Questão 1 · IGEDUC · 2026 · Prefeitura de Jati-CE
Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb
Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial.
Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.
Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.
O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.
Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.
Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.
Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.
Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.
No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.
A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.
No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais.
Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática.
De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que:
- A) A locução conjuntiva "embora reconheça o caráter controverso do tema" estabelece relação explicativa entre a defesa do empresário e a controvérsia mencionada, organizando a coesão por meio de justificativa que reforça o argumento principal.
- B) A expressão "Após período de deterioração na década de 1980" constitui mecanismo de substituição semântica, pois retoma implicitamente a ideia de decadência urbana e a reformula como elemento causal da valorização posterior do edifício.
- C) O pronome demonstrativo "Esse", em "Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte", retoma a informação sobre as mais de duzentas unidades destinadas ao aluguel por temporada.
- D) A expressão "Esse número" atua como mecanismo de progressão temática autônoma, pois introduz referente novo no texto e desloca o foco argumentativo para a comparação com redes hoteleiras, ampliando o eixo discursivo inicial.
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Gabarito oficial: C
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Questão 2 · FGV · 2025 · EBSERH (Nacional)
Texto 1
Defesa do livro intitulado QUINTO IMPÉRIO, que é a apologia do livro CLAVIS PROPHETARUM, e respostas das proposições censuradas pelos senhores inquisidores: dadas pelo Padre Antônio Vieira, estando recluso nos cárceres do Santo Ofício de Coimbra.
Sendo ontem chamado à mesa, me foi dito que estavam nela os senhores inquisidores para sentenciarem a minha causa, e que antes disso queriam ouvir de mim tudo o que tivesse que dizer ou alegar para bem dela; e porque a última doença (de que estou mal convalescido) me não deixou com forças nem alento para poder falar em público, pedi licença para falar por papel, que me foi concedida. Protesto pois do modo que me é possível, diante desses senhores, que antes de se me dar a notícia que as minhas proposições estavam censuradas, e as censuras aprovadas por sua santidade, fazia eu tenção de propor em presença de vossas senhorias todos os pontos ou questões delas, dando os fundamentos das opiniões que segui...
Observe o seguinte fragmento textual, primeiras palavras do padre Antônio Vieira diante das acusações da Inquisição:
Sendo ontem chamado à mesa, me foi dito que estavam nela os senhores inquisidores para sentenciarem a minha causa, e que antes disso queriam ouvir de mim tudo o que tivesse que dizer ou alegar para bem dela; e porque a última doença (de que estou mal convalescido) me não deixou com forças nem alento para poder falar em público, pedi licença para falar por papel, que me foi concedida.
Nesse fragmento estão sublinhados cinco termos, na ordem de aparecimento no texto, que se referem coesivamente a termos anteriores.
Assinale a opção em que o termo anterior foi mal identificado.
- A) nela – mesa.
- B) disso – sentenciarem a minha causa.
- C) dela – a minha causa.
- D) que – última doença.
- E) que – falar em público.
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Gabarito oficial: E
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Questão 3 · GAMA · 2025 · Prefeitura Municipal de Cotriguaçu (MT)
O TEMPO
Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno. Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...] A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo. Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins. Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada. Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia… Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”. Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge. Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos. Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.
ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010.
Observe o trecho “Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos.” e assinale a alternativa correta:
- A) Os adjetivos retomam o termo ipê de forma anafórica.
- B) Os artigos retomam o termo ipê de forma anafórica.
- C) Os adjetivos retomam o termo ipê de forma catafórica.
- D) Os artigos retomam o termo ipê de forma catafórica.
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Gabarito oficial: B
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Questão 4 · FUNDATEC · 2025 · Prefeitura Municipal de Lajeado (RS)
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar
01 Como podemos definir se um país é civilizado?
02 Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
03 O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
04 entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
05 Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
06 plat__ia e com a qualidade da performance.
07 Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
08 atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
09 apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
10 Por que para o teatro teria que ser diferente?
11 Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
12 atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
13 ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
14 menor.
15 O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
16 silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
17 microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
18 celular realmente perturbam.
19 Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
20 março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
21 não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
22 pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
23 alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
24 Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
25 anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
26 perca o início.
27 O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
28 longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
29 das cortinas.
30 Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
31 privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
32 É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
33 outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
34 E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
35 exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
36 A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
37 compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
38 entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
39 de Defesa do Consumidor.
40 Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
41 demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
42 Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
43 É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
44 lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
45 Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e 50
46 filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
47 Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
48 Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
49 olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
50 Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
51 que vem.
52 Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidade-
sagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise os trechos a seguir, retirados do texto-base, e assinale a alternativa que apresenta o emprego da coesão referencial.
- A) Como podemos definir se um país é civilizado?
- B) Ele tem razão. Está coberto de razão.
- C) O teatro exige atenção máxima.
- D) Na maioria das vezes, os atores sequer usam microfone.
- E) Existem três sinais para anunciar a abertura da apresentação.
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Gabarito oficial: B
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Questão 5 · FACET · 2025 · Prefeitura Municipal de Pedro Velho (RN)
Qual das alternativas a seguir contém um mecanismo de coesão?
- A) Lexical.
- B) Inferência.
- C) Condução.
- D) Contextualização.
- E) Conhecimento de mundo.
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Gabarito oficial: A
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Questão 6 · UNIFAL · 2024 · UNIFAL (Universidade Federal de Alfenas)
Leia o texto para responder a esta questão. Dia do Professor: (...) histórias de educadores que têm paixão pelo ofício A profissão que forma todas as profissões: neste dia 15 de outubro, é comemorado no Brasil o Dia do Professor. Para celebrar a data, a International Schools Partnership reuniu (...) histórias inspiradoras de profissionais que têm verdadeira paixão pela Educação. (...) Gillian: amor pelos pequenos A sorocabana Gillian Taveira Moraes Ichiama, de 39 anos, está envolvida com a Educação desde pequena. Aos três anos, foi matriculada pela mãe no Centro de Educação Infantil Municipal de sua cidade natal, no interior de São Paulo. Ela afirma que, hoje, trabalhar com os pequenos alunos da Escola (...), na capital paulista, é uma forma de lembrar da infância, da qual se recorda com muito carinho. “Até hoje me lembro das brincadeiras vividas no tanque de areia e no gira-gira. Lembro-me também da árvore com flores rosas, chamada popularmente de Pata-de-Vaca”, diz a educadora. O apreço pelo lúdico segue com Gillian, que sempre busca proporcionar experiências diferenciadas aos seus pequenos alunos. A professora sempre estudou em escolas públicas, do infantil até o Ensino Médio. Ela, que tem algumas tias envolvidas na área da Educação, sempre teve apoio dos pais e da família em suas escolhas. (...) Aos 17, Gillian formou-se em um curso de inglês que frequentou desde os 10. Em 2005, mudou-se com o marido Alexandre Toshio para o Japão. Lá estudou Pedagogia a distância pela Universidade Católica de Brasília. Em 2006, começou a dar aulas de inglês em uma escola brasileira em Hamamatsu, no estado de Shizuoka. Com a crise que afetou os imigrantes no Japão, ela e o marido retornaram ao Brasil em 2009. Em 2013, começou sua trajetória na Escola (...), como professora assistente. Gillian não parou na faculdade: continuou se dedicando, fazendo cursos diversos sobre a Educação Infantil, como rotina, acolhimento, aprendizagens, inclusive participando como ouvinte de congressos sobre bilinguismo. A educadora gosta de apreciar as horas vagas na presença de suas filhas, Alícia Aimi, de 14 anos, e Manuela Maki, de 8. As duas ainda não mostram inclinação para a área da Educação, mas Gillian afirma que as apoiaria incondicionalmente caso decidam enveredar na profissão. (...) ABC do ABC. Dia do Professor: três histórias de educadores que têm paixão pelo ofício, 15 de outubro de 2024. Adaptado de: <https://abcdoabc.com.br/dia-do-professor-tres-historias-de-educadores-que-tem-paixao-pelo-oficio/> Acesso em: 15 out. 2024.
Da análise dos fragmentos sublinhados, o tipo de coesão que o texto apresenta é a
- A) segmental por paráfrase, pois emprega estruturas que reformulam o conteúdo de um texto-fonte.
- B) referencial por reiteração, pois o emissor emprega elementos que têm a mesma referência.
- C) sequencial por conexão, pois emprega operadores do tipo lógico que estabelecem relações entre duas proposições.
- D) recorrencial por paralelismo, pois emprega estruturas que são reutilizadas, mas com diferentes conteúdos.
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Gabarito oficial: B
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Questão 7 · INAZ do Pará · 2024 · Prefeitura de Barrolândia-TO
“O que há de política? É a pergunta que naturalmente ocorre a todos, e a que me fará o meu leitor, se não é ministro. O silêncio é a resposta. Não há nada, absolutamente nada. A tela da atualidade política é uma paisagem uniforme; nada a perturba, nada a modifica. Disseram-se um país onde o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o fisco batendo-lhes à porta. O que dá razão a este marasmo? Causas gerais e causas especiais. Foi sempre princípio nosso do governo aquele fatalismo que entrega os povos orientais de mãos atadas às eventualidades do destino. O que há de vir, há de vir, dizem os ministros, que, além de acharem o sistema cômodo, por amor da indolência própria, querem também pôr a culpa dos maus acontecimentos nas costas da entidade invisível e misteriosa, a que atribuem a tudo.” ASSIS, Machado de. Comentários da semana. Disponível em: http:// machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/itemlist/category/26-cronica. Acesso em: 26 de fev.2023.
O trecho em que o elemento destacado não possui função anafórica, é
- A) [...]É a pergunt**a** que naturalmente ocorre a todos, e a que me fará o meu leitor, se não é ministro.
- B) ” [...]nada **a** perturba, nada a modifica”
- C) [...]Disseram-se um país **onde** o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o fisco batendo-lhes à porta.
- D) “Disseram-se um país **onde** o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o fisco batendo-**lhes** à porta.”
- E) O que dá razão a **este** marasmo?
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Gabarito oficial: E
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Questão 8 · Avança SP · 2024 · Prefeitura Municipal da Estância Climática de Caconde/SP
Gene pode fazer com que golden retrievers vivam mais, aponta estudo
Pesquisa analisou variantes genéticas que estão associadas a um aumento de quase dois anos de vida nos cães dessa raça; descoberta pode ser útil em estudos sobre câncer.
Cães da raça Golden Retriever são mais propensos a desenvolver câncer, doença comumente associada à morte precoce desses animais. Um estudo publicado nesta quinta-feira (19), na revista GeroScience, buscou entender se fatores genéticos podem influenciar a taxa de sobrevivência dos animais dessa raça. “Presumimos que a maioria dos golden retrievers têm uma predisposição genética para o câncer, mas se alguns deles vivem até os 14, 15 ou 16 anos, pensamos que poderia haver outro fator genético que ajudasse a atenuar os genes ruins, e o gene que nos chamou a atenção foi o HER4”, observa o coautor Robert Rebhun, em comunicado da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis), nos Estados Unidos. O gene associado à longevidade também está envolvido no risco de câncer – o que interessou muito aos cientistas. Conhecido como ERBB4, ele faz parte da família de receptores do fator de crescimento epidérmico em humanos e do HER2, gene conhecido por influenciar o rápido crescimento de células cancerígenas. A pesquisa estudou 300 cães da raça e comparou o DNA de amostras de sangue daqueles que estavam vivos aos 14 anos de idade com os que morreram antes dos 12 anos. Assim, descobriram que a presença de determinadas variantes genéticas levou os cachorros a sobreviverem por mais tempo: em média 13 anos e meio em comparação a 11,6 anos. “Quem não gostaria que nossos amados animais de estimação vivessem mais dois anos? Dois anos em goldens é um aumento de cerca de 15 a 20% da vida, o equivalente a 12 a 14 anos em humanos”, explica Danika Bannasch, da Faculdade de Medicina Veterinária da UC Davis. Segundo Rebhun, a descoberta pode ser importante inclusive para humanos, já que muitos dos tipos de cânceres envolvidos são equivalentes nas duas espécies. “Se descobrirmos que essa variante do HER4 é importante na formação ou na progressão do câncer em golden retrievers, ou se ela pode realmente modificar o risco de câncer nessa população predisposta ao câncer, isso pode ser usado em estudos futuros sobre o câncer em humanos.” A pesquisa também destaca que a variante parece ser mais importante para a longevidade de cadelas, e demonstrou que o HER4 interage com hormônios como o estrogênio e pode ter relação com o processamento de toxinas ambientais. Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/biologi a/noticia/2023/10/gene-pode-fazer-com-que-golden-retrievers-vivam-mais-aponta-estudo.ghtml>
O emprego da expressão ‘assim’, no excerto “Assim, descobriram que a presença de determinadas variantes genéticas levou os cachorros a sobreviverem por mais tempo: em média 13 anos e meio em comparação a 11,6 anos.”, trata-se de um recurso coesivo de:
- A) sequenciação.
- B) referenciação.
- C) sinonímia.
- D) elipse.
- E) substituição.
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Gabarito oficial: A
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Questão 9 · Instituto IBEST · 2024 · Prefeitura Municipal de Dourados (MS)
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer. Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).
O pronome “isso” (linha 29) refere-se
- A) a todas as línguas atuais.
- B) à descendência ancestral das línguas atuais.
- C) à variedade de línguas no mundo atualmente.
- D) aos homens descentes do ancestral comum a todos os seres humanos.
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Gabarito oficial: B
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Questão 10 · Instituto AvançaSP · 2024 · Prefeitura Municipal de Lorena (SP)
Omelete Pior foi Jacinta, que perdeu o marido para uma omelete. Quando alguém — desinformado ou desalmado — perguntava perto da Jacinta se “omelete” era masculino ou feminino, ela respondia “feminino, feminino”. Depois suspirava e dizia: “Eu é que sei”. As amigas tentaram convencer Jacinta de que o Luiz Augusto não merecia um suspiro. O que se poderia dizer de um homem que tinha abandonado a mulher de dez anos de casamento, para não falar em cotas num condomínio horizontal da zona Sul, por uma omelete bem-feita? Mas Jacinta não se conformava. Foi procurar um curso de culinária. Pediu aulas particulares e específicas. Queria aprender a fazer omelete. A professora começou com um histórico da omelete e sua força metafórica. Uma omelete justificava a violência feita aos ovos. Uma omelete... Mas Jacinta não queria saber da história da omelete. Queria aprender a fazer. — Bem — disse a professora —, a omelete perfeita... — Eu sei, eu sei — interrompeu Jacinta. Sabia como era a omelete perfeita. Durante todos os seus anos de casada tinha ouvido a descrição da omelete perfeita. Luiz Augusto não se cansava de repetir que a omelete perfeita devia ser tostada por fora e úmida por dentro. Que seu interior devia se desmanchar, e espalhar-se pelo prato como baba. “Baveuse, entende? Baveuse.” Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha. Jacinta sabia a teoria da omelete perfeita. Queria a prática. Precisava aprender. O curso intensivo durou duas semanas. No fim do curso, a professora recomendou que Jacinta comprasse uma frigideira especial, de ferro, para garantir a omelete perfeita. Não havia como errar. Jacinta telefonou para a casa de Beatriz e pediu para falar com Luiz Augusto. — Precisamos conversar. — Está bem. — Aqui. — Certo. — Outra coisa. — O quê? — Não coma nada antes. Quando Luiz Augusto chegou, Jacinta não disse uma palavra. Apontou para a mesa, onde estava posto um lugar. Luiz Augusto sentou-se. Jacinta desapareceu na cozinha. Reapareceu quinze minutos depois com uma omelete dentro de uma frigideira nova. Serviu a omelete e ficou esperando, de pé, enquanto Luiz Augusto dava a primeira garfada. Luiz Augusto disse: — Você chama isto de baveuse? — Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse. E acertou com a frigideira a cabeça de Luiz Augusto, que caiu morto com a cara na omelete. VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
O pronome demonstrativo em “— Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse.” funciona como um recurso de coesão textual de:
- A) anáfora.
- B) catáfora.
- C) elipse.
- D) substituição.
- E) sinonímia.
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Gabarito oficial: B
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Resolver as 25 questões de Coesão textual Outros temas de Língua Portuguesa