado 13 ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o 14 menor. 15 O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do 16 silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam 17 microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do 18 celular realmente perturbam. 19 Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em 20 março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que 21 não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante 22 pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais, 23 alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”. 24 Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para 25 anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém 26 perca o início. 27 O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques 28 longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura 29 das cortinas. 30 Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de 31 privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha. 32 É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os 33 outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade. 34 E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a 35 exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião. 36 A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem 37 compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a 38 entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código 39 de Defesa do Consumidor. 40 Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com 41 demandas corriqueiras e nada imprescindíveis. 42 Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes. 43 É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma 44 lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão. 45 Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e 50 46 filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois 47 Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio. 48 Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos 49 olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis. 50 Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano 51 que vem. 52 Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidade- sagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego indicativo da crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 09, 16, 34 e 50.

  1. A) à – a – à – a
  2. B) a – à – à – à
  3. C) à – à – a – à
  4. D) à – à – à – a
  5. E) a – a – a – à
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Gabarito oficial: D

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Questão 10 · FACET · 2025 · Prefeitura Municipal de Pedro Velho (RN)

Todas as orações a seguir devem conter o acento grave, exceto:

  1. A) Laura ia à igreja todos os dias.
  2. B) Ontem à noite eu chorei com saudade de você.
  3. C) Letícia estava à espera da sua encomenda.
  4. D) Luciana cozinhou para mim uma lasanha à moda da casa.
  5. E) Ficamos cara à cara na festa do final do ano.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

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