O concurso EBSERH HC-UFG de 2015 teve prova para o cargo de Biomédico, organizada pela banca AOCP. A prova tinha 50 questões. Abaixo estão todas as questões com o gabarito oficial e 6 já com comentário.
O que caiu nas disciplinas específicas: Bioquímica Clínica (9), Hematologia (5), Imunologia (4), Microbiologia (4), Gestão da Qualidade, Biossegurança e Fase Pré-analítica (1), Biologia Molecular e Genética (1), Fisiologia e Patologia Geral (1). Os temas mais cobrados foram Técnicas analíticas (fotometria, imunoensaios, automação), Erros inatos e outros, Hipersensibilidade, Diabetes e metabolismo glicídico, Hemoglobinopatias.
Disciplinas gerais: Língua Portuguesa (10), Raciocínio Lógico e Matemática (5), Legislação Institucional (EBSERH/órgão) (5), Legislação do SUS e Saúde Pública (5).
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Perguntas frequentes
Qual foi a banca do concurso EBSERH HC-UFG 2015 para Biomédico?
A banca foi AOCP. Temos 18 provas de Biomédico dessa banca no nosso banco.
Quantas questões teve a prova de Biomédico do concurso EBSERH HC-UFG 2015?
A prova teve 50 questões.
O que mais caiu na prova de Biomédico EBSERH HC-UFG 2015?
Nas específicas: Bioquímica Clínica (9), Hematologia (5), Imunologia (4), Microbiologia (4). Temas mais cobrados: Técnicas analíticas (fotometria, imunoensaios, automação), Erros inatos e outros, Hipersensibilidade.
Onde encontro a prova e o gabarito do concurso EBSERH HC-UFG 2015?
Nesta página estão todas as questões com o gabarito oficial. No app do Concurso Biomédico dá para resolver a prova, marcar as respostas e ver o desempenho.
Como estudar para o próximo concurso EBSERH HC-UFG?
Resolva esta e as outras provas da banca AOCP, comece pelas disciplinas que mais caem (Bioquímica Clínica, Microbiologia, Hematologia) e leia os comentários das questões que errar. Quando sair um novo edital, ele aparece na nossa página de concursos abertos.
Questões da prova com gabarito
Questão 1 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em relação ao texto, assinale a alternativa correta.
- A) O autor considera as chaves da despedida a pior coisa do mundo.
- B) O autor considera o ato de entregar a chave de sua casa ao outro mais um simples passo que ocorre com a evolução do relacionamento.
- C) O autor considera a chave um dos objetos que dão a medida exata de um relacionamento.
- D) Para o autor, quando você dá a chave de sua casa para alguém, é o momento em que você confirma e assume sua privacidade em nome do amor.
- E) Para o autor, a chave de sua casa, entregue ao outro, carrega somente expectativas boas e nenhum temor.
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Gabarito oficial: C
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Questão 2 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em relação ao excerto: “Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente.”, é correto afirmar que
- A) “chave” exerce função de sujeito na primeira e na segunda oração do período.
- B) “quem” exerce função de sujeito nas orações em que está presente.
- C) “reciproca” é uma palavra proparoxítona e deveria receber acento agudo, grafando-se “recíproca”.
- D) todos os termos “a” presentes no período são artigos femininos.
- E) “verdadeiramente” é um advérbio que expressa intensidade.
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Gabarito oficial: B
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Questão 3 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em “... quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta.”, a crase
- A) é facultativa.
- B) é obrigatória.
- C) foi utilizada incorretamente.
- D) foi utilizada para atender a regras de concordância.
- E) foi utilizada por causa da presença da palavra feminina “porta”.
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Gabarito oficial: A
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Questão 4 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em relação ao excerto: “O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio.”, é correto afirmar que
- A) a primeira oração refere-se à solicitação de devolução da chave por uma das partes do casal.
- B) a segunda oração refere-se ao momento de oferecimento da chave ao outro por uma das partes do casal.
- C) ocorre uma elipse na segunda oração.
- D) “sombrio” exerce a função de objeto direto.
- E) “exaltação e esperança” são complementos nominais preposicionados.
Ver gabarito
Gabarito oficial: C
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Questão 5 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em “A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito.”, existe uma inadequação gramatical quanto à
- A) acentuação gráfica.
- B) ortografia.
- C) regência.
- D) concordância.
- E) pontuação.
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Gabarito oficial: D
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Questão 6 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em “... um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia.”, o termo destacado significa
- A) saudade.
- B) indiferença.
- C) indecisão.
- D) morbidez.
- E) languidez.
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Gabarito oficial: A
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Questão 7 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em “Não interessa se você dá ou ganha a chave...”, temos
- A) um período composto apenas por coordenação.
- B) um período simples.
- C) um período composto apenas por subordinação.
- D) um período composto por subordinação e coordenação.
- E) dois períodos.
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Gabarito oficial: D
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Questão 8 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Em “... aceita a chave quem a deseja...”, o termo destacado exerce função sintática de
- A) objeto indireto.
- B) objeto direto.
- C) sujeito.
- D) complemento nominal.
- E) agente da passiva.
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Gabarito oficial: B
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Questão 9 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
Pelo texto, infere-se que são termos que o autor utiliza para designar “a chave” após o fim de um relacionamento, EXCETO
- A) ferramenta sem propósito.
- B) chave do adeus.
- C) chave inútil e esquecida.
- D) chaves de despedida.
- E) chave falsa.
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Gabarito oficial: E
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Questão 10 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A CHAVE Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo IVAN MARTINS Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança. Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo. O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo. [...] Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos. Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são. [...] A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra. Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão. Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/no ticia/2015/04/chave.html
No texto, o autor considera “a chave” oferecida ao outro, em um relacionamento,
- A) uma joia.
- B) uma aliança.
- C) um sorriso agridoce.
- D) um buquê de flores.
- E) um totem de confiança.
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Gabarito oficial: E
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Questão 11 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Na loja A, é possível comprar um HD externo por R$ 300,00. Para obter a garantia estendida, um comprador deve desembolsar mais 12% do valor da mercadoria. Dessa forma, se alguém deseja comprar tal produto com garantia estendida, deve desembolsar, exatamente,
- A) R$ 330,00.
- B) R$ 336,00.
- C) R$ 350,00.
- D) R$ 360,00.
- E) R$ 390,00.
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Gabarito oficial: B
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Questão 12 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Enquanto Ana esperava por Beto, que estava atrasado, recebeu uma mensagem dizendo: “Chego em um quinto de hora”. A quantos minutos isso corresponde?
- A) 5 minutos
- B) 10 minutos
- C) 30 minutos
- D) 300 minutos
- E) 12 minutos
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Gabarito oficial: E
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Questão 13 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
O conjunto formado pelas letras da palavra ORDEM e o conjunto formado pelas letras da palavra PROGRESSO têm quantos elementos em sua intersecção?
- A) 5
- B) 9
- C) 4
- D) 3
- E) 2
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Gabarito oficial: D
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Questão 14 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Na sequência de palavras A, BU, CAI, DADO, ESTAR, ......., a sexta palavra é
- A) FOFOCA.
- B) BANANA.
- C) ÁRVORE.
- D) CAFÉ.
- E) FANTOCHE.
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Gabarito oficial: A
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Questão 15 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Sabendo que a implicação “Se a canoa não virar, eu chego lá” é falsa, então,
- A) “A canoa vira”.
- B) “Eu chego, independente da canoa”.
- C) “A canoa vira e eu chego”.
- D) “A canoa não virou e eu não cheguei”.
- E) “Se não virar a canoa, eu não chego”.
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Gabarito oficial: D
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Questão 16 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), assinale a alternativa correta.
- A) A integralização do capital social da EBSERH será realizada com doações feitas por pacientes.
- B) A EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio, e terapêutico à comunidade, podendo ser de forma gratuita ou onerosa, conforme a renda do paciente.
- C) As atividades de prestação de serviços de assistência à saúde a serem prestadas pela EBSERH estão inseridas no âmbito do Sistema Único de Saúde e do Sistema Particular e Suplementar de Saúde.
- D) É assegurado à EBSERH o ressarcimento das despesas com o atendimento de consumidores e respectivos dependentes de planos privados de assistência à saúde, na forma da lei.
- E) No desenvolvimento de suas atividades, a EBSERH observará as orientações da Política Nacional de Educação, de responsabilidade do Ministério da Educação.
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Gabarito oficial: D
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Questão 17 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Assinale a alternativa correta.
- A) As instituições congêneres de que trata a Lei 12.550/2011 referem-se exclusivamente às instituições públicas federais que desenvolvam atividades de ensino e pesquisa na área da saúde.
- B) Os servidores titulares de cargo efetivo em exercício na instituição federal de ensino que exerçam atividades relacionadas ao objeto da EBSERH poderão ser a ela cedidos para realização de atividades de assistência à saúde e administrativas.
- C) Parte do lucro líquido da EBSERH deverá ser entregue aos cofres da União, para investimento em campanha de saúde preventiva.
- D) A EBSERH será administrada por um Conselho de Administração, com funções fiscalizatórias, por uma Diretoria Executiva e com funções deliberativas, por um Conselho Fiscal e um Conselho Consultivo.
- E) A atuação de membros da sociedade civil no Conselho Consultivo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares será remunerada e será considerada função relevante.
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Gabarito oficial: B
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Questão 18 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto à Diretoria Executiva da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, assinale a alternativa correta.
- A) Podem participar da Diretoria Executiva os que tiverem sido declarados falidos ou insolventes.
- B) Compete à Diretoria Executiva opinar sobre a modificação do capital social.
- C) Os membros da Diretoria Executiva devem ter notório conhecimento na área de gestão, de atenção hospitalar e do ensino em saúde há mais de 5 anos.
- D) Compete à Diretoria Executiva autorizar a contratação de empréstimo no interesse da EBSERH.
- E) A Diretoria Executiva é composta pelo Presidente e até seis Diretores, nomeados e destituíveis a qualquer tempo pelo Presidente da República, por indicação do Ministro de Estado da Educação.
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Gabarito oficial: E
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Questão 19 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto ao Conselho Consultivo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, assinale a alternativa correta.
- A) Os membros do Conselho Consultivo serão indicados bienalmente e designados pelo Ministro de Estado da Saúde.
- B) O Conselho Consultivo será constituído por dois representantes do Ministério da Saúde.
- C) O Conselho Consultivo será constituído por um representante dos usuários dos serviços de saúde dos hospitais universitários federais, filiais da EBSERH, indicado pelo Conselho Nacional de Saúde.
- D) Compete ao Conselho Consultivo opinar sobre a modificação do capital social, orçamento, planos de investimento, transformação, incorporação, fusão ou cisão.
- E) O Conselho Consultivo da EBSERH reunir-se-á extraordinariamente, somente a pedido do seu presidente.
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Gabarito oficial: C
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Questão 20 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto ao órgão de Auditoria Interna da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, assinale a alternativa correta.
- A) O órgão de Auditoria Interna é vinculado ao Conselho Fiscal.
- B) A Auditoria Interna é dependente da Diretoria da EBSERH.
- C) A nomeação, designação, exoneração ou dispensa do Auditor Geral, titular da Auditoria Interna da sede será submetida, pelo Presidente da EBSERH, à aprovação do Conselho de Administração e, subsequentemente, à aprovação da Controladoria-Geral da União.
- D) Compete à Auditoria Interna analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais demonstrações financeiras, elaboradas periodicamente pela EBSERH.
- E) A Auditoria Interna precisa de autorização do Conselho de Administração para ter acesso a registros, pessoal, informações, sistemas e propriedades físicas relevantes à execução de suas ações de controle.
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Gabarito oficial: C
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Questão 21 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Assinale a alternativa correta.
- A) Constitui, o Sistema Único de Saúde, o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.
- B) A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde, em caráter concorrente com a iniciativa pública.
- C) Não estão incluídas no Sistema Único de Saúde as instituições públicas de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde.
- D) Não são objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) as atividades preventivas.
- E) O desenvolvimento de políticas econômicas não tem relação com os objetivos do SUS.
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Gabarito oficial: A
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Questão 22 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um princípio ou diretrizes do Sistema Único de Saúde.
- A) Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde, exceto em casos de doença terminal.
- B) Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário.
- C) Descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo.
- D) Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico.
- E) Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral.
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Gabarito oficial: A
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Questão 23 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Assinale a alternativa correta.
- A) Em sua constituição, o Sistema Único de Saúde não tem a participação da iniciativa privada.
- B) As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, inexistindo Regiões de Saúde interestadual.
- C) A instituição das Regiões de Saúde observará cronograma no Plano Plurianual do Governo Federal.
- D) As Regiões de Saúde não serão referência para as transferências de recursos entre os entes federativos.
- E) Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de atenção primária, urgência e emergência, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar e vigilância em saúde.
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Gabarito oficial: E
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Questão 24 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto à seguridade social, assinale a alternativa correta.
- A) A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas, com acesso preferencial aos mais pobres.
- B) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede centralizada e constitui um sistema único.
- C) A União aplicará anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, valor não inferior a 15% (quinze por cento) da receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro.
- D) As ações e serviços públicos de saúde não contarão com a participação da comunidade.
- E) A assistência à saúde é exclusiva do Poder Público.
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Gabarito oficial: C
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Questão 25 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quanto à seguridade social, assinale a alternativa correta.
- A) As instituições privadas poderão participar de forma subsidiária do Sistema Único de Saúde.
- B) É permitida a destinação de recursos públicos para auxiliar as instituições privadas com fins lucrativos.
- C) É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde do País, salvo nos casos previstos em lei.
- D) Não compete ao Sistema Único de Saúde ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.
- E) Ao Sistema Único de Saúde, compete colaborar na proteção do meio ambiente, exceto o meio ambiente do trabalho.
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Gabarito oficial: C
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Questão 26 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Paciente negro, 26 anos, apresentando dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, dores articulares, fadiga intensa, palidez e icterícia na esclerótica, além de apresentar as membranas mucosas pálidas e cálculos biliares. A eletroforese de hemoglobina revelou a presença da hemoglobina HbS (sickle). Esse paciente recebeu diagnóstico de
- A) Doença de Joule.
- B) Mal de Richmond.
- C) Anemia falciforme.
- D) Neutropenia atípica.
- E) Hepatite mielogênica.
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Gabarito oficial: C
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Questão 27 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Uma senhora de origem asiática, 48 anos de idade, apresentava queixas de distensão abdominal, diarreias episódicas há cerca de 12 meses, além de flatulência e borborigmo. A paciente relatou que, por causa da osteoporose, há cerca de um ano, começara a ingerir 3 xícaras de leite/dia para aumentar a ingestão de cálcio. Relatou sentir-se melhor pela manhã, antes de começar a se alimentar. Em relação ao caso clínico apresentado, pelos sintomas apresentados pela paciente, é possível suspeitar-se deficiência na produção de qual enzima?
- A) Tripsina.
- B) Lactase.
- C) Lipase.
- D) Descarboxilase.
- E) Quinase.
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Gabarito oficial: B
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Questão 28 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Algumas doenças do aparelho digestório ocorrem devido a ‘defeitos’ no processo da digestão de carboidratos. No caso clínico apresentado na questão anterior, nº 27, analisa-se uma dessas deficiências. Com base nos dados fornecidos, assinale a alternativa correta.
- A) Após ingestão padronizada do substrato específico, para realização do exame para verificar a deficiência dessa enzima, haverá elevado aumento na taxa de glicose sanguínea de pacientes com deficiência na produção da mesma.
- B) Haverá diminuição do substrato não hidrolisado nas fezes da paciente.
- C) Haverá diminuição da atividade fermentativa bacteriana no colo intestinal.
- D) Indivíduos que não apresentam deficiência na digestão desse carboidrato apresentarão diminuição nos valores de glicose sanguínea, após ingestão padronizada do substrato específico.
- E) Haverá aumento da atividade fermentativa pela produção de ácido e gases, e consequente diminuição do pH das fezes de pacientes com deficiência na produção dessa enzima.
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Gabarito oficial: E
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Questão 29 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
“A medula óssea tem contribuição fundamental na efetivação do processo inflamatório, através da liberação e aumento na produção dos leucócitos” (HOKAMA e MACHADO, 1997). Paciente chegou ao pronto atendimento do hospital municipal com quadro inflamatório agudo. Considerando-se a resposta medular à infecção, na chamada fase inicial, pôde ser observada no hemograma presença, principalmente, de qual tipo de leucócitos?
- A) Neutrófilos.
- B) Monócitos.
- C) Eritrócitos.
- D) Trombócitos.
- E) Eosinófilos.
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Gabarito oficial: A
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Questão 30 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Paciente, acreditando estar grávida, insistiu em fazer o teste de urina para ‘confirmar’ a gravidez. Todavia, o resultado deu negativo. O médico explicou-lhe que algumas vezes, mesmo com a presença de gravidez, o resultado do exame de urina pode ser ‘negativo’. A seguir, são listadas algumas considerações clínicas que podem fornecer esse tipo de resultado negativo em presença de gravidez. Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A urina colhida não foi a primeira da manhã, e não é possível análise de HCG com outra urina.
( ) Estágio inicial da gravidez, em que o título de HCG ainda está abaixo do limiar de sensibilidade do teste.
( ) Nunca se observam resultados falso positivos ou falso negativos nesse tipo de teste.
( ) Gravidez ectópica, na qual a excreção de HCG é baixa e variável.
( ) Trimestre final do período de gestação, em que, novamente a taxa de HCG está abaixo do limiar de sensibilidade do teste.
- A) F – V – F – V – V.
- B) V – V – V – V – V.
- C) F – F – V – F – F.
- D) V – F – V – F – F.
- E) F – F – V – V – F.
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Gabarito oficial: A
Pelas fontes a sequência correta seria F, V, F, V, F; como não existe, o gabarito A (que dá o último item como V) é passível de anulação.
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Questão 31 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, multissistêmica, de natureza autoimune e de etiologia multifatorial. Em relação ao LES, assinale a alternativa correta.
- A) A atividade da doença é de duração limitada e evolui espontaneamente para a cura.
- B) Provas sorológicas não podem ser utilizadas para a avaliação da atividade da doença.
- C) Não há um único marcador sorológico que se correlacione com a atividade da doença em todos os pacientes.
- D) O tratamento da doença é realizado principalmente pelo uso de antibióticos, vacinas específicas, corticoides e ácido acetilsalicílico.
- E) O LES é determinado geneticamente por herança ligada ao cromossomo Y, acometendo exclusivamente indivíduos do sexo masculino.
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Gabarito oficial: C
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Questão 32 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
“As bactérias são classificadas de acordo com sua morfologia, estrutura, atividade metabólica e fatores ambientais necessários à sobrevivência” (ARAÚJO et al, 2010). Em relação às bactérias, é correto afirmar que
- A) as bactérias gram-negativas possuem espessa camada que é firmemente aderida à carioteca de sua própria célula.
- B) certos organismos gram-positivos e gram-negativos podem apresentar também uma cápsula, ou camada de glicocálice, internamente à parede celular. Essa cápsula torna a bactéria vulnerável à fagocitose por monócitos, podendo dificultar sua fixação tecidos do hospedeiro.
- C) os organismos gram-positivos são assim denominados devido às características de coloração próprias da sua finíssima camada externa de peptidoglicano, além disso, esses micro-organismos possuem amplo complexo de Golgi e mitocôndrias em seu interior.
- D) as bactérias são classificadas em Gram-positivas ou Gram-negativas em função da diferença na arquitetura da parede celular. A parede celular Gram-positiva consiste de uma camada espessa de peptidoglicano (~30 nm), enquanto a parede celular da Gram-negativa apresenta camada mais fina de peptidoglicano (~10nm) e sua estrutura e composição da membrana mais complexas.
- E) bactérias como as microbactérias têm glicolipídeos múltiplos que lhes conferem uma aparência de bolor, acarretando desvantagens biológicas, impedindo a infecção ao hospedeiro.
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Gabarito oficial: D
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Questão 33 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Em relação às leucemias, assinale a alternativa correta.
- A) As leucemias agudas (LA) caracterizam-se pela ausência de proliferação clonal acompanhada de bloqueio maturativo (anaplasia) variável.
- B) Quando uma alteração molecular leva ao aparecimento de uma proliferação intensa do setor granulocítico, com presença de células muito jovens e indiferenciadas (blastos e mieloides) no sangue periférico e medula óssea, temos um quadro típico de leucemia mieloide crônica (LMC).
- C) O processo neoplásico que dá origem ao clone leucêmico surge apenas no estágio primeiro do desenvolvimento celular, ou seja, na fase inicial da hematopoese.
- D) Ao contrário do que ocorre no caso das leucemias mieloides, as neoplasias proliferativas da linhagem linfoide apresentam-se apenas no tipo agudo (LLA).
- E) As proliferações linfoides agudas (como a leucemia linfoide aguda) são caracterizadas pelo elevado número de blastos linfoides no sangue periférico e na medula óssea. As proliferações linfoides crônicas (como a leucemia linfoide crônica) apresentam linfócitos com maior grau de diferenciação.
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Gabarito oficial: E
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Questão 34 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
A respeito do teste para verificação do Tempo de Coagulação, assinale a alternativa correta.
- A) Possui altíssima sensibilidade e reprodutibilidade.
- B) Permite avaliar de forma global os fatores de coagulação plasmática, exceto os fatores VIII e XXI.
- C) O Tempo de Coagulação é um teste utilizado em grande escala para triagem pré-cirúrgica e também para a orientação terapêutica de urgência em condições hemorrágicas graves.
- D) Não sofre nenhuma influência dos procedimentos técnicos de coleta e limpeza da vidraria utilizados.
- E) Também não sofre influência da forma de observação do desenvolvimento da formação do coágulo.
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Gabarito oficial: C
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Questão 35 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Paciente adolescente, sexo masculino, caucasiano, apresentou-se ao serviço de emergência do hospital relatando: calafrios, inapetência, fadiga, mal-estar e sudorese. Relatou náuseas, vômito e fotofobia. Além disso, cefaleia e mialgia (principalmente paravertebral superior e cervical). Nos achados clínicos, amigdalofaringite, linfadenopatia e hepatoesplenomegalia. Dentre os achados hematológicos: linfocitose (mais de 50%) e presença de linfócitos atípicos. Achados sorológicos: desenvolvimento de anticorpos heterófilos; desenvolvimento de anticorpos antivírus Epstein-Barr (EBV). Esse paciente recebeu diagnóstico de
- A) parotidite crônica agudizada.
- B) mononucleose infecciosa.
- C) doença de Bornholm.
- D) gastroenterite infecciosa de Parrot.
- E) dengue hemorrágica.
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Gabarito oficial: B
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Questão 36 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Atualmente, sabe-se que os radicais livres e demais espécies reativas são fundamentais para a homeostase celular e o funcionamento adequado dos organismos vivos. A respeito dos radicais livres e os processos celulares, assinale a alternativa correta.
- A) Os radicais livres são átomos ou moléculas que não possuem elétrons desemparelhados em seus orbitais externos, impedindo transferência de elétrons com moléculas vizinhas.
- B) Em condições celulares normais, há sempre um desequilíbrio entre a produção de radicais livres incapacitando sua neutralização pelos sistemas antioxidantes.
- C) O estresse oxidativo não está, definitivamente, associado ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
- D) O cérebro é o órgão com maior consumo metabólico do corpo, sobretudo de glicose e oxigênio, ficando frequentemente exposto a um excesso de radicais livres que pode desencadear o início do dano neuronal.
- E) O cérebro de mamíferos é totalmente insensível ao estresse oxidativo, por apresentar alta capacidade de defesa antioxidante, se comparado a outros tecidos do corpo.
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Gabarito oficial: D
O cérebro tem consumo metabólico elevado de glicose e oxigênio, e por isso fica frequentemente exposto a radicais livres que podem iniciar dano neuronal. As demais afirmações são falsas.
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Questão 37 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
No que se refere à proteção do pesquisador nas pesquisas biomédicas, quais são as exigências de equipamentos de segurança no nível de biossegurança para contenção máxima?
- A) Gabinetes de segurança classe III, gradiente de pressão e autoclave de abertura dupla.
- B) Nenhum, além de trabalho em bancada aberta.
- C) Gabinetes de segurança para todas as atividades.
- D) Bancada aberta e gabinete para possíveis aerossóis.
- E) Prática laboratorial nível 2 com vestimenta especial e controle de acesso.
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Gabarito oficial: A
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Questão 38 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Conhecer a melhor maneira de preservar culturas bacterianas e dispor de técnicas simples e eficientes é de grande valia aos laboratórios de microbiologia. Segundo Costa & Ferreira (1991), os métodos de manutenção de micro-organismos podem ser classificados de acordo com tempo máximo de preservação, podendo ser de curto, médio ou longo prazos. Em relação a esses métodos de manutenção de meios de cultura, é correto afirmar que
- A) a técnica de repique contínuo, também chamada de ‘subcultivo’ ou repicagem periódica, é um método simples e tradicional de manutenção de culturas em laboratório. Pode ser utilizada para se obter a viabilidade de micro-organismos, principalmente de bactérias, sendo método de preservação de curto prazo.
- B) na manutenção de bolores e leveduras os meios de cultura devem conter alta concentração de açúcares fermentadores para evitar o crescimento micelial exagerado e prevenir alterações.
- C) entre os métodos de manutenção a longo prazo encontram-se a liofilização, criopreservação e autoclavagem reversa.
- D) como um dos métodos de manutenção a médio prazo a preservação em óleo mineral consiste na aplicação de uma camada de óleo mineral esterilizado sobre uma cultura, permitindo o aumento da quantidade de oxigênio disponível e promovendo elevação no metabolismo de multiplicação do agente.
- E) entre os métodos de prazo longo está a criopreservação, que pode lançar mão de agentes de baixa viscosidade, como o propilenoglicol e os sacarídeos, os quais atuam principalmente em processos onde são aplicadas baixas taxas de resfriamento, como na conservação de espermatozoides e eritrócitos.
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Gabarito oficial: A
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Questão 39 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Existem termos descritivos para tipos de centrífugas, mas não são definições rigorosas, e uma centrífuga pode se encaixar em várias categorias. Qual é a centrífuga que pode ser utilizada para precipitações de grande volume de etanol, peletização de bactérias, colunas rotatórias, precipitações de proteínas e que é também conhecida como uma centrífuga de alto desempenho?
- A) Centrífuga de bancada.
- B) Ultracentrífuga.
- C) Centrífuga de alta velocidade.
- D) Ultracentrífuga de bancada.
- E) Centrífuga clínica.
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Gabarito oficial: C
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Questão 40 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Algumas vezes automatizada, mas na maioria dos laboratórios feita manualmente, apresenta a separação de moléculas carregadas em um campo elétrico, que é uma técnica essencial em qualquer laboratório, por meio da qual as moléculas em uma mistura são separadas umas das outras conforme o tamanho, a forma ou a carga e que se constitui no primeiro passo em vários procedimentos, tais como o sequenciamento de DNA. O enunciado refere-se à
- A) citometria.
- B) termociclagem.
- C) ulotomia.
- D) eletroforese.
- E) segmentação.
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Gabarito oficial: D
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Questão 41 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Proteínas, tais como o DNA e o RNA, são rotineiramente separadas e isoladas por cromatografia. Qual é a base de separação dos componentes na cromatografia por afinidade?
- A) Tamanho molecular.
- B) Sítio de ligação natural.
- C) Carga.
- D) Diferença de potencial.
- E) Pressão osmótica.
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Gabarito oficial: B
Na cromatografia de afinidade a separação se baseia na ligação específica da proteína a um ligante fixado na coluna (sítio de ligação), não no tamanho nem na carga.
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Questão 42 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Em relação à presença de infecção por micro-organismos e à resposta do hospedeiro frente à agressão, assinale a alternativa INCORRETA.
- A) A resposta do organismo dá-se apenas no local da infecção, sendo impossível lançar mão de exames laboratoriais, como recurso auxiliar e/ou complementar para diagnóstico.
- B) A proliferação de microrganismos desencadeará, no tecido infectado, um conjunto de alterações no organismo do hospedeiro frente à agressão, ou seja, a chamada resposta de fase aguda.
- C) Essa resposta envolve o organismo como um todo, independentemente do tecido injuriado.
- D) A medula óssea tem contribuição fundamental na efetivação do processo inflamatório, por meio da liberação e aumento na produção dos leucócitos.
- E) Alguns tipos de antibióticos, anti-inflamatórios não-hormonais, drogas utilizadas no tratamento da Aids, quimioterapia oncológica e até mesmo antitérmicos, como a dipirona, podem afetar a produção e a sobrevida de neutrófilos.
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Gabarito oficial: A
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Questão 43 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Um dos métodos laboratoriais de análise microbiológica consiste na contagem de microrganismos por plaqueamento de alíquotas do alimento homogeneizado, e de suas diluições em meio de cultura sólidos, adequadamente selecionados em função do(s) microrganismo(s) a ser(em) enumerado(s). Quais são as duas possibilidades de semeadura do meio de cultura para se fazer esse plaqueamento?
- A) Semeadura convencional e semeadura rápida.
- B) Semeadura in natura e semeadura desenvolvida.
- C) Semeadura longitudinal e semeadura transversal.
- D) Semeadura em superfície e semeadura em profundidade.
- E) Semeadura em ambiente fechado e semeadura em ambiente aberto.
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Gabarito oficial: D
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Questão 44 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Relacione as classes de Imunoglobulinas a algumas de suas respectivas características básicas e propriedades e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
1. IgA (Imunoglobulina A).
2. IgD (Imunoglobulina D).
3. IgE (Imunoglobulina E).
4. IgG (Imunoglobulina G).
5. IgM (Imunoglobulina M).
( ) Principal imunoglobulina da imunidade adquirida. Tem capacidade de atravessar a barreira placentária.
( ) Previne colonização por patógenos. Presente também na saliva, lágrimas e leite.
( ) Imunoglobulina de membrana. Faz parte do receptor de membrana de linfócitos B virgens (BCR).
( ) Aglutinação eficaz de partículas antigênicas, opsonização bacteriana.
( ) Envolvida em processos alérgicos e parasitários. Sua interação com basófilos e mastócitos causa liberação de histamina.
- A) 2 – 1 – 4 – 3 – 5.
- B) 3 – 2 – 5 – 4 – 1.
- C) 4 – 1 – 2 – 5 – 3.
- D) 1 – 3 – 4 – 2 – 5.
- E) 4 – 5 – 1 – 2 – 3.
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Gabarito oficial: C
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Questão 45 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Qual é o equipamento cuja análise permite a identificação direta do fenótipo celular, usando anticorpos marcados com moléculas fluorescentes, podendo medir múltiplos parâmetros como o espalhamento frontal, o espalhamento lateral e a intensidade de fluorescência em diversos comprimentos de onda?
- A) Potenciômetro.
- B) Citômetro de fluxo.
- C) Espectrofotômetro.
- D) Destilador filtrante.
- E) Imunodifusor radial.
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Gabarito oficial: B
O citômetro de fluxo identifica células por anticorpos marcados com fluorocromos e mede espalhamento frontal, lateral e fluorescência em vários comprimentos de onda.
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Questão 46 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Considerando-se que, na micologia clínica, são observadas as micoses subdivididas em superficiais e cutâneas, subcutâneas e sistêmicas. Quais são as micoses causadas por dermatófitos pertencentes aos gêneros Epidermophyton, Microsporum e Trichophyton?
- A) Micoses sistêmicas referidas como pneumonias fúngicas.
- B) Micoses subcutâneas como a esporotricose e a micetoma.
- C) Micoses superficiais devido à trauma nodular lesionado.
- D) Micoses subcutâneas com lesões focais no tecido cerebral.
- E) Micoses cutâneas da pele, cabelo ou unhas. Com base nas informações do caso clínico a seguir e na relação entre presença de IgE e processos alérgicos, responda às questões nº 47 e 48. Paciente de 21 anos, tabagista, foi levado ao serviço de emergência com sinais de quadro alérgico. Após levantamento do histórico clínico detalhado e exame físico, foi solicitado exame para demonstrar a presença de IgE, realizado por ensaio imunoenzimático (ELISA).
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Gabarito oficial: E
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Questão 47 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Níveis séricos de IgE total elevados são observados na maioria dos casos de
- A) psoríase, sinusite bacteriana e malária.
- B) elefantíase, brucelose e/ou rinite crônica.
- C) endocardite, polidpsia e tétano.
- D) anafilaxia, piloroptose e miastenia.
- E) dermatite/eczema atópico e/ou asma alérgica.
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Gabarito oficial: E
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Questão 48 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
Quais são as células mais abundantes durante os processos alérgicos?
- A) Eritrócitos.
- B) Mastócitos.
- C) Miócitos.
- D) Lipócitos.
- E) Osteoblastos.
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Gabarito oficial: B
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Questão 49 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
O caso clínico a seguir é base para as questões 49 e 50. Paciente adolescente, sexo feminino, foi levada ao serviço de emergência por amigos. A paciente, portadora de diabetes (DM) tipo 01, relatou ter esquecido de aplicar a insulina por estar aborrecida e estressada com o término do namoro. A jovem apresentava evidências de consumo de álcool, mas também outros sintomas foram observados: xerostomia, fácies hiperemiada, sinais de desidratação, bem como vômito e hiperventilação. Foi relatada presença de poliúria, polidpsia, polifagia. Ao exame físico, observou-se hálito forte, característico do DM, similar ao de frutas envelhecidas. O diagnóstico foi obtido por meio da análise do quadro clínico somado à avaliação laboratorial. Constatou-se presença de hiperglicemia (> 250mg/dl), acidose metabólica (pH<7,3 e bicarbonato <15 mEq/L) e cetonemia (ou cetonúria).
Os dados do exame clínico e laboratorial indicam que essa paciente apresenta um quadro de
- A) polidpsia crônica diabética.
- B) alcalose metabólica.
- C) poliúria de Garret.
- D) cetoacidose diabética.
- E) desidratação hiperglicêmica.
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Gabarito oficial: D
Hiperglicemia > 250, pH < 7,3, bicarbonato < 15 e cetonemia em paciente com DM1 que omitiu insulina definem cetoacidose diabética.
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Questão 50 · AOCP · 2015 · EBSERH HC-UFG
O caso clínico a seguir é base para as questões 49 e 50. Paciente adolescente, sexo feminino, foi levada ao serviço de emergência por amigos. A paciente, portadora de diabetes (DM) tipo 01, relatou ter esquecido de aplicar a insulina por estar aborrecida e estressada com o término do namoro. A jovem apresentava evidências de consumo de álcool, mas também outros sintomas foram observados: xerostomia, fácies hiperemiada, sinais de desidratação, bem como vômito e hiperventilação. Foi relatada presença de poliúria, polidpsia, polifagia. Ao exame físico, observou-se hálito forte, característico do DM, similar ao de frutas envelhecidas. O diagnóstico foi obtido por meio da análise do quadro clínico somado à avaliação laboratorial. Constatou-se presença de hiperglicemia (> 250mg/dl), acidose metabólica (pH<7,3 e bicarbonato <15 mEq/L) e cetonemia (ou cetonúria).
A afecção que acometeu essa adolescente é uma complicação aguda grave e, caso não houvesse atendimento rápido interdisciplinar integrado, que proveu manejo adequado no controle de tal evento, com hidratação, insulinoterapia e manejo dos distúrbios eletrolíticos, poderia desencadear outros eventos. Dentre os desarranjos metabólicos e manifestações clínicas que poderiam ocorrer nesse caso, assinale a alternativa correta.
- A) A liberação do hormônio epinefrina age de maneira a prover a liberação de ações residuais da insulina, inibindo a secreção de glucagon.
- B) A hiperglicemia origina diurese e desidratação osmótica característica do estado de alcalose sistêmica, pela regulação metabólica do equilíbrio ácido-base do organismo.
- C) O déficit de insulina relacionado à limitação da secreção de glucagon aumenta o uso periférico de glicose, reduzindo substancialmente a hiperglicemia.
- D) A deficiência de insulina inibe completamente a lipoproteína lipase, com aumento exacerbado do armazenamento adiposo e diminuição nos níveis de ácidos graxos livres.
- E) Uma deficiência absoluta de insulina gera um estado catabólico, que culmina com a cetoacidose e depleção grave de volume. Tal evento propicia um comprometimento do sistema nervoso central que induz ao coma e à possível morte, caso não seja tratado.
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Gabarito oficial: E
A deficiência absoluta de insulina gera estado catabólico, cetoacidose e depleção de volume, que pode levar a coma e morte sem tratamento.
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