Concurso Biomédico

Concurso SES-GO 2004 para Biomédico: prova, gabarito e o que caiu

Prova completa de Auditor Biomédico do concurso SES-GO (2004), banca UEG: 38 questões com gabarito oficial, o que mais caiu e como estudar para o próximo.

O concurso SES-GO de 2004 teve prova para o cargo de Auditor Biomédico, organizada pela banca UEG. A prova tinha 40 questões, das quais 2 foram anuladas. Abaixo estão todas as questões com o gabarito oficial definitivo.

O que caiu nas disciplinas específicas: Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (7), Bioquímica Clínica (2), Hematologia (2), Microbiologia (1), Biologia Molecular e Genética (1), Urinálise e Líquidos Corporais (1). Os temas mais cobrados foram Biossegurança, Auditoria em saúde, Resíduos de serviços de saúde, Tuberculose, Eletroforese.

Disciplinas gerais: Legislação do SUS e Saúde Pública (13), Língua Portuguesa (10), Ética e Legislação Profissional (1), Legislação Institucional (EBSERH/órgão) (1), Informática (1).

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Perguntas frequentes

Qual foi a banca do concurso SES-GO 2004 para Biomédico?

A banca foi UEG. Temos 2 provas de Biomédico dessa banca no nosso banco.

Quantas questões teve a prova de Biomédico do concurso SES-GO 2004?

A prova teve 40 questões, 2 delas anuladas pela banca.

O que mais caiu na prova de Biomédico SES-GO 2004?

Nas específicas: Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (7), Bioquímica Clínica (2), Hematologia (2), Microbiologia (1). Temas mais cobrados: Biossegurança, Auditoria em saúde, Resíduos de serviços de saúde.

Onde encontro a prova e o gabarito do concurso SES-GO 2004?

Nesta página estão todas as questões com o gabarito oficial. No app do Concurso Biomédico dá para resolver a prova, marcar as respostas e ver o desempenho.

Como estudar para o próximo concurso SES-GO?

Resolva esta e as outras provas da banca UEG, comece pelas disciplinas que mais caem (Bioquímica Clínica, Microbiologia, Hematologia) e leia os comentários das questões que errar. Quando sair um novo edital, ele aparece na nossa página de concursos abertos.

Questões da prova com gabarito

Questão 1 · UEG · 2004 · SES-GO

No Brasil, o tratamento e a disposição final dos resíduos provenientes dos serviços de saúde, conhecidos até recentemente como lixo hospitalar, vêm sendo objeto de estudos, discussões, normas técnicas, leis e muita divergência. Este assunto tem tomado muito tempo dos técnicos e interessados no setor, mas nesses estudos e discussões deveriam estar também inseridas a manipulação dos resíduos dentro dos hospitais e demais estabelecimentos de saúde e a higienização desses ambientes, onde ocorrem as maiores e piores conseqüências da pouca atenção dada a essa questão pelas autoridades públicas brasileiras... ASSAD, C.; COSTA, G; BAHIA, S. R. Manual de higienização de estabelecimentos de saúde e gestão de seus resíduos. Rio de Janeiro: IBAM/COMLURB, 2001.

A ABNT estabelece normas técnicas para o gerenciamento interno dos resíduos internos de saúde.
Tendo em vista as normas técnicas da ABNT, mais especificamente o que estabelece a NBR 12810/93 para o gerenciamento interno dos resíduos internos da saúde, marque a alternativa INCORRETA:

  1. A) O carro interno de coleta deve ser estanque, maleável, lavável e impermeável.
  2. B) O carro interno de coleta deve ter cantos arredondados e dotados de tampa.
  3. C) O carro interno de coleta deve ser identificado: Infectante/Comum.
  4. D) O carro interno de coleta deve ser exclusivo para uso de coletas de resíduos.
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Gabarito oficial: A

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Questão 2 · UEG · 2004 · SES-GO

As áreas críticas, ou seja, as que oferecem maior risco de infecções num estabelecimento de saúde, estão localizadas em

  1. A) enfermarias em geral, laboratório, banco de leite e UTI.
  2. B) laboratório de anatomia patológica, lactário, laboratório e UTI.
  3. C) ambulatório, banheiros, unidade de quimioterapia e UTI.
  4. D) ambulatório, banco de leite, UTI e unidade de quimioterapia.
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Gabarito oficial: B

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Questão 3 · UEG · 2004 · SES-GO

A solução sulfocrômica, antigamente muito popular para fazer a lavagem de vidraria, deixou de ser aconselhada por ser cancerígena e tóxica, sendo sugerida para seu lugar a solução

  1. A) sulfonítrica, na proporção de 1:3.
  2. B) sulfoclórica, na proporção de 1:3.
  3. C) cromoclórica, na proporção de 2:3.
  4. D) cromonítrica, na proporção de 1:3.
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Gabarito oficial: A

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Questão 4 · UEG · 2004 · SES-GO

São recomendações específicas sobre os materiais perfuro-cortantes, EXCETO:

  1. A) Máxima atenção durante a realização dos procedimentos.
  2. B) Não utilizar agulhas para fixar papéis.
  3. C) Por sua contaminação altamente biológica, pertencem à categoria de resíduos tipo D.
  4. D) Jamais utilizar os dedos como anteparo durante o procedimento.
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Gabarito oficial: C

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Questão 5 · UEG · 2004 · SES-GO

De acordo com o código de ética profissional do biomédico, é INCORRETO afirmar que ele

  1. A) poderá recusar, a não ser por motivo relevante, assistência profissional a quem dela necessitar.
  2. B) poderá, quanto à penalidade, ser advertido em aviso reservado.
  3. C) poderá afixar placa externa em seu local de trabalho e em sua residência.
  4. D) poderá exercer, simultaneamente, outra profissão.
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Gabarito oficial: A

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Questão 6 · UEG · 2004 · SES-GO

Não constitui atividade-fim dos laboratórios de saúde pública a

  1. A) realização de investigações de interesse epidemiológico.
  2. B) realização de exames para diagnóstico de doenças transmissíveis.
  3. C) realização de exames para o controle sanitário da água.
  4. D) realização de fabricação e distribuição de reagentes laboratoriais.
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Gabarito oficial: D

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Questão 7 · UEG · 2004 · SES-GO

De acordo com a lei estadual para a imposição da pena e sua graduação, o auditor não observará

  1. A) as circunstâncias agravantes.
  2. B) as circunstâncias imprevisíveis.
  3. C) as circunstâncias atenuantes.
  4. D) a gravidade do fato.
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Gabarito oficial: B

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Questão 8 · UEG · 2004 · SES-GO

Vigilância sanitária é o conjunto de ações e normas, com o objetivo de atuar, dentro do que estabelecem as leis sanitárias, nos níveis de atenção à saúde da população e venda e produção nas questões de prestação de serviço e produção, distribuição e venda de produtos que possam colocar em risco a saúde dos consumidores, incluídos também os usuários dos sistemas de saúde tanto público quanto privado, garantindo a qualidade do que é colocado à disposição do público. Essas ações compreendem três níveis: alta, média e baixa complexidade. Disponível em: www.saude.am.gov.br

Considerando o texto acima, assinale a afirmativa CORRETA dos níveis:

  1. A) Alta complexidade quando se trata entre elas de engarrafadoras de água mineral.
  2. B) Média complexidade quando se trata entre elas de indústrias de medicamentos.
  3. C) Sem classificação de complexidade quando se trata entre elas de estabelecimentos esportivos.
  4. D) Baixa complexidade quando se trata entre elas de microempresas que manipulam alimentos.
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Gabarito oficial: D

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Questão 9 · UEG · 2004 · SES-GO

A tuberculose é uma doença emergente em nossa região. As medidas de diagnóstico e controle passam por exames radiológicos e microbiológicos, sendo estes últimos realizados principalmente pela baciloscopia.
Em relação à coleta de escarro, marque a alternativa CORRETA:

  1. A) São recomendadas três amostras com intervalo mínimo de três dias.
  2. B) São recomendadas três amostras em dias consecutivos.
  3. C) É recomendada uma amostra de 24 horas.
  4. D) É recomendada uma amostra coletada pela manhã.
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Gabarito oficial: B

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Questão 10 · UEG · 2004 · SES-GO

Eletroforese é uma eficiente técnica usada na separação de substâncias (proteínas, lipídios, carboidratos e, mais recentemente, ácidos nucléicos), sendo, portanto, muito utilizada em diferentes setores do laboratório clínico.
Com relação a essa técnica, julgue as afirmativas abaixo:
I. As moléculas migram em direção ao pólo oposto a sua carga elétrica.
II. O pH do meio não interfere na eficiência do processo de eletroforese.
III. Moléculas com mesma carga elétrica não migram necessariamente com a mesma velocidade.
IV. Diferentes meios podem ser usados: agarose, poliacrilamida, entre outros, que são escolhidos de acordo com a aplicação da análise.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Todas as afirmativas são verdadeiras.
  2. B) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
  3. C) Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.
  4. D) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
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Gabarito oficial: D

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Questão 12 · UEG · 2004 · SES-GO

O uso de técnicas de biologia molecular tem revolucionado a área de diagnóstico laboratorial por permitir, entre outras possibilidades, o prognóstico mais preciso, bem como diagnóstico e tratamento mais coerentes.
Com relação a esses avanços, julgue os itens abaixo:
I. Nas reações de PCR (Polymerase Chain Reaction), o processo de pré-amplificação deve ter um espaço físico separado do processo de amplificação.
II. Como medida de controle da viremia, em casos de hepatite B, a detecção da carga viral é fundamental.
III. A genotipagem em pacientes com diagnóstico de HIV não traz atualmente maiores benefícios em seu tratamento.
IV. A predisposição genética a algumas doenças já pode ser detectada nos dias atuais através de marcadores moleculares.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I e II são é verdadeiros.
  2. B) Apenas os itens I, II e IV são verdadeiros.
  3. C) Apenas os itens II e III são verdadeiros.
  4. D) Todas os itens são verdadeiros.
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Gabarito oficial: B

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Questão 13 · UEG · 2004 · SES-GO

Paciente de 15 anos, do sexo masculino, em tratamento para linfoma de Burkitt, fez hemograma de rotina antes de um novo ciclo de quimioterapia. O exame revelou anemia, leucócitos = 15.000/mm3, apresentando desvio até miolócitos, eritroblastos circulantes e plaquetopenia.
Considerando os dados desse caso, julgue os itens a seguir:
I. A leucemia aguda correspondente a este linfoma é a LLA L2.
II. A morfologia das células desse linfoma/leucemia é caracterizada por citoplasma basofílico e vacúolos citoplasmáticos.
III. Deve-se suspeitar de infiltração da medula óssea pelo linfoma
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Todos os itens são falsos.
  2. B) Todos os itens são verdadeiros.
  3. C) Apenas o item II é verdadeiro.
  4. D) Apenas os itens II e III são verdadeiros.
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Gabarito oficial: D

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Questão 14 · UEG · 2004 · SES-GO

Um paciente do sexo masculino, de 32 anos, apresentando quadro de crises dolorosas abdominais paroxísticas, realizou um perfil eletroforético para lipoproteínas. Seu resultado foi compatível com dislipidemia tipo I.
Com relação a essa dislipidemia, julgue os itens a seguir:
I. A lipoproteína VLDL é a que se apresenta mais elevada no perfil eletroforético desse paciente.
II. A principal causa deste tipo de dislipidemia apresentado no perfil eletroforético é uma deficiência na atividade da enzima lipoproteína-lipase.
III. O soro desse paciente deve estar se apresentando lipêmico e, após repouso em geladeira por 24 horas, tornar-se-á límpido, com uma camada de lipídios no sobrenadante.
IV. A apoproteína B encontra-se elevada nesse tipo de dislipidemia apresentada por esse paciente.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I, III e IV são verdadeiros.
  2. B) Apenas o item II é verdadeiro.
  3. C) Apenas os itens II e III são verdadeiros.
  4. D) Todos os itens são verdadeiros.
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Gabarito oficial: D

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Questão 15 · UEG · 2004 · SES-GO

O exame das fezes tem as seguintes finalidades: estudo das funções digestivas, dosagem da gordura fecal, pesquisa de sangue oculto, pesquisa de parasitas e coprocultura.
Sobre esse exame, considere os itens abaixo:
I. A pesquisa de sangue oculto nas fezes, mediante uma reação padronizada para evitar falso-positivo, quase sempre tem significação diagnóstica e denota ulceração em um ponto qualquer do tubo digestivo.
II. A pesquisa de sangue oculto nas fezes não necessita ser precedida de dieta rigorosa, já que esta normalmente não altera o resultado do exame.
III. O exame macroscópico das fezes não deve ser omitido, pois permitie eventualmente a verificação de tênias, áscaris, oxiúrus e necátor.
Assinale a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I e III são verdadeiros.
  2. B) Apenas os itens I e II são verdadeiros.
  3. C) Apenas os itens II e III são verdadeiros.
  4. D) Todas os itens são verdadeiros.
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Gabarito oficial: A

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Questão 16 · UEG · 2004 · SES-GO

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA JÁ É REALIDADE PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE SÍRIO-LIBANÊS TRANSMITE TELECONFERÊNCIA PARA 75 CIDADES NO BRASIL O HSL (Hospital Sírio-Libanês) lançou em abril reuniões multidisciplinares na área de enfermagem oncológica transmitidas via satélite para mais de 75 pontos do Brasil através da Conexão Médica, rede de telecomunicações que presta serviços às instituições de saúde. A cada encontro serão apresentados em média dois casos clínicos do cotidiano da área, comentados e discutidos de forma prática pelos principais profissionais de oncologia do país. Disponível em: http://www.corensp.org.br/revista/anteriores/maio_junho_02/14.htm

Em relação ao uso da informática como ferramenta de comunicação na área da saúde, julgue as proposições a seguir, marcando V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A teleconferência só é possível graças ao advento da internet, que é o único meio de comunicação disponível para a realização de tarefas de transmissão de dados, vídeo e voz.
( ) É possível para um médico, através de uma videoconferência, monitorar um procedimento cirúrgico realizado em um paciente que esteja em um hospital de outro país, podendo até mesmo receber informações e dados médicos sobre o paciente e participar de diálogos com os outros médicos.
( ) Modem significa modulador/demodulador e tem como principal função a conversão de dados do tipo digital para analógico e vice-versa, o que permite a transmissão de dados por meio de linhas telefônicas.
( ) Sem a utilização de um modem, não é possível conectar computadores a uma rede.
Marque a alternativa com a seqüência CORRETA:

  1. A) F – F – V – V
  2. B) V – V – V – V
  3. C) F – V – V – F
  4. D) V – F – F – F
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Gabarito oficial: C

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Questão 17 · UEG · 2004 · SES-GO

Entre os conceitos abaixo, identifique o que se aplica à classificação de auditoria especial ou extraordinária:

  1. A) Realizada para atender a apuração de denúncias, indícios de irregularidades, verificação de atividade específica para avaliação e exame de fatos em área e períodos determinados. Aqui se incluem os exames realizados por especialistas em determinadas áreas de atuação profissional, designados por autoridade competente, com emissão de laudo pericial.
  2. B) Realizada em caráter de rotina, é periódica, sistemática e previamente programada com vistas à análise e verificação de todas as fases específicas de uma atividade, ação ou serviço.
  3. C) Também chamada de 1ª fase: executada por auditores habilitados da própria organização com a finalidade de verificar o grau de aderência ao sistema. Consiste na avaliação contra requisitos e ajuda na solução. Empresa @ Empresa.
  4. D) Também chamada de 2ª fase: consiste na avaliação contra requisitos. Empresa @ Fornecedor.
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Gabarito oficial: A

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Questão 18 · UEG · 2004 · SES-GO

Sobre a Lei n. 8142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe sobre a participação da comunidade no Sistema Único de Saúde e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área de saúde, é CORRETO afirmar:

  1. A) Os Conselhos de Saúde são órgãos representativos, em caráter provisório, e deliberativos, em caráter permanente.
  2. B) Define as participações paritárias nos Conselhos Municipais de Saúde, criando as comissões intergestoras.
  3. C) Essa lei definiu procedimentos e instrumentos operacionais que visavam ampliar e aprimorar as condições de gestão dos SUS nas três esferas do governo.
  4. D) As Conferências de Saúde devem ser realizadas em cada esfera de governo, organizadas no mínimo a cada quatro anos e paritárias com os Conselhos de Saúde.
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Gabarito oficial: D

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Questão 19 · UEG · 2004 · SES-GO

As auditorias devem ser realizadas em três etapas:
I. 1ª etapa: planejamento, programação, preparação do check-list.
II. 2ª etapa: execução e emissão de relatório.
III. 3ª etapa: acompanhamento das ações saneadoras/corretivas propostas
Com base na seqüência descrita, marque a alternativa CORRETA:

  1. A) A seqüência está correta.
  2. B) Os itens I e II estão corretos.
  3. C) Nenhum item está correto.
  4. D) Apenas o item I está correto.
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Gabarito oficial: A

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Questão 20 · UEG · 2004 · SES-GO

De acordo com a filosofia de auditoria de gestão, seu objetivo principal é
I. a avaliação de indicadores não monetários.
II. o apoio no desenvolvimento e acompanhamento de sistemas que auxiliam o processo de tomada de decisões.
III. a participação da auditoria interna em todos os momentos empresariais, visando a total integração e conhecimento detalhado das atividades da empresa.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas as proposições I e II são verdadeiras.
  2. B) Apenas as proposições II e III são verdadeiras.
  3. C) Apenas as proposições I e III são verdadeiras.
  4. D) Todas as proposições são verdadeiras. Texto para as questões de 21 a 30. NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.
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Gabarito oficial: D

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Questão 21 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

Considere as proposições a seguir:
I. Pela estrutura do texto, é possível afirmar que, nos quatro primeiros parágrafos, o autor apresenta o fato noticiado no jornal; no 5º, 6º e 7º parágrafo, há um comentário do autor sobre esse fato e, na conclusão, 8º e 9º parágrafo, tal fato é reapresentado e confirmado.
II. O uso da repetição, embora desaconselhável em alguns casos de redação, produz, nessa crônica, um efeito estilístico, pois enfatiza a revolta do autor perante o fato narrado.
III. O aposto “especialista em homens que morrem de fome”, que explica a Delegacia da Mendicância, constitui uma ironia.
IV. O autor julga a insistência dos comerciantes em pedir providências às autoridades digna de louvor. Assinale a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas as alternativas I e III são verdadeiras.
  2. B) Apenas as alternativas II e IV são verdadeiras.
  3. C) As alternativas I, II e III são verdadeiras.
  4. D) As alternativas I, II e IV são verdadeiras.
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Gabarito oficial: C

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Questão 22 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

Na passagem “O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome”, o objetivo das explicações “um homem” e “morrer de fome”, que aparecem entre parênteses é, respectivamente,

  1. A) identificar o comissário de plantão como um homem, não como uma mulher, e lembrar ao leitor o assunto da notícia veiculada no jornal.
  2. B) mostrar que um homem não se sentiu responsável pela vida de seu semelhante e denunciar o fato de que “morrer de fome” não era mais que um “caso” para as autoridades.
  3. C) ressaltar que, embora fosse homem, o comissário de plantão foi omisso e reiterar a gravidade do caso ocorrido na rua.
  4. D) evidenciar o fato de o comissário de plantão ser da mesma espécie que aquele homem que morreu de fome e ironizar a falta de solidariedade do comissário de plantão.
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Gabarito oficial: B

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Questão 23 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

A idéia central do texto é

  1. A) a solidão que a cidade grande, representada pelo Rio de Janeiro, causa no homem.
  2. B) a ausência de solidariedade entre as pessoas.
  3. C) a pobreza e a fome, problemas sociais agravados numa metrópole.
  4. D) a indiferença de autoridades, de comerciantes e de outros homens em relação a um homem que morre de fome.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

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Questão 24 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

Dada a seguinte passagem “Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.”
Assinale a alternativa INCORRETA:

  1. A) A palavra “senão”, presente duas vezes no trecho, expressa idéia de exclusão.
  2. B) O vocábulo “escarmento” pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original que apresenta no texto, por “regozijo”.
  3. C) Na passagem “Louve-se a insistência dos comerciantes que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades”, a oração “que jamais morrerão de fome” é responsável por criar uma antítese entre a vida dos comerciantes e a vida do homem que morre de fome.
  4. D) No trecho “Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens”, o autor emite um juízo de valor, em linguagem emotiva, diante do fato narrado.
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Gabarito oficial: B

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Questão 25 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

Observe cada par de orações nos itens abaixo.
I. Um homem morre em pleno centro da cidade. Ninguém faz nada.
II. Um homem morreu de fome. Estava pobremente vestido.
III. O caso é da alçada do comissário? É da alçada da radiopatrulha?
IV. Os comerciantes jamais morrerão de fome. Não falta alimento para eles.
Se esses pares de orações fossem unidos em um só período, o conectivo adequado para estabelecer uma relação de coerência entre elas deveria ser, respectivamente,

  1. A) mas − e − ou − uma vez que
  2. B) mas − e − e − contudo
  3. C) e − pois − ou − pois
  4. D) e − mas − e − logo
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Gabarito oficial: A

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Questão 26 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

A respeito do uso de “pleno/plena” nas passagens “morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade” e “morreu de fome em plena rua” só NÃO se pode afirmar que

  1. A) reforça o absurdo de alguém morrer de fome no centro da cidade, numa rua cheia de “passantes”.
  2. B) enfatiza a revolta do autor em relação ao fato de muitas pessoas testemunharem a morte de um homem e não fazerem nada.
  3. C) teria sentido diferente se estivesse posposto a “centro da cidade” e “rua”, respectivamente.
  4. D) dá mais ênfase ao fato de um homem morrer de fome.
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Gabarito oficial: D

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Questão 27 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

Em relação ao gênero de texto, é INCORRETO afirmar que o autor vale-se de uma notícia para

  1. A) filtrá-la de acordo com seu ponto de vista.
  2. B) produzir uma crônica literária com caráter de denúncia social.
  3. C) descrever os fatos acontecidos, enriquecendo-os com detalhes.
  4. D) recriar o conteúdo noticiado, atribuindo-lhe uma função estética.
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Gabarito oficial: C

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Questão 28 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

No quarto parágrafo, no trecho “E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome”, as palavras que se referem aos “outros homens” são:

  1. A) seu, passantes, todos.
  2. B) seu, passantes, o.
  3. C) destino, passantes, todos.
  4. D) destino, que, o, todos.
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Gabarito oficial: A

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Questão 29 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

O trecho grifado no excerto: “O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome” pode, hipoteticamente, ser reescrito com vírgula: “especialista em homens, que morrem de fome”.
A propósito do sentido da frase nas duas situações – sem a vírgula e separada pela vírgula – é INCORRETO afirmar que

  1. A) sem a vírgula a frase expressa um atributo essencial de todos os seres humanos.
  2. B) separada pela vírgula, a frase teria valor de aposto, levando ao pressuposto de que todos os homens, inexoravelmente, morrem de fome.
  3. C) a presença da vírgula se justificaria pelo efeito enfático que produz na expressão que morrem de fome.
  4. D) sem a vírgula, a frase tem valor restritivo: apenas os homens que morrem de fome são responsabilidade da Delegacia da mendicância.
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Gabarito oficial: A

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Questão 30 · UEG · 2004 · SES-GO

NOTÍCIA DE JORNAL Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos dos comerciantes, uma ambulância do Pronto- Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia da Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa — não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Guanabara, um homem morreu de fome. Morreu de fome. SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 47-8.

No quarto parágrafo: “Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada?” Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome”, o personagem narrador

  1. A) mostra explicitamente que se opõe aos discursos daqueles que se omitiram, alegando que o socorro, ao homem que morreu de fome, na rua, era da alçada das instituições públicas.
  2. B) funde a sua voz às possíveis vozes dos omissos, a fim de ironizar as possíveis justificativas para sua omissão.
  3. C) utiliza-se do discurso indireto para acusar todos aqueles que, pela omissão, permitiram que um homem morresse de fome em pleno centro do Rio de Janeiro.
  4. D) isenta-se da culpa, dizendo que não faz parte dos passantes que delegaram às autoridades públicas a obrigação de evitar que um homem, depois de setenta e duas horas de inanição, morresse sem atendimento.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

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Questão 31 · UEG · 2004 · SES-GO

Em 1988, a Constituição Brasileira consagrou os princípios da Reforma Sanitária. Entre eles, o da participação da comunidade no Sistema Único de Saúde (SUS), incorporando novos atores sociais no cenário da saúde, que é fruto da descentralização e do controle social.
Em relação ao enunciado, considere os itens a seguir:
I. O colegiado do Sistema Único de Saúde (SUS), em âmbito federal, é composto por: Conselho Nacional de Saúde, Conselho Estadual de Saúde e Conselho Municipal de Saúde.
II. O colegiado , em âmbito estadual, é composto por: Comissão de Intergestores Bipartite, Secretaria Estadual de Saúde (SES), Conselho de Secretários de Saúde (COSEMS) e Conselho Estadual de Saúde (CES).
III. O colegiado do SUS, em âmbito federal, é composto por: Conselho Estadual de Saúde (CES), Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Saúde.
IV. O colegiado do SUS, em âmbito estadual, é composto por: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Comissão de Intergestores Tripartite, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).
V. O colegiado, em âmbito estadual, é composto por: Comissão de Intergestores Tripartite, Conselho Municipal de Saúde (CMS) e Secretaria Estadual de Saúde (SES).
VI. O colegiado do SUS, em âmbito Federal, é composto por: Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), Comissão de Intergestores Bipartite, Secretaria Estadual de Saúde (SES) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS).
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I, III e VI são verdadeiros.
  2. B) Apenas os itens I, II e IV são falsos.
  3. C) Apenas os itens II, III e V são verdadeiros.
  4. D) Apenas os itens IV, V e VI são falsos.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

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Questão 32 · UEG · 2004 · SES-GO

A Coordenação de Saúde da Comunidade foi transformada no Departamento de Atenção Básica (DAB), que tem como objetivo principal a organização da atenção básica no país, com a expansão e consolidação do programa saúde da família (PSF):
Em relação ao PSF, é CORRETO afirmar:
I. Família é o espaço nuclear da agregação das pessoas, inseridas em um contexto social, devendo ser objeto prioritário e de focalização da atenção à saúde.
II. É estratégia prioritária para a organização dos serviços de atenção básica nos sistemas municipais de saúde.
III. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos, sociais e espirituais, devendo ser planejada de acordo com as necessidades da coletividade.
IV. É o modelo assistencial da medicalização e da hospitalização adotado para fortalecer a asssistência à família.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I e IV são falsos.
  2. B) Apenas os itens I e II são verdadeiros.
  3. C) Apenas os itens II e III são falsos.
  4. D) Apenas os itens III e IV são verdadeiros.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

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Questão 33 · UEG · 2004 · SES-GO

A Norma Operacional Básica (NOB/96) do Sistema Único de Saúde, instrumento de regulação do SUS, explicita e dá conseqüência prática, em sua totalidade, aos princípios e às diretrizes do Sistema, consubstanciadas na Constituição Federal e nas Leis n. 8.080/90 e n. 8.142/90, favorecendo ainda mudanças essenciais no modelo de atenção à saúde no Brasil.
De acordo com o enunciado, relacione a segunda coluna à primeira:
Primeira coluna:
I. Gerência
II. Gestão
III. Norma Operacional Básica
IV. Atenção à saúde
V. Lei n. 8.142
VI. Conselho Estadual de Saúde (CES)
VII. Instâncias Colegiadas
VIII. Conferência de Saúde
IX. Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS)
X. Piso de Atenção Básica
Segunda coluna (de cima para baixo):
( ) Compõe a comissão de Intergestores Tripartite (CIT).
( ) A Conferência de Saúde e o Conselho de Saúde.
( ) É todo o conjunto de ações levadas a efeito pelo SUS, em todos os níveis de governo, para o atendimento das demandas pessoais e das exigências ambientais.
( ) É a atividade e a responsabilidade de dirigir um sistema de saúde, mediante o exercício de funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria.
( ) Consiste em um montante de recursos financeiros destinados ao custeio de procedimentos e ações de assistência básica, de responsabilidade tipicamente municipal.
( ) Reúne-se de quatro em quatro anos para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes.
( ) A administração de uma unidade ou órgão de saúde, que se caracteriza como prestador de serviços ao Sistema.
( ) Tem por finalidade primordial promover e consolidar o pleno exercício, por parte do poder público municipal e do Distrito Federal, da função de gestor da atenção à saúde dos seus munícipes.
( ) Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
( ) É a instância colegiada máxima, deliberativa sobre a política estadual de saúde.
Marque a alternativa com a seqüência CORRETA:

  1. A) VI – V – III – I – VIII – X – II – IV – VII – IX
  2. B) X – IX – V – VI – III – I – IV – II – VII – VIII
  3. C) III – IX – II – VII – V – X – I – IV – VI – VII
  4. D) IX – VII – IV – II – X – VIII – I – III – V – VI
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

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Questão 35 · UEG · 2004 · SES-GO

Segundo a Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS – SUS 01/2001), a habilitação dos municípios às diferentes condições de gestão significa a declaração dos compromissos assumidos por parte do gestor perante os outros gestores (esferas federal, estadual e municipal) e perante a população sob sua responsabilidade. De acordo com o exposto os municípios podem habilitar-se em duas condições.
Em relação ao enunciado, julgue a correspondência de cada item abaixo.
Tabela (CONDIÇÃO DE GESTÃO | RESPONSABILIDADES | REQUISITOS):
I. Gestão plena da atenção básica | Elaboração de programação municipal dos serviços básicos | Comprovar o funcionamento do Conselho Municipal de Saúde
II. Gestão plena do sistema municipal | Gerência de unidades ambulatoriais própria | Executar ações básicas de vigilância sanitária
III. Gestão avançada do sistema estadual | Reorganização das unidades ambulatoriais do estado ou da União | Comprovar capacidade para o desenvolvimento de ações de vigilância epidemiológica
IV. Gestão plena do sistema estadual | Transferência regular dos recursos referentes ao Teto Financeiro | Estimular as atividades de epidemiologia e controle das doenças
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas o item I é verdadeiro.
  2. B) Apenas o item II é verdadeiro.
  3. C) Apenas o item III é verdadeiro.
  4. D) Apenas o item IV é verdadeiro.
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Gabarito oficial: A

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Questão 36 · UEG · 2004 · SES-GO

No final de 1990, o Ministério da Saúde dispôs de recursos financeiros para que os municípios se incluíssem na Programação Pactuada Integrada (PPI), com a finalidade de

  1. A) desenvolver um modelo assistencial assistemático e informal de responsabilidade única do nível federal.
  2. B) que os problemas locais passassem a ter soluções locais, tendo como referência as relações entre as pessoas, não importando seu cargo ou nível social.
  3. C) transferir para nível estadual a assistência integral, os problemas de moradia, de habitação, renda, trabalho e lazer.
  4. D) promover um modelo assistencial a exemplo do nível federal, pactuando taxas de mortalidade, atendimento à gestante no plano hospitalar e diminuindo o atendimento ambulatorial.
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Gabarito oficial: B

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Questão 37 · UEG · 2004 · SES-GO

Os gestores do Sistema Único de Saúde são os representantes de cada esfera de governo, designados para o desenvolvimento das funções do Executivo na saúde. As funções gestoras podem ser definidas como um conjunto articulado de saberes e práticas de gestão necessário para a implementação de políticas na área da saúde, exercidas de forma coerente com os princípios do sistema público de saúde e da gestão pública.
Identificam-se grandes grupos de funções ou macrofunções gestoras, que são:

  1. A) Avaliação e prestação dos serviços de saúde privados e particulares e coordenação do atendimento em nível secundário e terciário.
  2. B) Formulação da política administrativa, financeira e social, coordenação dos serviços particulares e privados em nível de atendimento terciário.
  3. C) Administração de serviços e coordenação de serviços indiretos de saúde, avaliação do atendimento integral e do atendimento em nível terciário (reabilitação e recuperação).
  4. D) Formulação de políticas/planejamento, financiamento, coordenação, regulação, controle, avaliação do sistema e prestação direta de serviços de saúde.
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Gabarito oficial: D

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Questão 38 · UEG · 2004 · SES-GO

O SIAB é um Sistema de Informações sobre Ações Básicas, implantado em 1998, em substituição ao Sistema de Informação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (SIPACS). O Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) foi desenvolvido como instrumento gerencial dos sistemas locais de saúde, com base em informações obtidas pelos agentes e pelas equipes de saúde da família.
O SIAB armazena informações

  1. A) selecionadas e organizadas sobre a saúde, estudos globais de saúde, conselhos de saúde e a relação do percentual de cada procedimento.
  2. B) sobre cadastro de famílias, condições de moradia e saneamento, situação da saúde, dados de morbidade.
  3. C) sobre o controle da rede regionalizada e hierarquizada dos serviços ofertados pela iniciativa privada.
  4. D) sobre o Sistema de Alta Complexidade e sobre o sistema ambulatorial em que expõe a evolução dos gastos hospitalares por unidade da federação com recursos oriundos do nível federal.
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Gabarito oficial: B

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Questão 39 · UEG · 2004 · SES-GO

O Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) tem por objetivo

  1. A) o registro de informações para o nível federal da situação de saúde, alimentando o sistema político- administrativo (vigilância em saúde).
  2. B) o registro de processamento de dados dos atestados de óbito para alimentar o Sistema de Informação de Mortalidade e o processamento de dados para alimentar o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos.
  3. C) o registro e processamento dos dados sobre agravos de notificação em todo território nacional, fornecendo informações para análise do perfil da morbidade e contribuindo, dessa forma, para a tomada de decisão de âmbito municipal, estadual e federal.
  4. D) o registro e o processamento de dados do Sistema de Informação de Mortalidade, Sistema de Informação Nascido Vivo, Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) para detalhar, controlar, notificar, avaliar a qualidade de vida e de saúde pelos gestores, instâncias colegiadas e usuários.
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Gabarito oficial: C

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Questão 40 · UEG · 2004 · SES-GO

O artigo 35 da Lei n. 8.080/90 dispõe sobre o financiamento da saúde no orçamento fiscal de cada esfera de governo, estabelecendo critérios para a liberação de recursos.
A respeito desses critérios, julgue os itens abaixo:
I. Apresentação de dados no Conselho de Saúde para a elaboração do relatório de gastos por procedimento, consolidando um sistema de pagamento, que se torna referencial na Conferência de Saúde.
II. Critério demográfico, projetos de assistência integral resultantes da ação centralizada dos gestores e das distribuições das AIHs para o atendimento de Alta Complexidade.
III. Perfil demográfico da região, desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior.
IV. Perfil epidemiológico da população e características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área.
V. Perfil político-social da comunidade, participação da rede privada no orçamento e ressarcimento das AIHs com repasse para o usuário.
Marque a alternativa CORRETA:

  1. A) Apenas os itens I e III são falsos.
  2. B) Apenas os itens I, II e III são verdadeiros.
  3. C) Apenas os itens II, IV e V são falsos.
  4. D) Apenas os itens III e IV são verdadeiros.
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Gabarito oficial: D

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