Questão 1 · SELECON · 2025 · Fundação Hemominas
Leia o texto a seguir:
Previsão de queda nos estoques de sangue preocupa Hemorio
Unidade funciona para doações todos os dias neste fim de ano
As festas de fim de ano e o período de férias escolares em janeiro interferem diretamente no número de doações de sangue. Pelos cálculos do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti do Rio de Janeiro (Hemorio), a redução gira em torno de 10% a 15%.
Essa é uma grande preocupação do Hemorio, que funciona no centro da capital, porque nessa época costuma ocorrer um volume maior de acidentes.
“Justamente nesse período a demanda cresce, porque as pessoas viajam e saem mais de casa, o que, infelizmente, aumenta o número de acidentes. Por isso, é importante que as pessoas venham doar”, apela a assistente social do Hemorio Ana Ester Carlos.
A unidade é o segundo maior hemocentro do Brasil e está na frente em número de doadores voluntários. O órgão informou que recebe entre 250 e 300 pessoas para doação por dia e, de janeiro a novembro deste ano, houve mais de 82 mil doações. A previsão é concluir 2024 com pelo menos 92 mil doações.
“Cada doação pode salvar até quatro vidas”, ressalta a assistente social.
Os estoques do Hemorio abastecem os bancos de sangue de 130 unidades de saúde pública e particulares conveniadas ao SUS nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Com a quantidade abaixo do necessário, o órgão alerta para as consequências graves que podem ocorrer.
“Tratamentos de pacientes podem ser prejudicados, e cirurgias eletivas podem ser adiadas quando não há sangue disponível. Além disso, o estado de saúde de pacientes internados que já estão estáveis pode se agravar. Por isso, precisamos muito das doações”, alerta Ana Ester.
O Hemorio foi fundado em 1943 e se transformou em referência em doação de sangue no Brasil. É também o hospital que mais atende pacientes com doença falciforme no mundo.
Exigências
Para ser doador, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Não é necessário estar em jejum, mas devem ser evitados alimentos gordurosos antes da doação.
“É obrigatório apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de habilitação ou passaporte. Menores de 18 anos precisam apresentar um Termo de Consentimento assinado pelos pais ou responsável legal”, recomenda a unidade.
Quem quiser informações complementares sobre doação pode acessar o Disque Sangue, no telefone (21) 3916-8310, ou então as redes sociais do Hemorio, que funcionará para doações em todos os dias, neste fim de ano, exceto no dia 1º de janeiro.
Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2024/12/6974304-previsao-de-queda-nos-estoques-de-sangue-preocupa-hemorio.html. Acesso em 22/12/2024. Texto adaptado
“[...] de janeiro a novembro deste ano, houve mais de 82 mil doações” (4º parágrafo). Se o termo destacado fosse substituído por “mil doações”, a reescrita desse trecho, à luz da norma-padrão, seria:
- A) “de janeiro a novembro deste ano, houve mil doação”
- B) “de janeiro a novembro deste ano, houve mil doações”
- C) “de janeiro a novembro deste ano, houveram mil doação”
- D) “de janeiro a novembro deste ano, houveram mil doações”
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Gabarito oficial: B
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Questão 2 · FUNDATEC · 2025 · Prefeitura de Tangará da Serra (MT)
Depois de massacre, povo Juma luta para sobreviver em meio a invasões e desmatamento
Por Puré Juma
A Terra Indígena (TI) Juma está .... apenas 5 quilômetros da BR-230, que termina na cidade amazonense Lábrea. Isso significa que, por terra, invasores só precisam andar por cerca de três horas na floresta amazônica para chegar ao território onde vivem os Juma, um povo de recente contato que, em 1964, sofreu um massacre. Mais de 60 pessoas morreram. Exatos 60 anos depois, os sobreviventes, seus filhos e netos, seguem ameaçados. Desta vez, pelo avanço do desmatamento no sul do Amazonas, antes considerado uma das áreas mais preservadas do estado. Como são poucos, se sentem em risco. “Os invasores entram e alegam que não sabem os limites do território do povo indígena Juma”, afirmou a cacica Boreá Juma .... Agência Pública. Ela conversou com a reportagem em sua língua nativa, a Kagwahiva, da família Tupi-Guarani, falada por sete povos na Amazônia. Boreá sabe bem o que está acontecendo em seu território e nas redondezas de sua terra tradicional, na qual nasceu, cresceu e viu seus ancestrais partirem e deixarem legado e histórias para contar. De acordo com a cacica, as derrubadas de mata e as queimadas feitas ao redor da TI “são para fazer grandes pastos de fazendas e criação de gado”. O foco dos grileiros, pessoas que desmatam e se apossam de terras públicas, são áreas não destinadas, ou seja, regiões sob responsabilidade de governos estaduais ou federais que ainda não tiveram sua finalidade definida. “Hoje a gente está passando ameaças que ______ do grileiro e do fazendeiro. Naquele tempo que aconteceu o massacre era do sorveiro (pessoas que entravam na floresta para extrair sorva e seiva de árvores raras)”, explicou Mandeí Juma, vice-presidente da associação Jawara Pina, que representa seu povo. “A gente ______ passando, sobrevivendo, desde o começo”, finalizou. Ainda que o desmatamento na Amazônia tenha reduzido 30,63% entre agosto de 2023 e julho deste ano, a maior taxa de redução em 15 anos, os números seguem altos, com o sul do Amazonas se consolidando como a nova fronteira do desmatamento. No ano passado, por exemplo, a cidade de Lábrea, que fica a pouco mais de 90 quilômetros da TI Juma, superou Altamira, no Pará, como a líder no ranking de municípios com maior área desmatada no Brasil. Mesmo quando ocorrem fora dos limites do território Juma, os crimes ambientais afetam a sobrevivência dos povos originários, pois ______ a escassez de alimento, com a fuga de animais, além de levar poluição a lugares sagrados. “Aqui na aldeia tinha muitas araras-azuis, mas elas desapareceram. Talvez foi por causa do calor, ou falta de alimento, ou a derrubada (de árvores) que afastou as araras. Não foi só arara, também os porcos-do-mato não aparecem mais, os peixes diminuíram, os nambu e os jacamim não se encontram mais, e as frutas estão produzindo em época diferente”, finalizou a cacica. Além do caminho pela floresta, também é possível chegar .... TI Juma pelo rio Assuã, um afluente do rio Purus, em um trajeto de cerca de 40 minutos de barco. A facilidade de acesso ao território deixa os indígenas cercados e expostos a diversos perigos, como o próprio desmatamento e a possibilidade de confronto, verbal ou físico, com suas lideranças. (Disponível em: https://apublica.org/2024/12/depois-de-massacre-povo-juma-luta-contra-desmatamento/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 19, 22 e 30.
- A) vem – vem – gera
- B) vêm – vêm – geram
- C) vem – vêm – gera
- D) vêm – vem – geram
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Gabarito oficial: D
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Questão 3 · UNIFAL · 2024 · UNIFAL (Universidade Federal de Alfenas)
Leia o texto para responder a esta questão. A democracia nas urnas e o interesse por pautas universais A educação muda a forma como o eleitor vê o futuro, argumenta Renato Janine ao fechar sua série de comentários sobre democracia Renato Janine Ribeiro 22/11/2023 No último programa falando de democracia, eu tive que parar no meio de um raciocínio que eu continuo agora; a questão que eu estava colocando era, de modo geral, que a democracia funciona quando as pessoas votam de acordo com seus próprios interesses – “interesse”, no caso, tem um sentido essencialmente econômico, toda a sociedade se divide entre pessoas mais pobres e pessoas mais ricas, pessoas mais ricas querem conservar o que tem, a renda, rendimento mensal, anual que elas têm e também as propriedades que acumularam, seja porque as adquiriram, seja porque ganharam por herança. Então, o que nós temos aí é que a educação passa a ser um fator importante para a definição de pautas democráticas que não são apenas pautas de distribuição de renda, mas começam a ser pautas de valores, então, nós temos uma série de valores que vão emplacando, por exemplo, a defesa do meio ambiente, que atende interesses humanos, mas não especificamente os interesses dos mais pobres, embora os mais pobres sofram mais com a poluição do que os mais ricos, até pelo tipo de residência que têm. É uma pauta universal; a pauta da liberdade de orientação sexual também é uma pauta universal. Não há nenhuma regra pela qual os mais pobres têm uma incidência maior de homossexuais do que os mais ricos. Não existe nada disso. O que se vê são pautas universais que estão sendo emplacadas, em grande parte, graças à educação. Isso a gente vê nos Estados Unidos e começa a ver também na Europa. RIBEIRO, R. J. A democracia nas urnas e o interesse por pautas universais. Jornal da USP, 22 de novembro de 2023. Adaptado de: <https://jornal.usp.br/radio-usp/a-democracia-nas-urnas-e-o-interesse-por-pautas-universais/> Acesso em: 21 out. 2024.
Observe os termos destacados no texto. Considerando a organização textual, em qual fragmento há inadequação quanto à concordância verbal?
- A) “querem conservar o que tem”.
- B) “até pelo tipo de residência que têm”.
- C) “tem um sentido essencialmente econômico”.
- D) “têm uma incidência maior de homossexuais”.
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Gabarito oficial: A
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Questão 4 · VUNESP · 2024 · UNIFESP
Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Fábrica de doenças
Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.
É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.
São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.
A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.
(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)
No 1o parágrafo do texto, deverá ser empregado “Cumprem”, se for flexionado no plural o substantivo
- A) pauta.
- B) razão.
- C) veículo.
- D) escudo.
- E) justiça.
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Gabarito oficial: C
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Questão 5 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
A flexão de número e pessoa no verbo “tornam” (linha 10) indica que ele concorda com o termo
- A) “complexas” (linha 9).
- B) “características” (linha 9).
- C) “nos” (linha 10).
- D) “humanos” (linha 10).
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Gabarito oficial: B
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Questão 6 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
A correção gramatical do texto seria mantida se fosse feita a substituição de
- A) “torna” (linha 2) por tornam.
- B) “acha” (linha 21) por acham.
- C) “acreditam” (linha 23) por acredita.
- D) “dá” (linha 49) por dão.
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Gabarito oficial: B
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Questão 7 · UFT/COPESE · 2024 · Prefeitura Municipal de Palmas (TO)
Assinale a alternativa CORRETA, quanto à concordância verbal, segundo o Manual da Presidência da República.
- A) Se houverem dúvidas, favor perguntar.
- B) Fazem cinco anos que não vou a Brasília.
- C) Vão fazer cinco anos que ingressei no serviço público.
- D) Devem haver soluções urgentes para estes problemas.
- E) Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de desabrigados.
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Gabarito oficial: E
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Questão 8 · Instituto Vicente Nelson (IVIN) · 2024 · Prefeitura de Conceição do Canindé (PI)
Razão, intuição e um sentido para existir
1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.
2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.
3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.
4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.
5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.
6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós.
7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?
8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.
9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?
Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
A passagem do texto em que ocorre um erro de concordância verbal está na opção:
- A) “No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão.” (4°parágrafo).
- B) “Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo.” (2°parágrafo).
- C) “a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo.” (1°parágrafo).
- D) “Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer...” (6°parágrafo).
- E) Injuntivos.
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Gabarito oficial: D
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Questão 9 · CETAP · 2023 · Hospital Ophir Loyola (HOL) - SEPLAD/PA
O que somos e o que aparentamos ser
No roteiro educativo dos residentes da Clínica Mayo, a sessão aguardada com mais ansiedade por todos, e com sofrimento visceral pelos envolvidos era a chamada Morte Revisitada. Quinzenalmente, quatro mortes recentes eram analisadas em busca de aprendizagem e de erros que pudessem ser convertidos em lições para que - tomara fosse possível - não se repetissem.
Aquela catarse era precedida por trocas de confidências, apoio velado, revisões conjuntas e insônia, muita insônia, porque sem dúvida um dos exercícios mais massacrantes da atividade médica é a retrospecção dos maus casos.
Quando temos isenção ao revisar o que aconteceu na trajetória do fracasso é inevitável descobrir que invariavelmente ocorrem momentos em que alguma coisa não foi bem entendida ou adequadamente valorizada e que, se tivesse sido, o desfecho poderia ser diferente.
Como sempre aprendemos com os nossos erros, nada mais didático do que esquadrinhá-los em busca de aprendizado para o futuro. Mas como dói!
E porque dói a maioria dos médicos e hospitais mesmo os universitários, fogem dessa prática. Mas cômodo é atribuir o insucesso à natureza, que além de grande e generosa não tem como se defender. A atividade médica, ancorada numa ciência imprecisa sem a inflexibilidade dos modelos matemáticos, usa os meios conhecidos de decisão baseados em evidências, e depende de fatores impalpáveis como atenção bom senso, juízo crítico e experiência. E, se não bastasse pode ser influenciada por elementos ainda mais fragilizantes como depressão, ansiedade, mau humor e cansaço.
Se o dia a dia dessa atividade, tão fascinante e exigente porque lida com nosso bem mais valioso, está exposto a uma margem de erro tão perturbadora, o mínimo que se espera de um médico responsável é a consciência da sua limitação. Não pode ser coincidência que os melhores médicos sejam pessoas humildes, serenas e bem resolvidas. Não há espaço para exibicionismo e arrogância na trilha pantanosa da incerteza e do imprevisto. Em 40 anos de atividade médica intensa, nunca encontrei um posudo que fosse, de verdade, um bom médico. O convívio diário com a falibilidade recicla atitudes, elimine encenações, modela comportamentos e enternece corações. Tenho reiterado isso aos mais jovens: evitem os pretensiosos, porque eles, na ânsia irrefreável de aparentar gastam toda a energia imprescindível para ser. E ficam assim, vazios.
Dr. J J Camargo (Depoimento do médico-cirurgião torácico do setor de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre).
Identifique a alternativa em que a concordância verbal não está sendo feita com o núcleo do sujeito.
- A) “(...) os melhores médicos sejam pessoas humildes, serenas e bem resolvidas.”
- B) “(...) a maioria dos médicos e hospitais mesmo os universitários, fogem dessa prática.”
- C) “O convívio diário com a falibilidade recicla atitudes, (...)”.
- D) “E ficam assim, vazios.”
- E) “Aquela catarse era precedida por trocas de confidências, (...)”.
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Gabarito oficial: B
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Questão 10 · Quadrix · 2023 · Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás (GO)
Assinale a alternativa na qual as normas de concordância verbal foram seguidas.
- A) Existe assuntos que eu preferiria não tratar com você.
- B) Fazem duas semanas que não visito meus avós.
- C) Haviam duas crianças perdidas na praia.
- D) Vendem-se roupas usadas neste local.
- E) Contrata-se profissionais experientes para auxiliar na reforma.
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Gabarito oficial: D
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Resolver as 34 questões de Concordância verbal Outros temas de Língua Portuguesa