Concurso Biomédico

Concurso Prefeitura de Edéia (GO) 2020 para Biomédico: prova, gabarito e o que caiu

Prova completa de Biomédico do concurso Prefeitura de Edéia (GO) (2020), banca ITAME: 36 questões com gabarito oficial, o que mais caiu e como estudar para o próximo.

O concurso Prefeitura de Edéia (GO) de 2020 teve prova para o cargo de Biomédico, organizada pela banca ITAME. A prova tinha 40 questões, das quais 2 foram anuladas. Abaixo estão todas as questões com o gabarito oficial.

O que caiu nas disciplinas específicas: Microbiologia (5), Fisiologia e Patologia Geral (2), Bioquímica Clínica (2), Hematologia (1), Imunologia (1), Urinálise e Líquidos Corporais (1). Os temas mais cobrados foram Micologia, Fisiologia endócrina, Meios de cultura, Hemoglobinopatias, Diagnóstico sorológico.

Disciplinas gerais: Língua Portuguesa (10), Raciocínio Lógico e Matemática (5), Legislação do SUS e Saúde Pública (5), Legislação Institucional (EBSERH/órgão) (3), Informática (2).

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Perguntas frequentes

Qual foi a banca do concurso Prefeitura de Edéia (GO) 2020 para Biomédico?

A banca foi ITAME. Temos 4 provas de Biomédico dessa banca no nosso banco.

Quantas questões teve a prova de Biomédico do concurso Prefeitura de Edéia (GO) 2020?

A prova teve 40 questões, 2 delas anuladas pela banca.

O que mais caiu na prova de Biomédico Prefeitura de Edéia (GO) 2020?

Nas específicas: Microbiologia (5), Fisiologia e Patologia Geral (2), Bioquímica Clínica (2), Hematologia (1). Temas mais cobrados: Micologia, Fisiologia endócrina, Meios de cultura.

Onde encontro a prova e o gabarito do concurso Prefeitura de Edéia (GO) 2020?

Nesta página estão todas as questões com o gabarito oficial. No app do Concurso Biomédico dá para resolver a prova, marcar as respostas e ver o desempenho.

Como estudar para o próximo concurso Prefeitura de Edéia (GO)?

Resolva esta e as outras provas da banca ITAME, comece pelas disciplinas que mais caem (Bioquímica Clínica, Microbiologia, Hematologia) e leia os comentários das questões que errar. Quando sair um novo edital, ele aparece na nossa página de concursos abertos.

Questões da prova com gabarito

Questão 1 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Qual é o tema principal do texto?

  1. A) Os sonhos.
  2. B) A Tabacaria.
  3. C) Os sentimentos.
  4. D) A aprendizagem.
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Gabarito oficial: A

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Questão 2 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Em conformidade com o texto, os milhões de quartos espalhados pelo mundo, metaforicamente, representam

  1. A) as inúmeras carruagens enfileiradas num momento de partida.
  2. B) as diversas pessoas que vivem distantes por todo o mundo.
  3. C) os milhares de indivíduos que projetam suas ideias e sonham como gênios.
  4. D) os quartos dos manicômios de indivíduos com problemas mentais.
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Gabarito oficial: B

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Questão 3 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Considerando o contexto, na quinta estrofe, o eu lírico predominantemente,

  1. A) agradece as oportunidades que foram oferecidas a ele e que mudaram a sua vida.
  2. B) descreve todos os seus pensamentos positivos mostrando que se tornou o que sonhava ser.
  3. C) explica o seu fracasso de vida atribuindo ao fato de nunca ter estabelecido objetivos para si mesmo.
  4. D) relata a sua marcante história de vida, lutas, sonhos, suas aspirações altas e conquistas realizadas.
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Gabarito oficial: C

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Questão 4 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

De acordo com o contexto, para os versos: “O mundo é para quem nasce para o conquistar” / “E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão”, a melhor interpretação é:

  1. A) o eu poético subestima quem sonha como ele e aprecia quem faz. Para ele, é melhor ter bons propósitos e praticá-los;
  2. B) o eu poético sobrestima os sonhadores e valoriza os corajosos. Para ele, é essencial ter inspiração e boas práticas;
  3. C) o eu lírico reverencia quem sonha como ele e deprecia quem realiza. Para ele, é importante planejar as ações;
  4. D) O eu lírico preza os sonhadores e supervaloriza os sonhos e as conquistas intrêmulas dos indivíduos que têm razão.
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Gabarito oficial: A

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Questão 5 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Considerando os aspectos de coesão e coerência, marque a alternativa em que as substituições, respectivamente, estejam em conformidade com os elementos destacados nos versos: “Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.” / “Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,” / “Ainda que não more nela...”

  1. A) as quais / Porém / quiçá / Mesmo que.
  2. B) em que / Entretanto / sem dúvida / assim que.
  3. C) nas quais / Mais / provavelmente / Posto que.
  4. D) quais / Todavia / possivelmente / Á medida que.
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Gabarito oficial: A

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Questão 6 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Nos versos: “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? “/ “Ser o que penso?” /Mas penso ser tanta coisa!”, o emprego insistente do ponto de interrogação e do ponto de exclamação criam um efeito de sentido. Nesse contexto, esses pontos foram usados para

  1. A) enfatizar a dúvida e a subjetividade do eu lírico.
  2. B) fazer indagações e reforçar a exclamação do eu lírico.
  3. C) perguntar e exclamar ao mesmo tempo que o eu lírico expõe sua incerteza.
  4. D) induzir o leitor a perceber que as interrogações de ordem direta levam ao sentimentalismo do eu lírico.
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Gabarito oficial: A

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Questão 7 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

TABACARIA Fernando Pessoa Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa, Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu, E a história não marcará, quem sabe?, nem um, Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora génios-para-si-mesmo sonhando? Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo, Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda, Ainda que não more nela; [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), E a realidade plausível cai de repente em cima de mim. [...] O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica. (O dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. (Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Atica, 1944-252)

Em “Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é...” Por que a palavra ninguém é acentuada?

  1. A) A palavra é acentuada por se tratar de uma proparoxítona.
  2. B) A palavra é acentuada por ser uma oxítona terminada “em”.
  3. C) A palavra é acentuada por ser uma dissílaba terminada em ditongo.
  4. D) A palavra é acentuada por ser uma paroxítona e, portanto, todas recebem acento gráfico.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

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Questão 8 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Qual é a Figura de Linguagem predominante nos versos de Carlos Queiroz Telles?
Que tarde!
Além do calor e da prova.
aquela minissaia
sentada bem ao meu lado!
Assim não há memória
que resista...

  1. A) Perífrase.
  2. B) Gradação.
  3. C) Hipérbole.
  4. D) Metonímia.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

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Questão 9 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque a alternativa em que a concordância verbal está correta, considerando o contexto das frases.

  1. A) O professor com o aluno montou o brinquedo.
  2. B) O governador e seus secretários traçou planos para o novo ano.
  3. C) Tanto a mãe quanto o pai ficara surpresos com a notícia.
  4. D) Novelas, filmes, boas conversas, nada o tiraram da concentração.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

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Questão 10 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Em Pra mim ir no supermercado. O nível de linguagem, é considerada:

  1. A) Gíria.
  2. B) Culta.
  3. C) Vulgar.
  4. D) Regional.
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Gabarito oficial: C

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Questão 12 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Dois advogados deverão analisar 45 processos, e resolveram dividir essa quantidade em partes inversamente proporcional ao respectivo tempo de trabalho de ambos na empresa. Se o primeiro que trabalha na empresa há 28 anos analisar 25 dos processos. Quantos anos de trabalho o segundo tem na empresa?

  1. A) 32
  2. B) 33
  3. C) 34
  4. D) 35
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Gabarito oficial: D

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Questão 13 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Uma escola de música oferece cinco cursos de instrumentos musicais. Sabe-se que cada professor dessa escola ministra aulas de exatamente dois instrumentos e que, para cada dois instrumentos, há um único professor que ministra aulas desses dois instrumentos. Então, o número de professores nessa escola é:

  1. A) 7
  2. B) 8
  3. C) 9
  4. D) 10
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Gabarito oficial: D

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Questão 14 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Ao longo de uma reunião ministerial, da qual participaram o presidente da República e alguns ministros, foram servidos 37 copos com água. Sabe-se que:
• todos os participantes da reunião sentaram-se em uma mesa circular;
• o primeiro a ser servido foi o presidente e, após ele, sucessivamente, todos os demais o foram, um a um, a partir da esquerda do presidente;
• a cada passagem da bandeja com os copos com água, todas as pessoas se serviram, cada qual de apenas um copo;
• coube o presidente ser servido do último copo da bandeja.
Considerando que as pessoas podem ter servido mais de um copo com água, o total de participantes dessa reunião ministerial poder ser:

  1. A) 15
  2. B) 18
  3. C) 21
  4. D) 24
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Gabarito oficial: B

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Questão 15 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Um carro de corrida leva 3 minutos para percorrer o trajeto da pista. Sendo assim, um carro que passou na velocidade média de 90% da velocidade do primeiro, percorra a mesma pista em:

  1. A) 3 minutos e 20 segundos
  2. B) 3 minutos e 25 segundos
  3. C) 3 minutos e 30 segundos
  4. D) 3 minutos e 35 segundos
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Gabarito oficial: A

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Questão 16 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque qual dessas micoses é classificada como profunda (sistêmica).

  1. A) Rinosporidiose.
  2. B) Paracaccidioidomicose.
  3. C) Candidíase.
  4. D) Zigomicose.
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Gabarito oficial: B

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Questão 17 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Assinale a micose classificada como oportunista.

  1. A) Pitiríase Versicolor.
  2. B) Piedra branca.
  3. C) Criptococose.
  4. D) Piedra Negra.
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Gabarito oficial: C

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Questão 18 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque, dentre os itens abaixo, o exame laboratorial mais adequado para o diagnóstico de anemia falciforme.

  1. A) Meio de cultura de agar – Agar.
  2. B) EAS.
  3. C) Prova da decantação.
  4. D) Eletroforese de hemoglobina.
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Gabarito oficial: D

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Questão 19 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

O exame sorológico de IgG e IgM serve para detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus. Marque a alternativa que indica que a pessoa nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou a vacina) e está susceptível a contraí-la.

  1. A) IgG negativo e IgM positivo.
  2. B) IgG negativo e IgM negativo.
  3. C) IgG positivo e IgM positivo.
  4. D) IgG positivo e IgM negativo.
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Gabarito oficial: B

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Questão 20 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Em relação ao exame de EAS, assinale o componente que deve apresentar ausente numa urina normal.

  1. A) PH
  2. B) Densidade
  3. C) Proteínas
  4. D) Células Epiteliais
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Gabarito oficial: C

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Questão 21 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Onde é produzido o Hormônio Luteinizante (LH)?

  1. A) Ovário
  2. B) Adrenal
  3. C) Hipófise
  4. D) Tireóide
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Gabarito oficial: C

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Questão 22 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Onde é produzido o hormônio progesterona?

  1. A) Ovário
  2. B) Adrenal
  3. C) Hipófise
  4. D) Tireóide
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Gabarito oficial: A

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Questão 23 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de bactéria gram – positiva.

  1. A) Salmonella
  2. B) Shigella
  3. C) Yersinia
  4. D) Staphylococcus aureus
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Gabarito oficial: D

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Questão 24 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque o meio de cultura usado para a determinação da (Concentração Inibitória Mínima ) MIC) de anti – microbianos para as bactérias aeróbicas.

  1. A) Caldo Verde Brilhante
  2. B) Extrato de Malte
  3. C) Ágar Mueller Hinton
  4. D) Agar Nutriente
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Gabarito oficial: C

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Questão 25 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque o meio de cultura utilizado para o cultivo de leveduras e bolores acidúricos. Cultivo de fungos, especialmente nos associados com infecções de pele.

  1. A) Ágar Sabouraud dextrose.
  2. B) Ágar muellerHinton.
  3. C) Caldo E C.
  4. D) Caldo Verde Brilhante.
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Gabarito oficial: A

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Questão 26 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Assinale qual lipoproteína é chamada de “colesterol bom”, porque se acredita que ela seja capaz de retirar ateromas das artérias.

  1. A) LDL
  2. B) HDL
  3. C) VLDL
  4. D) Triglicérides
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Gabarito oficial: B

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Questão 27 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Marque a alternativa que representa as substâncias orgânicas com atividade intra ou extracelular que tem funções catalisadoras.

  1. A) Ácidos nucléicos
  2. B) Carboidratos
  3. C) Lipídios
  4. D) Enzimas
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Gabarito oficial: D

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Questão 28 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Considerando os anos históricos da evolução das Políticas de Saúde no Brasil, assinale a alternativa correta

  1. A) 1983 – Criação do SUDS – Sistema Único Descentralizado de Saúde.
  2. B) 1986 – VIII Conferência Nacional de Saúde.
  3. C) 1978 – Criação do CONASP – Conselho Nacional de Administração da Saúde Previdenciária.
  4. D) 1988 – Edição das Leis Orgânicas de Saúde.
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Gabarito oficial: B

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Questão 29 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

A municipalização plena da saúde é uma estratégia adotada no Brasil, que reconhece o município como principal responsável pela saúde de sua população. Assim, “municipalizar” é transferir para as prefeituras a responsabilidade e os recursos necessários para exercer plenamente as funções de coordenação, negociação, planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria da saúde local, controlando os recursos financeiros, as ações e os serviços de saúde prestados em seu território. Diante do pressuposto, um de seus princípios é a:

  1. A) centralização
  2. B) diminuição da participação administrativa
  3. C) participação maciça das estatais
  4. D) descentralização
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Gabarito oficial: D

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Questão 30 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Em relação ao financiamento da saúde, é correto afirmar que:

  1. A) os percentuais de investimento financeiro dos municípios, estados e União no SUS são definidos atualmente pela Lei Complementar nº 243, de 13 de janeiro de 2016;
  2. B) municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no mínimo, 12% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde cabendo aos estados 10%;
  3. C) a Constituição Federal de 1988 determina que as três esferas de governo – federal, estadual e municipal – financiem o Sistema Único de Saúde (SUS), gerando receita necessária para custear as despesas com ações e serviços públicos de saúde;
  4. D) no caso da União, o montante aplicado deve corresponder ao valor empenhado no exercício financeiro de dois anos anteriores, acrescido do percentual relativo à variação do Produto Nacional Bruto (PNB) do ano antecedente ao da lei orçamentária anual.
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Gabarito oficial: C

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Questão 31 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Em relação ao Decreto 7508/201, assinale a alternativa correta.

  1. A) Regulamenta a Lei no 8.080, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação Interfederativa.
  2. B) Designa os membros da Comissão Organizadora da 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena
  3. C) Dispõe sobre a movimentação de recursos federais transferidos a Estados, Distrito Federal e Municípios.
  4. D) Dispõe sobre a organização, as atribuições e o processo eleitoral do Conselho Nacional de Saúde – CNS.
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Gabarito oficial: A

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Questão 32 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Considerando a Norma Operacional da Assistência à Saúde, é correto afirmar.

  1. A) A presente norma resulta do incontínuo movimento de pactuação entre os dois níveis de gestão, visando o aprimoramento do Sistema Único de Saúde.
  2. B) Estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca de maior equidade.
  3. C) Ao definir alguns conceitos chaves, define Município-sede como representante da base territorial mínima a ser submetida à aprovação do Ministério da Saúde e Comissão Intergestores Tripartite para qualificação na assistência à saúde.
  4. D) A Atenção de Média Complexidade (MC) compreende um conjunto de ações e serviços ambulatoriais que visam atender todos os problemas de saúde da população.
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Gabarito oficial: B

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Questão 33 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Sobre as Vantagens Pecuniárias estabelecidas no Estatuto dos Servidores Públicos de Edéia, além dos vencimentos poderá ser pago ao servidor
(I) incentivo funcional.
(II) especial de localidade por atividades penosas, insalubres ou perigosas e o adicional noturno, na proporção de até 40% (quarenta por cento) sobre o vencimento.
(III) progressão horizontal.
(IV) adicional de tempo de serviço.

  1. A) os itens I, II, III e IV estão corretos
  2. B) apenas os itens II, III e IV estão corretos
  3. C) apenas os itens I, II, e IV estão corretos
  4. D) apenas os itens I, III e IV estão corretos
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Gabarito oficial: D

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Questão 34 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos de Edéia, o servidor gozará trinta dias consecutivos de férias por ano, concedidas de acordo com a escala organizada pela chefia imediata. Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo e assinale V se (verdadeiro) e F para (falso)
(__) É proibida a acumulação de férias, salvo por imperiosa necessidade do serviço e pelo máximo de dois períodos, atestada a necessidade pelo chefe imediato do servidor.
(__) Em caso de verdadeira necessidade do serviço ou em se tratando de interesse do servidor, o gozo das férias poderá ser fracionada, desde que o período não seja inferior a 10 (dez) dias consecutivos.
(__) A escala de férias não poderá ser alterada pela autoridade superior.
(__) O servidor poderá converter 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário, desde que o requeira com pelo menos 30 (trinta) dias de antecedência e que haja interesse do Chefe do respectivo Poder.
(__) Perderá o direito de férias o servidor que no período aquisitivo, houver gozado licença-prêmio por assiduidade.

  1. A) VVFVF
  2. B) VFVVF
  3. C) FFVVV
  4. D) FVFFV
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Gabarito oficial: A

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Questão 35 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Com base na Lei Orgânica Municipal de Edéia, analise as proposições a seguir
(I) os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis somente a brasileiros, desde que estes, preencham os requisitos estabelecidos em lei.
(II) as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
(III) não é permitido ao servidor público civil participar de associação sindical.
(IV) é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.

  1. A) todas as afirmativas estão corretas
  2. B) apenas uma afirmativa está correta
  3. C) apenas uma afirmativa está incorreta
  4. D) apenas duas afirmativas estão corretas
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Gabarito oficial: D

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Questão 38 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

Atualmente a Câmara norte-americana e a maioria do partido democrata aprovaram o impeachment do presidente Donald Trump. De acordo com as leis americanas, o processo tem que passar pelas duas casas: Câmara e Senado. Ao analisar esse contexto democrático, percebe-se que a democracia moderna toma como base:

  1. A) democracia brasileira
  2. B) democracia ateniense
  3. C) democracia estadunidense
  4. D) democracia romana
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Gabarito oficial: B

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Questão 39 · ITAME · 2020 · Prefeitura de Edéia (GO)

A palavra terrorismo têm vários significados ao longo da História. Laqueur, por exemplo, considera que, pelo terrorismo ser um fenômeno histórico, do qual existem inúmeras formas e definições, apenas pode-se dizer dele que é: "[…] o uso da violência por parte de um grupo para fins políticos, normalmente dirigido contra um governo, mas por vezes contra outro grupo étnico, classe, raça, religião ou movimento político. Qualquer tentativa de ser mais específico está voltada ao fracasso, pela simples razão de que não há um, mas muitos terrorismos diferentes" (LAQUEUR, 1999, p. 46). Sobre terrorismo, analise os itens abaixo e escolha a alternativa correta.
I- O Dicionário de Política, que foi organizado por Bobbio, Matteuci e Parquino, traz a abordagem de Bonanate, que discute o terrorismo político como “instrumento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio de terror” (BONANATE, 1986, p. 242)
II- Embora o terrorismo apresenta-se sob a forma ampliada a uma escala global e promova-se o discurso de que todas as nações estejam sujeitas à "irracionalidade terrorista", determinados países continuam a ter mais probabilidades de sofrer atentados terroristas do que outros, a determinação advém da geopolítica global que se vai construindo. IIICom a globalização, o terrorismo adquire o contorno da territorialidade, vinculando a identidade daquela região, esse terrorismo é conhecido com “terrorismo transnacional”. (NYE JR. 2005, p. 229)

  1. A) Todas as alternativas estão incorretas
  2. B) Apenas uma alternativa é verdadeira
  3. C) Apenas duas alternativas são verdadeiras
  4. D) Todas as alternativas estão corretas
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Gabarito oficial: C

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