Concurso Biomédico

Concurso EBSERH (HUJB-UFCG) 2017 para Biomédico: prova, gabarito e o que caiu

Prova completa de Biomédico do concurso EBSERH (HUJB-UFCG) (2017), banca AOCP: 50 questões com gabarito oficial, o que mais caiu e como estudar para o próximo.

O concurso EBSERH (HUJB-UFCG) de 2017 teve prova para o cargo de Biomédico, organizada pela banca AOCP. A prova tinha 50 questões. Abaixo estão todas as questões com o gabarito oficial e 3 já com comentário.

O que caiu nas disciplinas específicas: Hematologia (7), Microbiologia (5), Bioquímica Clínica (5), Imunologia (3), Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (1), Parasitologia (1), Fisiologia e Patologia Geral (1). Os temas mais cobrados foram Micologia, Eritropoese, Eritrograma, VHS, Água reagente para laboratório.

Disciplinas gerais: Língua Portuguesa (10), Raciocínio Lógico e Matemática (5), Legislação Institucional (EBSERH/órgão) (5), Legislação do SUS e Saúde Pública (5).

Resolver esta prova no app (grátis) Tudo sobre o concurso EBSERH

Perguntas frequentes

Qual foi a banca do concurso EBSERH (HUJB-UFCG) 2017 para Biomédico?

A banca foi AOCP. Temos 18 provas de Biomédico dessa banca no nosso banco.

Quantas questões teve a prova de Biomédico do concurso EBSERH (HUJB-UFCG) 2017?

A prova teve 50 questões.

O que mais caiu na prova de Biomédico EBSERH (HUJB-UFCG) 2017?

Nas específicas: Hematologia (7), Microbiologia (5), Bioquímica Clínica (5), Imunologia (3). Temas mais cobrados: Micologia, Eritropoese, Eritrograma.

Onde encontro a prova e o gabarito do concurso EBSERH (HUJB-UFCG) 2017?

Nesta página estão todas as questões com o gabarito oficial. No app do Concurso Biomédico dá para resolver a prova, marcar as respostas e ver o desempenho.

Como estudar para o próximo concurso EBSERH (HUJB-UFCG)?

Resolva esta e as outras provas da banca AOCP, comece pelas disciplinas que mais caem (Bioquímica Clínica, Microbiologia, Hematologia) e leia os comentários das questões que errar. Quando sair um novo edital, ele aparece na nossa página de concursos abertos.

Questões da prova com gabarito

Questão 1 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

No texto apresentado, evidencia-se que

  1. A) como a arte não se constitui enquanto um critério de separação em relação a uma moral boa e uma ruim, é correto o posicionamento defendido pelo decreto emitido na França em 1792 que impunha a destruição de monumentos construídos sobre ideais moralmente ruins.
  2. B) a beleza humana não constitui uma garantia de moral, o que se comprova facilmente pelos inúmeros exemplos de vandalismos e tiranias praticadas por pessoas que foram consideradas esteticamente belas, como é o caso de Hitler.
  3. C) apesar de a arte e a beleza não constituírem uma garantia de moral é possível por meio dos gostos estéticos opostos separar pessoas constituídas de concepções morais diferentes.
  4. D) a arte e a beleza que não constituem uma garantia de moral são aquelas expressas apenas em obras pictóricas, como no quadro “A Ilha dos Mortos” e nas pinturas de Hitler.
  5. E) a arte não se constitui enquanto um critério de separação em relação a uma moral boa ou ruim. Por esse motivo, ao legado artístico que recebemos historicamente, podem estar atreladas condutas de orgulho, preconceito e tirania.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 2 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Considerando as informações contidas no texto, é correto afirmar que pela expressão “vandalismo revolucionário” compreende-se

  1. A) o movimento que, inicialmente, consistia em jogar ao mar os restos artísticos do passado que tornam o navio menos estável e que poderiam causar seu naufrágio.
  2. B) o movimento isolado de devastação de monumentos históricos chineses pelos guardas vermelhos durante a Revolução cultural.
  3. C) o movimento, iniciado na França durante a Revolução, que preferia destruir monumentos cuja origem estivesse atrelada a orgulho, preconceito e tirania a expor sua visão ao povo francês.
  4. D) o movimento específico de destruição dos Budas de Bamiyan, dos séculos 4 e 5, e de destruição dos restos do Templo de Bel, de quase 2.000 anos, praticados, respectivamente pelo Talibã e pelo estado Islâmico.
  5. E) todo ato de destruição ocasionado por movimentos terroristas com objetivo de demolir símbolos de uma cultura considerada inimiga.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 3 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

A expressão “Essa proximidade com Hitler [...]” e o advérbio destacado no trecho “A cada vez que volto para _lá_ [...]” referem-se, respectivamente,

  1. A) ao fato de o autor do texto compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, com Hitler e à Accademia em Veneza.
  2. B) ao fato de o autor do texto gostar das aquarelas que foram pintadas por Hitler, uma vez que elas evocam um sentimento trágico, e ao Museu do Louvre.
  3. C) ao fato de Hitler e Freud compartilharem o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, uma vez que o primeiro tinha em sua coleção particular uma versão do quadro e o segundo chegou a sonhar com ele e à Accademia em Veneza.
  4. D) ao fato de o autor do texto, assim como Freud, também sonhar com a obra “A ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, cuja a melhor versão pertenceu a Hitler e ao Museu do Louvre.
  5. E) ao fato de o autor do texto, além compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, com Hitler, ter comprado uma aquarela do líder nazista oferecida por um jovem artista em Viena e à Accademia em Veneza.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 4 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Em relação às palavras “feiura”, “admissível”, “complexidade” e “ideológica” , retiradas do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta divisão silábica delas.

  1. A) fei.u.ra – ad.mi.ssí.vel – com.plex.i.da.de – i.de.o.ló.gi.ca.
  2. B) fe.iu.ra – ad.mis.sí.vel – com.ple.xi.da.de – i.de.o.ló.gi.ca.
  3. C) fei.u.ra – ad.mi.ssí.vel – com.ple.xi.da.de – i.deo. ló.gi.ca.
  4. D) fei.u.ra – ad.mis.sí.vel – com.ple.xi.da.de – i.de.o.ló.gi.ca.
  5. E) fe.iu.ra – ad.mis.sí.vel – com.plex.i.da.de – i.deo. ló.gica.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 5 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

A acentuação das palavras “artístico”, “admissível” e “alguém”, retiradas do texto, justifica-se, respectivamente, conforme as regras de acentuação das palavras da língua portuguesa, pois

  1. A) marcam-se com acento agudo todas as palavras proparoxítonas, com acento agudo as palavras paroxítonas cuja sílaba tônica tenha as vogais i e a e com acento agudo as palavras oxítonas terminadas em em.
  2. B) marca-se com acento agudo a vogal i da sílaba tônica das palavras proparoxítonas, com acento agudo a vogal i das palavras paroxítonas terminadas em l e com acento agudo a vogal e da terminação em das palavras oxítonas.
  3. C) marcam-se com acento agudo as palavras paroxítonas cuja sílaba tônica tenha a vogal i, com acento agudo a vogal da sílaba tônica das palavras proparoxítonas terminadas em l e todas as palavras oxítonas que tenham a vogal e na última sílaba.
  4. D) marcam-se com acento agudo as vogais i e e das palavras em língua portuguesa sempre que elas estiverem na sílaba tônica, independentemente de tratar-se de uma proparoxítona, paroxítona ou oxítona.
  5. E) marcam-se com acento agudo a vogal i das palavras proparoxítonas que não sejam terminadas em ditongo, com acento agudo as palavras paroxítonas que têm na penúltima sílaba a vogal i seguida das consoantes v ou f, como em hífen, e com acento agudo as oxítonas terminadas em em ou ens.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 6 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Nos trechos “Os guardas _vermelhos_ da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da _China_.”, “_Sentado_ no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os _contêineres_ que ele carrega [...]” e “Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de _produzir_ menos _feiura_?”, em relação às palavras em destaque, é correto afirmar que

  1. A) há ditongo em contêineres e feiura, há encontro consonantal em vermelhos, China e sentado e há dígrafo em produzir.
  2. B) há ditongo crescente em contêineres e feiura, dígrafo em vermelhos e China e encontro consonantal em sentado e produzir.
  3. C) há ditongo decrescente em contêineres, dígrafo em vermelhos, China e sentado, encontro consonantal em produzir e hiato em feiura.
  4. D) há hiato em contêineres e feiura, dígrafo em vermelhos, China e produzir e encontro consonantal em sentado.
  5. E) há tritongo em feiura, ditongo decrescente em contêineres, dígrafo em vermelhos, China e encontro consonantal em sentado e produzir.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 7 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Em relação aos termos destacados no seguinte excerto, retirado do texto, “Tudo dito _belamente_: talvez o _belo_ artístico surja _quando_ alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de ‘Mona Lisa.’”, é correto afirmar que, nesse contexto,

  1. A) tanto belamente quanto quando pertencem a classes de palavras que não possuem flexão de gênero ou número e belo trata-se de um substantivo.
  2. B) belamente é um advérbio de modo, quando uma conjunção temporal e belo um adjetivo.
  3. C) belamente é um substantivo, quando é uma palavra invariável e belo está no masculino singular.
  4. D) tanto belamente quanto belo são adjetivos qualificadores e quando é uma conjunção temporal.
  5. E) tanto quando quanto belo estão flexionados no masculino singular e belamente pertence a uma classe de palavras invariáveis.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 8 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Assinale a alternativa correta acerca dos excertos retirados do texto e comentados a seguir.

  1. A) Em relação ao trecho “Sentado no escuro do cinema, penso que nós não _somos_ o navio, _somos_ os contêineres que ele carrega [...]”, os verbos destacados estão conjugados na primeira pessoa do plural e são complementados por objetos diretos, respectivamente, o navio e os contêineres.
  2. B) Em relação ao trecho “Os nazistas _queimavam_ a ‘arte degenerada’, _mas_ só da boca para fora.” o verbo destacado está no plural, pois concorda com um sujeito composto e o mas trata-se de uma conjunção adversativa.
  3. C) Em relação ao trecho “_Para_ Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. _Para_ mim, sempre foi a Accademia, em Veneza.”, ambos os termos destacados tratam-se de conjunções que introduzem uma noção de finalidade.
  4. D) Em relação ao trecho “[...] _há_, _nelas_, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue.”, o verbo destacado não possui sujeito e nelas trata-se de uma contração entre a preposição em e o pronome pessoal elas e indica uma noção de posição.
  5. E) Em relação ao trecho “Pintado em 1508, ‘A Tempestade’ _inaugura_ dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história.”, o verbo destacado deveria estar conjugado no plural para concordar com a expressão “dois séculos”, fato que pode ser comprovado pela transformação para a voz passiva, assim, “dois séculos são inaugurados por ‘A Tempestade’”.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 9 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Em relação às afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.

  1. A) Em “[...] _se_ preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre.”, o pronome destacado evidencia um sujeito indeterminado.
  2. B) Em “Os guardas vermelhos da Revolução Cultural _devastaram_ os monumentos históricos da China.”, o verbo destacado é transitivo direto e indireto, por isso recebe tanto complemento de objeto direto quanto de objeto indireto.
  3. C) Em “Os vândalos _dirão que_ a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral.”, os termos destacados são, respectivamente, verbo bitransitivo e pronome relativo.
  4. D) Em “É _uma pena_ a arte não ser _um critério moral_.”, as expressões destacadas são, respectivamente, complemento de objeto direto e predicativo do sujeito.
  5. E) Em “A beleza e a arte não _constituem_ nenhuma garantia moral”, há um sujeito composto que justifica o verbo transitivo direto, em destaque, estar no plural.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 10 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL Contardo Calligaris Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mundo. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, seremos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar para evitar o naufrágio? Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua. Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos históricos da China. O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Estado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre. Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica. Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”. Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais? Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois garante nada. Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua coleção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a sonhar com ele). Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios austeros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse oferecida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue. É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que desprezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito. Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficialmente proibidos. Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accademia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietante. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais tétrico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora. É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva. Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml

Em relação aos pronomes destacados em “[...] a Assembleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão de ‘monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania’ – melhor seria destruí-_los_.” e em “Será que é possível apreciá-_la_ sem riscos morais?”, é correto afirmar que

  1. A) ambos estão em posição proclítica.
  2. B) ambos referenciam o objeto direto do verbo ao qual se anexam.
  3. C) poderiam ser substituídos, respectivamente, por lhes e lhe.
  4. D) ambos referenciam o objeto indireto do verbo ao qual se anexam.
  5. E) ambos poderiam ser retirados do texto sem prejuízos sintáticos e para a compreensão deste.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 11 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Do ponto de vista lógico, a palavra que completa a sequência (PACATA, PERENE, PIRIRI, _____, PURUCU) é

  1. A) POCOTO.
  2. B) PINHATA.
  3. C) POLENTA.
  4. D) PEDAÇO.
  5. E) PARANÁ.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 12 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Um grupo com 360 pessoas disputava um campeonato. Sabe-se que, na primeira fase, foram eliminados dois terços do total de competidores. Na segunda fase, foram eliminados três quartos dos remanescentes. Após a terceira fase, apenas um décimo dos que ainda disputavam passaram de fase. Assim, após a terceira fase, ainda restam

  1. A) 2.
  2. B) 3.
  3. C) 4.
  4. D) 5.
  5. E) 6.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 13 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Em uma estação de metrô, 20% dos passageiros embarcam no sentido centro e os 4500 restantes embarcam em outros sentidos. O total de passageiros citados é

  1. A) 5000.
  2. B) 5200.
  3. C) 5500.
  4. D) 5625.
  5. E) 5700.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 14 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Se a proposição “João é mais velho que Paulo” é falsa, então podemos afirmar com certeza que

  1. A) “João é mais novo que Paulo”.
  2. B) “João tem a mesma idade que Paulo”.
  3. C) “Paulo é mais velho que João”.
  4. D) “Paulo é mais novo que João”.
  5. E) “João não é mais velho que Paulo”.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 15 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Em um truque de mágica, sabe-se que: se o número der certo, o ilusionista aparecerá livre das correntes. Se o truque der errado, o ilusionista corre sério perigo. Caso o ilusionista corra sério perigo, os bombeiros devem, obrigatoriamente, invadir o palco. Se os bombeiros invadirem o palco, o público se assustará. Caso o público se assuste, o número será censurado. Ora, sabemos que os bombeiros não invadiram o palco, então, certamente,

  1. A) o truque não foi realizado.
  2. B) o ilusionista corre sério perigo.
  3. C) o ilusionista apareceu livre das correntes.
  4. D) o público se assustou.
  5. E) o número foi censurado.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 16 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com o Regimento Interno da EBSERH, estabelecer estratégias com o objetivo de avaliar a legalidade e acompanhar os resultados da gestão orçamentária, financeira, patrimonial e de recursos humanos da Sede e filiais compete

  1. A) ao Conselho de Gestão Orçamentária.
  2. B) ao Conselho Fiscal.
  3. C) à Direção Executiva.
  4. D) ao Conselho Consultivo.
  5. E) à Auditoria Interna.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 17 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Segundo o disposto no Regimento Interno da EBSERH, é competência da Diretoria Executiva

  1. A) analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais demonstrações financeiras, elaboradas periodicamente pela EBSERH.
  2. B) autorizar a aquisição, alienação e oneração de bens móveis, exceto valores mobiliários.
  3. C) propor linhas de ação, programas, estudos, projetos, formas de atuação ou outras medidas, para que a EBSERH atinja os objetivos para os quais foi criada.
  4. D) definir estratégias para a execução de ações de controle nas entidades públicas e privadas contratadas pela Sede e filiais.
  5. E) opinar sobre a modificação do capital social, orçamento, planos de investimento, transformação, incorporação, fusão ou cisão.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 18 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com o estabelecido no Regimento Interno da EBSERH, constitui um órgão diretamente vinculado à Diretoria Vice-Presidência Executiva a

  1. A) Coordenadoria de Gestão Estratégica.
  2. B) Assessoria Técnica-Parlamentar.
  3. C) Coordenadoria de Formação Profissional.
  4. D) Ouvidoria-Geral.
  5. E) Coordenadoria de Pesquisa e Inovação Tecnológica.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 19 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Em relação à personalidade jurídica, à vinculação e ao prazo de duração da EBSERH, assinale a alternativa correta de acordo com o que estabelece a Lei 12.550/2011.

  1. A) Tem personalidade jurídica de direito privado, é vinculada ao Ministério da Saúde e tem prazo de duração de 20 anos.
  2. B) Tem personalidade jurídica de direito público, é vinculada ao Ministério da Educação e tem prazo de duração indeterminado.
  3. C) Tem personalidade jurídica de direito privado, é vinculada ao Ministério da Educação e tem prazo de duração indeterminado.
  4. D) Tem personalidade jurídica de direito público, é vinculada ao Ministério da Saúde e tem prazo de duração de 20 anos.
  5. E) Tem personalidade jurídica de direito privado, é vinculada ao Ministério da Saúde e tem prazo de duração indeterminado.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 20 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com o que estabelece o Decreto 7.661/2011, o órgão de orientação superior da EBSERH, composto por nove membros, nomeados pelo Ministro de Estado da Educação, é

  1. A) a Diretoria Executiva.
  2. B) o Conselho Fiscal.
  3. C) a Auditoria Interna.
  4. D) a Presidência.
  5. E) o Conselho de Administração.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 21 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com a quarta diretriz da resolução n° 453/2012, assinale a alternativa correta sobre a estrutura e o funcionamento dos conselhos de saúde.

  1. A) O Conselho de Saúde contará com uma secretaria-executiva coordenada por pessoa preparada para a função, para o suporte técnico, administrativo e jurídico, subordinada ao Presidente da República, que definirá sua estrutura e dimensão.
  2. B) Qualquer alteração na organização dos Conselhos de Saúde preservará o que está garantido em lei e deve ser proposta pelo próprio Conselho e votada em reunião plenária, com quórum qualificado, para depois ser alterada em seu Regimento Interno e homologada pelo gestor da esfera correspondente.
  3. C) A cada bimestre, deverá constar dos itens da pauta o pronunciamento do gestor, das respectivas esferas de governo, para que faça a prestação de contas, em relatório genérico, sobre andamento do plano de saúde, agenda da saúde pactuada, relatório de gestão, dados sobre o montante e a forma de aplicação dos recursos, as auditorias iniciadas e concluídas no período, bem como a produção e a oferta de serviços na rede assistencial própria, contratada ou conveniada, de acordo com o art. 12 da Lei n° 8.689/93 e com a Lei Complementar n° 141/2012.
  4. D) Acompanha e controla a atuação do setor privado credenciado mediante licitação na área de saúde, no entanto é vedado ao conselho da saúde aprovar a proposta orçamentária anual da saúde, competência do Ministro da Saúde.
  5. E) O conselho de Saúde não decidirá sobre o seu orçamento, pois não é dotado de autonomia.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 22 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com decreto presidencial n° 7508/2011, assinale a alternativa correta sobre as Comissões Intergestores em relação a sua organização e ao funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde.

  1. A) A CIT, no âmbito do Estado, está vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para efeitos administrativos e operacionais.
  2. B) A CIB, no âmbito da União, está vinculada ao Ministério da Saúde para efeitos administrativos e operacionais.
  3. C) A Comissão Intergestores Regional - CIR, no âmbito regional, está vinculada à Secretaria Municipal de Saúde para efeitos administrativos e operacionais, devendo observar as diretrizes do CIT.
  4. D) No CIT e no CIB, os gestores públicos de saúde não poderão ser representados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS, pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS e pelo Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde – COSEMS, com exceção do CIR que poderá ser representado pelos conselhos citados.
  5. E) As Comissões Intergestores pactuarão aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS, de acordo com a definição da política de saúde dos entes federativos, consubstanciada nos seus planos de saúde, aprovados pelos respectivos conselhos de saúde.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 23 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. De acordo com a Constituição Federal de 1988, compete ao Poder Público organizar a seguridade social com base no(s) seguinte(s) objetivo(s):

  1. A) pluralidade e distinção dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais.
  2. B) igualdade na forma de participação no custeio.
  3. C) redutibilidade do valor dos benefícios, quando necessário, respeitando a reserva do possível.
  4. D) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.
  5. E) caráter discricionário e centralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 24 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com a Lei 8080/90, no que se refere à organização e direção da gestão do Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. A) Deverão ser criadas Comissões Provisórias de integração entre os serviços de saúde e as instituições de ensino profissional e superior. Cada uma dessas comissões terá por finalidade propor e executar, em todos os entes federativos, métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições.
  2. B) As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
  3. C) A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por objetivo definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito da organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante à sua governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes federados.
  4. D) A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por objetivo fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre os entes federados.
  5. E) O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União por meio do Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas institucionais, podendo ainda celebrar convênios com a União.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 25 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

De acordo com a Lei 8080/90, no que se refere à competência do Sistema Único de saúde, é correto afirmar que

  1. A) à direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) compete formar consórcios administrativos intermunicipais.
  2. B) à direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios.
  3. C) à direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) compete elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde.
  4. D) à direção municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) compete estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo o Território Nacional em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal.
  5. E) à direção municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) compete normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 26 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

O hemograma é composto de vários parâmetros, dentre eles há os índices hematimétricos que são

  1. A) índices que avaliam indiretamente os eritrócitos quanto ao volume e ao conteúdo da hemoglobina.
  2. B) índices que avaliam as características das plaquetas.
  3. C) índices que avaliam apenas o RDW e a série branca do sangue.
  4. D) índices que avaliam indiretamente os leucócitos quanto a sua característica e granulação.
  5. E) índices que avaliam a série branca e vermelha, gerando uma proporção entre elas.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 27 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

VHS (Velocidade de Hemossedimentação) é um exame muito solicitado por médicos para determinar se o paciente

  1. A) está com alguma infecção na corrente sanguínea, sendo de alta especificidade e baixa sensibilidade.
  2. B) apresenta início de infarto, indicando especificamente enzimas presentes na região do miocárdio.
  3. C) está com processo de metástase.
  4. D) está com alguma bactéria em sua corrente sanguínea.
  5. E) está com alguma inflamação ou doença inflamatória. Porém é um exame de alta sensibilidade e baixa especificidade.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 28 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Quando associado a infecções superficiais e caracterização macroscópica de fungo filamentoso (colônia gigante), qual ágar é responsável pelo cultivo de espécies de Cândida e fungos filamentosos?

  1. A) Ágar Chocolate.
  2. B) Ágar Saboraud.
  3. C) Ágar Löwenstein-Jensen.
  4. D) Ágar MacConkey.
  5. E) Ágar Thayer-Martin Chocolate.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 29 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A água deionizada passa por um tratamento que neutraliza sua carga elétrica por meio da adição ou remoção de elétrons. O permanganato de potássio é utilizado no controle de qualidade da água

  1. A) para mostrar se há silicatos ou não, após o processo de purificação pelo deionizador.
  2. B) para dosar a condutividade da água, após o processo de purificação pelo deionizador.
  3. C) para verificar o PH da água, após o processo de purificação pelo deionizador.
  4. D) para mostrar se há presença de substâncias orgânicas, após o processo de purificação pelo deionizador.
  5. E) para mostrar se há crescimento de microrganismos, após o processo de purificação pelo deionizador.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 30 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Bactérias são microrganismos capazes de transmitir várias doenças. Entre elas, a tuberculose causada por

  1. A) Mycobacterium tuberculosis.
  2. B) Streptococcus tuberculosis.
  3. C) Corynebacterium tuberculosis.
  4. D) Neisseria tuberculosis.
  5. E) Staphilococcus tuberculosis.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 31 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Foi admitida, no pronto-socorro de um hospital, uma mulher de 80 anos com história de parestesias em membros inferiores, piora cognitiva progressiva e queda do estado geral. Na admissão, apresentava-se em regular estado geral, descorada, hiporresponsiva e confusa. Nos exames laboratoriais, apresentava HB de 8,4 g/dL, VCM de 110 fl, vitamina B12 diminuída (182 pg/mL) e TSH normal. Dado o diagnóstico principal de Anemia Perniciosa, iniciou-se doses de vitamina B12. Qual é a definição para Anemia Perniciosa?

  1. A) As células vermelhas do sangue assumem o formato de foice, as células morrem prematuramente causando uma falta de glóbulos vermelhos saudáveis (anemias), podendo obstruir o fluxo sanguíneo e causando dor.
  2. B) Quantidade insuficiente de glóbulos vermelhos saudáveis, devido ao baixo nível de ferro no corpo.
  3. C) Diminuição dos glóbulos vermelhos que se tornam grandes, imaturos e disfuncionais na medula óssea e também há presença de neutrófilos hipersegmentados.
  4. D) Diminuição dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e funcionamento inadequado do sistema imunológico, podendo causar deficiência de cálcio e vitamina D.
  5. E) Diminuição dos glóbulos vermelhos quando o corpo não consegue absorver quantidades suficientes de vitamina B12.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 32 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Os microscópios são instrumentos de óptica destinados à ampliação e observação de pequenos objetos. A objetiva, que compõe o microscópio, é

  1. A) fortemente convergente e tem grande distância focal.
  2. B) fracamente convergente e tem pequena distância focal.
  3. C) fortemente divergente e tem pequena distância focal.
  4. D) fortemente convergente e tem pequena distância focal.
  5. E) fracamente divergente e tem grande distância focal.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 33 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Alguns alimentos malconservados ou enlatados podem desenvolver toxinas altamente venenosas que podem provocar vômitos, náuseas, mal-estar e fraqueza muscular progressiva, como ptose cerebral. As principais bactérias responsáveis pela liberação da Toxina Botulínica são:

  1. A) Clostridium botulinum e Clostridium parabotulinum.
  2. B) Clostridium perfringens e Clostridium difficile.
  3. C) Clostridium parabotulinum e Clostridium difficile.
  4. D) Clostridium perfringens e Clostridium parabotulinum.
  5. E) Clostridium botulinum e Clostridium difficile.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 34 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

O que ocorre na Diabetes Tipo I?

  1. A) É uma condição crônica em que o pâncreas produz insulina, mas em menor quantidade, e essa quantidade produzida não tem função ao organismo, sendo eliminada.
  2. B) O paciente não consegue processar o açúcar no sangue, havendo um aumento da produção de insulina que tenta suprir esse excesso de açúcar acumulado.
  3. C) É o tipo mais comum, em que o paciente produz insulina em excesso.
  4. D) É o tipo mais comum, no qual ocorre a união de dois fatores: resistência à insulina e diminuição nos níveis de insulina.
  5. E) O pâncreas do paciente deixa de produzir insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue.
Ver gabarito e comentário

Gabarito oficial: E

No DM1 há destruição das células β e o pâncreas deixa de produzir insulina.

Ver o comentário completo, alternativa por alternativa, no app →

Questão 35 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

O Tempo de Atividade de Protrombina (TAP) é um exame indicado no controle de pacientes que fazem uso contínuo de anticoagulantes orais, pois essas drogas atuam sobre

  1. A) os fatores da coagulação pertencentes ao Sistema Intrínseco da coagulação, precisando assim serem monitorados.
  2. B) os fatores da coagulação pertencentes ao Sistema Extrínseco e Intrínseco da coagulação, precisando assim serem monitorados.
  3. C) o fator VII da coagulação pertencentes ao Sistema Intrínseco e precisam ser monitorados.
  4. D) os fatores IX e X da coagulação pertencentes ao Sistema Intrínseco e precisam ser monitorados.
  5. E) os fatores da coagulação pertencentes ao Sistema Extrínseco da coagulação, precisando assim serem monitorados.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 36 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Os diferentes meios de cultura utilizados fornecem as primeiras informações para a identificação de diversos microrganismos. É importante conhecer o potencial de crescimento de cada meio de cultura e adequá-lo ao perfil bacteriano esperado para cada material. O ágar Sabouraud é um meio muito utilizado. Qual é sua principal finalidade?

  1. A) É recomendado para o cultivo, isolamento e identificação de fungos não patogênicos e leveduras, pois oferece um ótimo crescimento devido a suas altas concentrações de carboidratos.
  2. B) É recomendado para o cultivo, isolamento e identificação de bactérias patogênicas, pois oferece alta concentração de carboidratos.
  3. C) É recomendado para o cultivo, isolamento e identificação de fungos patogênicos e leveduras, pois oferece um ótimo crescimento devido a suas altas concentrações de carboidratos.
  4. D) É recomendado para o cultivo, isolamento e identificação de fungos não patogênicos e bactérias patogênicas, sendo rico em carboidratos.
  5. E) É recomendado para o cultivo, isolamento e identificação de bactérias não patogênicas, pois oferece alta concentração de carboidratos.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 37 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A dengue é uma doença virológica transmitida pelo mosquito fêmea contaminado da espécie

  1. A) Aedes flavivirus.
  2. B) Aedes chikungunyae.
  3. C) Aedes zicavirae.
  4. D) Aedes influenza.
  5. E) Aedes aegypti.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 38 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Qual é a diferença entre os testes de gravidez BHCG quantitativo e BHCG qualitativo?

  1. A) O quantitativo mostra a quantidade de HCG no sangue e pode indicar o tempo de gravidez. O qualitativo apenas indica positivo ou negativo.
  2. B) Ambos os testes indicam apenas positivo ou negativo para gravidez.
  3. C) O quantitativo indica apenas o tempo de gestação. O qualitativo indica os níveis do hormônio no sangue e positivo ou negativo para gravidez.
  4. D) O quantitativo apenas indica positivo e negativo. O qualitativo dosa a quantidade de HCG no sangue e pode indicar o tempo de gravidez.
  5. E) Os dois testes indicam o nível do hormônio no sangue e o tempo de gestação.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 39 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A imunização ativa é um mecanismo em que

  1. A) se introduz uma pequena quantidade de antígeno no organismo para produção de anticorpo.
  2. B) se introduz uma grande quantidade de anticorpos que se ligam às células de defesa do organismo.
  3. C) o próprio corpo do indivíduo, sem a introdução de antígenos, gera células de defesa.
  4. D) se introduz uma grande quantidade de antígeno no organismo para produção de anticorpo.
  5. E) se introduzem antígeno e anticorpo juntos para que sejam gerados anticorpos específicos.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 40 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Quais exames listados a seguir podem ser considerados como uma avaliação de função hepática?

  1. A) LDH, CPK, AST, ALT e albumina.
  2. B) PCR, VHS, LDH, TAP, Gama GT, Sódio e Potássio.
  3. C) AST, ALT, Gama GT, Bilirrubinas, TAP e Eletroforese de proteínas.
  4. D) Albumina, LDH, CPK, CKMB, FOA, TAP e glicose.
  5. E) Sódio, Potássio, Ureia, Creatinina, TAP, Bilirrubinas e Fosfatase Alcalina.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 41 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Pacientes portadores dessa doença possuem mutação em um ou dois cromossomos específicos (11 e 16), tendo como resposta o fato da medula óssea parar de produzir ou produzir em quantidade insuficiente um dos tipos de cadeia de globina, podendo ser Alfa ou Beta, resultando em desproporcionalidade entre o número de cadeias alfa e beta produzidas, em que cada hemácia terá menos molécula de hemoglobina em seu interior. O enunciado refere-se à

  1. A) anemia megaloblástica.
  2. B) talassemia.
  3. C) microcefalia.
  4. D) anemia mieloide.
  5. E) leucemia.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 42 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

O que ocorre em uma acidose metabólica?

  1. A) É uma condição metabólica na qual o PH do sangue está elevado, acima da faixa normal, com concentração diminuída de hidrogênio, levando à concentração aumentada de bicarbonato.
  2. B) Excesso de acidez no sangue, caracterizado por uma concentração anormalmente elevada de carbonatos.
  3. C) Excesso de acidez no sangue devido ao elevado PH acima da faixa normal, com concentração aumentada de hidrogênio, elevando também a concentração de bicarbonato.
  4. D) Excesso de acidez no sangue, caracterizado por uma concentração anormalmente baixa de carbonatos.
  5. E) É uma condição metabólica na qual o PH do sangue está abaixo da faixa normal, com concentração diminuída de hidrogênio e, consequentemente, aumento na concentração de bicarbonato.
Ver gabarito e comentário

Gabarito oficial: D

Acidose metabólica é o excesso de acidez no sangue com redução do bicarbonato (os ‘carbonatos’ da alternativa D).

Ver o comentário completo, alternativa por alternativa, no app →

Questão 43 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal, que perdem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos. O enunciado refere-se à

  1. A) Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP).
  2. B) Esclerose Sistêmica.
  3. C) Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
  4. D) Esclerodermia.
  5. E) Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR).
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 44 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. O corpo de um fungo multicelular é formado por filamentos que recebem o nome de _____________. O conjunto desses filamentos forma _____________, que constitui o corpo do fungo, entretanto essa estrutura não é considerada um tecido verdadeiro.

  1. A) micélio / as hifas
  2. B) hifas / o micélio
  3. C) corpo de frutificação / as hifas
  4. D) esporos / o corpo de frutificação
  5. E) micélio / os esporos
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 45 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

A cromatografia é um processo físico-químico de separação de misturas que se divide em duas fases que são:

  1. A) fase de promoção e fase móvel.
  2. B) fase de progressão e fase estacionária.
  3. C) fase estacionária e fase líquida.
  4. D) fase móvel e fase de iniciação.
  5. E) fase estacionária e fase móvel.
Ver gabarito e comentário

Gabarito oficial: E

As duas fases da cromatografia são a estacionária e a móvel.

Ver o comentário completo, alternativa por alternativa, no app →

Questão 46 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Com relação ao Sistema Imunológico, lembramos apenas da defesa por meio dos anticorpos. Mas algumas células, como os macrófagos, são capazes de englobar e digerir invasores em um processo denominado

  1. A) exocitose.
  2. B) pinocitose.
  3. C) apoptose.
  4. D) fagocitose.
  5. E) plasmocitose.
Ver gabarito

Gabarito oficial: D

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 47 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Os glóbulos vermelhos são formados na medula óssea, em um processo chamado eritropoiese, regulado pelo hormônio

  1. A) hemacialina.
  2. B) adrenalina.
  3. C) eritropoietina.
  4. D) insulina.
  5. E) eritroadrenalina.
Ver gabarito

Gabarito oficial: C

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 48 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

O condensador é uma peça do microscópio

  1. A) que possibilita o movimento da platina para melhor focalização da lâmina.
  2. B) responsável por dar suporte às lentes oculares.
  3. C) responsável pela troca de objetiva a ser utilizada.
  4. D) responsável pela focalização da imagem.
  5. E) responsável pelo ajuste de luminosidade e pela projeção de um cone de luz em um espelho, passando pela lâmina até chegar nas objetivas.
Ver gabarito

Gabarito oficial: E

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 49 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

Sobre o exame de Reticulócitos, é correto afirmar que

  1. A) é solicitado quando se quer determinar se a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea não está ocorrendo em excesso e para esclarecer o mecanismo de diferentes tipos de doenças alérgicas.
  2. B) a contagem de Reticulócitos é usada para determinar se a medula óssea está respondendo de modo adequado às necessidades do corpo na produção de hemácias e para esclarecer o mecanismo de diferentes tipos de anemia.
  3. C) é solicitado quando o médico quer identificar algum tipo de inflamação no paciente, como tendões, por exemplo.
  4. D) a contagem de Reticulócitos é indicada quando o paciente faz uso de anticoagulantes orais para dosar os níveis de trombócitos presentes na corrente sanguínea.
  5. E) é solicitado quando o médico quer identificar algum tipo de infecção presente na corrente sanguínea do paciente.
Ver gabarito

Gabarito oficial: B

Resolver esta e outras questões no app →

Questão 50 · AOCP · 2017 · EBSERH (HUJB-UFCG)

São consideradas doenças autoimunes:

  1. A) Lúpus e Psoríase.
  2. B) Lúpus e Mononucleose.
  3. C) Síndrome de Sjögren e Meningite.
  4. D) Doença Celíaca e HPV.
  5. E) AIDS e Leucemia Mieloide Aguda.
Ver gabarito

Gabarito oficial: A

Resolver esta e outras questões no app →

Treinar com as provas da AOCP no app